Prepara-se a invasão de um novo ano. Valerá a pena olhar para trás e avaliar o peso deste 05 que termina? Mudou tanta coisa que nem me reconheço como era há doze meses. E agradeço por não ser mais essa pessoa, que estava rodeada de falsidade e presenças insuspeitas de espíritos ocos. A minha música mudou, o meu cabelo transformou-se, o meu estilo não é o mesmo, nem sequer a rua e o número onde desfio os dias. Perdi algumas ilusões e encontrei outras, renovadas, talvez também a prazo, mas são aquelas que tenho agora e que desejo manter.
Acima de tudo, mudou a visão de mim mesma e o respeito que tenho pela minha própria personalidade e postura. Mundivisões à parte, sei que conquistei passos importantes junto dos outros. Não só daqueles que me importam, mas também daqueles que nem me conhecem direito.
Está a rebentar 2006, e espero tantas coisas deste ano que nem me atrevo a enumerá-las a todas, não vão os deuses achar-me exuberante demais nos meus desejos.
I promise you WON’T EVER see me cry.
12.30.2005
12.29.2005
Feiticeira
Pura magia. Não sei o que se passa dentro de mim para eu te deixar dizer-me essas coisas, para eu te deixar que me peças para fazer assim e não ruborescer de raiva. Eu deixo que me domines ligeiramente, porque eu quero também ter poder sobre ti. Um jogo de prazer, como cantarias baixinho... ao mesmo tempo não quero saber destes (des)equilíbrios e ardis da mente. Passo horas contigo no pensamento e o meu coração dispara quando te vejo, quando me beijas, quando te queixas que eu não ligo o suficiente.
O início é sempre mortal. Se não for bem feito, certamente o fim será doloroso. E não me apetece ainda escrever o último capítulo.
És perfeito, perfeito, perfeito, não consigo deixar de ouvir isto na minha cabeça.
O início é sempre mortal. Se não for bem feito, certamente o fim será doloroso. E não me apetece ainda escrever o último capítulo.
És perfeito, perfeito, perfeito, não consigo deixar de ouvir isto na minha cabeça.
12.28.2005
12.26.2005
Comforting Sounds
Dia de Natal aconchegante, e eu acalmo a minha necessidade louca de amor. Beijos, abraços, presentes, mensagens de quem está longe... Senti-me próxima do calor neste Natal. Reconheço o Bem que me fazem e a paz que me trazem. Estou a pensar recomeçar, nesta semana que falta para o fim-de-ano. Vou claramente transformar-me, porque sei que só assim permitirei que rode a chave do paraíso.
12.24.2005
White Xmas
Este Natal é muito doce e muito difícil ao mesmo tempo. Sinto vontade de ser abraçada e ficar quente por dentro, mas não suporto que me toquem. Impura, e ainda assim louca por voltar à vida. All I want for Christmas is you... A maior prenda que eu poderia ter este Natal era deixar-me ser tua. Se me quiseres, é claro.
12.22.2005
Xmas list
- Nike Shoxx nº40 em preto e rosa
- Óculos de sol em degradé castanho
- Candeeiro para a sala
- Puff rosa choque
- "Angel" de Thierry Mugler 100 ml
- Creme rosto com FP15 Estee Lauder
- Duas noites seguidas a dormir mais que seis horas
- Body creator da Shiseido
- Duas paletes de leite de soja
- Um dia de SPA
- Três sessões de solário no Colombo
- Alarme para o meu lindo e recém-assaltado C3
- Um (K) paraíso com laço azul na cabeça
- Um voluntário para pagar o seguro CT do carro
- Uma game box para ir ver a Alvalade a segunda volta do Sporting
- Plafond de mais 50 natais para os meus pais
- Duas caixas com dez paletes cada de Red Bul
- Óculos de sol em degradé castanho
- Candeeiro para a sala
- Puff rosa choque
- "Angel" de Thierry Mugler 100 ml
- Creme rosto com FP15 Estee Lauder
- Duas noites seguidas a dormir mais que seis horas
- Body creator da Shiseido
- Duas paletes de leite de soja
- Um dia de SPA
- Três sessões de solário no Colombo
- Alarme para o meu lindo e recém-assaltado C3
- Um (K) paraíso com laço azul na cabeça
- Um voluntário para pagar o seguro CT do carro
- Uma game box para ir ver a Alvalade a segunda volta do Sporting
- Plafond de mais 50 natais para os meus pais
- Duas caixas com dez paletes cada de Red Bul
12.15.2005
Ervas daninhas
Não consigo dormir hoje. Madrugada gelada e eu cheia de coisas confusas a chocalhar na minha cabeça. É a injustiça e a vontade de dar um pontapé naquela vaca de merda, é o trabalho no jornal onde há filhos e enteados, é o dinheiro e o que tenho de fazer para o conseguir, é esta relação estranhíssima que não anda para a frente nem para trás, apesar de cada vez mais me sentir presa.
Não é nada.
Ainda mal sinto o Natal, mesmo com a árvore montada na sala, pela primeira vez é a MINHA árvore.
E o tempo urge, eu estou a ficar para trás, sinto-me a explodir de urgência. Como é possível que não durma ainda????
Não é nada.
Ainda mal sinto o Natal, mesmo com a árvore montada na sala, pela primeira vez é a MINHA árvore.
E o tempo urge, eu estou a ficar para trás, sinto-me a explodir de urgência. Como é possível que não durma ainda????
12.11.2005
Non me lo so spiegare
Tanto, tanto, tanto que me arrepiou de alto a baixo. Um sentimento fortíssimo de pertença, de vontade, de amor inicial. Esta noite sou tua.
12.09.2005
Non lo scorderó mai
Cresces dentro de mim como se de repente tivesses acordado para o meu nome. Talvez assim seja, ou talvez eu seja apenas tonta, superficial e sonhadora. Esta noite pouco ou nada dormi, com a tua imagem a martelar-me os olhos fechados. Levantei-me às seis da manhã e vim trabalhar como se fosse Junho e não estivesse um frio que dói nos ossos e uma escuridão lamentável. De alguma forma, hoje quis compensar o meu próprio sentimento de estar a desviar-me do meu caminho profissional devido à avalanche de trabalhos nocturnos.
Estou a dar cabo de mim, bem sei. Nunca trabalhei tanto na vida.
Estou a dar cabo de mim, bem sei. Nunca trabalhei tanto na vida.
12.08.2005
Will lose it's shine
Tenho frio, e é tão doce este Dezembro. Há um ano exactamente eu estava a refazer a minha vida na brilhante Califórnia, e esses serão dias que jamais esquecerei. Não tenho essa sorte este ano, mas os braços que hoje me rodearam foram o substituto perfeito... por vezes quedo-me quieta, o meu olhar pára no tempo, e recordo o teu corpo com umas saudades imensas. Depois passas-me, e deixo de ser tua enquanto a vida me distrai. Tenho o coração a palpitar com a convulsão do calor que se aproxima. Mas não esqueço aquele dia sufocante em Israel em que percebi que nunca mais me livraria do amor que sinto por ti, no matter what colours surpass my eyes. Inútil lutar contra ele, apenas o aceito. E nesse intermédio, deixo que outro nome me supere. E apesar de parecer incongruente, não o trocaria por ti. Ele deixa-me perplexa de sentimento. Eu SEI que vou ser-lhe pertença.
12.06.2005
We'll take a holiday...
You know I'd love you better. Hoje fui invadida por um sentimento assustadoramente intenso de vontade de amor. Eu quero, quero, deixa-me ter o que quero. Deixa-me SER só para ti.
12.02.2005
I'll be fine
But now I'm not. Hoje estou como o verniz preto que trago nas unhas: rachado, cheio de fissuras. Uma lástima. Tenho pena de mim própria, e só me apetece esbofetear-me até perder as forças. Nada que me faça sorrir neste início do último mês do ano.
E terei de disfarçar, como se houvesse rosas onde apenas vejo rochedos.
E terei de disfarçar, como se houvesse rosas onde apenas vejo rochedos.
12.01.2005
But you won't
Madrugada 1º Dezembro. Sozinha no escuro do meu escritório, suspiro-te com a ternura de um esquecimento. Perdoa-me se te mantenho intacto dentro de mim, como uma pedra de cristal que ninguém consegue partir. Não deixo que te toquem porque és eterno, como será esse impossível desejo de não.ter.sido.assim. Foi, e é tudo. Respiro fundo, e lembro-me da força, que guardo dentro do meu peito. Espero que ela ouça. Happy? Ainda não. For you, I would give up everything I own. Não sou infeliz, não choro, não sofro, não espero.
Apenas sinto - e ninguém voltará a ouvir-me sobre isso. Desterrado na minha mente, saberás sempre o caminho do meu coração - e nunca o farás novamente. É tragicamente belo o meu destino: madrugada silenciosa numa alvorada que não chega. Não chegará jamais... e eu sorrio. A minha beleza continua.
Apenas sinto - e ninguém voltará a ouvir-me sobre isso. Desterrado na minha mente, saberás sempre o caminho do meu coração - e nunca o farás novamente. É tragicamente belo o meu destino: madrugada silenciosa numa alvorada que não chega. Não chegará jamais... e eu sorrio. A minha beleza continua.
11.30.2005
Be unkind
Histerismo vintage... desaparece lentamente, à medida que o côco me adoça a boca. Oh, the wind blows so sweet. Não sei do que preciso, mas sei bem o que gostava de possuir, já: sem ter de me reinventar. Ainda não é hora, diz-me a voz interior. Mas torna-se difícil resistir.
Eu SEI que está próximo.
Eu SEI que está próximo.
11.29.2005
Summer Moon
Eu pedi, e como por magia caiu-me no colo. Não pensava que pudesse ser possível. Por aí se arrastam outras coisas, eu modifico a visão de mim mesma. Quando estou sozinha, cresço, torno-me maior. Let us dance to remember all those days in last summer. Resisto ao Inverno: não o quero deixar passar por cima de mim.
Não sei porque é que ressuscita o que devia estar morto, e é triste. Tenho medo, uma vezes, noutras não me importa perder. Quem perdeu tudo nada mais tem a reter. Derrota por derrota, who cares!!! Ontem deitei-me a chorar, algo que não fazia há muito tempo. E depois enxugo, levanto, pinto e não se passou nada. Nunca ninguém me pode ver chorar.
O que eu quero? Incondiconal. Deificação. Eternidade. Marcante. Tudo significou nada: don't bother, be unkind. Not your type.
Não sei porque é que ressuscita o que devia estar morto, e é triste. Tenho medo, uma vezes, noutras não me importa perder. Quem perdeu tudo nada mais tem a reter. Derrota por derrota, who cares!!! Ontem deitei-me a chorar, algo que não fazia há muito tempo. E depois enxugo, levanto, pinto e não se passou nada. Nunca ninguém me pode ver chorar.
O que eu quero? Incondiconal. Deificação. Eternidade. Marcante. Tudo significou nada: don't bother, be unkind. Not your type.
11.28.2005
Don't Bother
Nada partido, apenas eterno. So don't bother: I'll be fine. É quase doce esta visão clara, de nunca mais. Don't bother, I won’t die, of deception. I promise you won’t ever see me cry. Don’t feel sorry. É assim que a minha vida escorre, eu sou mel amargamente perdido. Escorregarei por todas as mãos. E não vale a pena sugar os dedos em busca da doçura. She's just far better than me.
Un giorno d'amore
Há pouco chovia na Baixa lisboeta, e eu sem o apoio de um chapéu tapei os caracóis com o capuz peludo do casaco e continuei a caminhar pela calçada escorregadia. Infeliz, um pouco. Mas foi ele quem não me saíu do pensamento enquanto andei à chuva. Ele: a promessa. O paraíso de cabelos loiros em desalinho, de ideias fixas e cheio de lições para me dar, cheio de correcções, cheio de tudo o que me faz perder a paciência. Tudo bem, eu aceito, ou não ligo, porque adoro o que ele é e a forma como me trata. Porque tropeço constantemente de tornura por ele, porque o desejo a toda a hora, porque apenas um toque me faz arrepiar até à alma.
Hoje tenho-o no pensamento, e é tão doce.
Hoje tenho-o no pensamento, e é tão doce.
Eternamente
Jamais te esquecerei, e no entanto tu puseste-me de lado como um livro que enfeita a cabeceira e não voltará a ser lido. Não vale a pena olhar para trás nem prender na garganta esse soluço pelo que não regressa. Mas dentro de mim há um canto que ninguém conhece onde tu reinas eternamente, onde o teu nome me faz chorar, em que o tempo parou num momento exacto de feliz coincidência de vontades.
Olho em frente para a doçura que me arrasa em outro corpo... sabendo sempre e em todos os dias frios deste Outono melancólico que serás ad eternum o único homem da minha vida.
Olho em frente para a doçura que me arrasa em outro corpo... sabendo sempre e em todos os dias frios deste Outono melancólico que serás ad eternum o único homem da minha vida.
11.26.2005
In the evidence of it's brilliance
O meu rumo define-se em pequenos passos, brilhantes e calmos. Vou chegar lá sem que ninguém se aperceba. E quando o fizer... a revolução.
11.24.2005
There's only so much you can learn in one place
Tenho raiva e tenho vontade, mas vou sendo mole porque nada me entusiasma com a força de uma revolução... terei de me obrigar a fazê-la. Amanhã espera-me o primeiro dia do resto da minha vida. Mas não deixarei para trás esta obstinação. Não vou desistir enquanto não conseguir vencer a resistência. Ponho o paraíso em suspenso. Isto é algo que tenho de fazer pelo meu orgulho. I'm a survivor, and I will pull this off.
Prestem atenção.
Prestem atenção.
11.23.2005
There's no love like the future love (...)
Sequelas e episódios repetidos, estou farta e no entanto não páro. Não recuo. Mas vou quebrando... se fizeres tudo como deve ser... como é que se faz tudo bem? Não sei como é fazer tudo bem. E se esse bem depois se transmuta e é mau? This is not a coincidence. Tenho sonhos estranhos e acordo a transpirar, ofegante, desejando que fosse um paraíso ao meu lado e não este inferno de noite. O cansaço dá cabo de mim. Atraso-me nos objectivos. Apetece-me partir tudo.
11.21.2005
Lo siento...
Poucas vezes necessito destas palavras, e muitas vezes me parecem ocas. Sono spiagente, scusa, perdón, pardon, entschuldigung, es tut mir leid... All the words and no meaning. Levito e vacilo, dou um passo à frente e depois recuo, porque não estou preparada para me revoltar. Ou melhor, não quero porque me apetece continuar a sentir e este agrado é mais doce que a imposição.
Estou num misto. Let, it will be...
Estou num misto. Let, it will be...
11.17.2005
Get ready to jump
Muito menos. Fuck you! Não há paciência e eu convenço-me cada vez mais que não vale a pena, que quanto mais se dá, menos resultados se obtêm. São todos da mesma escola e eu estou mesmo pelos cabelos com arrogâncias, manias, certezas e desconsiderações. O meu poder de encaixe esgotou-se. No fundo, eu é que estou certa na forma como se devem tratar os homens, de forma geral, e este tipo de homens, em particular.
Be a bitch.
Be a bitch.
11.16.2005
How high are the stakes?
Não tenho paciência. Para mim já deu. Demasiado cansada para aturar meninos. A arrogância de quem não faz um car(v)alho da vida não serve para este corpinho que trabalha horas a fio e ainda faz um esforço para manter o contacto e uma vida social decente.
Desculpa lá, mas puta que pariu.
Desculpa lá, mas puta que pariu.
Confessions
On a Dance Floor. Magnetizada pela voz de Madonna, eu vagueio. There's no love like the future love. Aqui estou perante o facto irrefutável de ser obrigada a desistir. You win, I lose. O que está à minha frente é muito mais importante, e ainda assim o sentimento de perda atormenta-me. Difícil lidar com o que se conhece.
Estou à beira da re-invenção, uma nova forma de ser eu: novos factos aglutinam-se à consciência de mim e eu mudo pela transformação da imagem.
This is not a coincidence. Would you like to try? Perante a evidência da impossibilidade, o mais cruél que eu poderia ser comigo própria. Mas aos poucos, cedo. A paixão surge às golfadas e cala-se em momentos de auto-flagelo... não posso deixar de admirar uma tal beleza. There's only so much you can learn in one place. Ser incondicional, e não olhar para trás. Estarei à minha espera quando chegar o momento de me despir. Get ready to jump...
Estou à beira da re-invenção, uma nova forma de ser eu: novos factos aglutinam-se à consciência de mim e eu mudo pela transformação da imagem.
This is not a coincidence. Would you like to try? Perante a evidência da impossibilidade, o mais cruél que eu poderia ser comigo própria. Mas aos poucos, cedo. A paixão surge às golfadas e cala-se em momentos de auto-flagelo... não posso deixar de admirar uma tal beleza. There's only so much you can learn in one place. Ser incondicional, e não olhar para trás. Estarei à minha espera quando chegar o momento de me despir. Get ready to jump...
11.08.2005
Grogue
Trabalhar até às seis e meia da manhã, deitar às sete e levantar às dez para vir trabalhar deixou-me hoje de rastos, a um nível absurdo. Os meus olhos semi abertos queixam-se da falta de sono, a cabeça ressente-se e começa a querer doer, as pernas não me obedecem totalmente, sonho em ver o fim a este dia e o momento em que me esticarei na minha cama quetinha para dormir até cheirar a podre. Sabendo que todas as semanas será esta rambóia, e que terei de arranjar um esquema qualquer para resistir melhor. Tipo, dormir o fim-de-semana inteiro, deitar cedo ao Domingo, sei lá, tomar Ginsana e suplementos energéticos. Mas eu não posso desistir de conseguir adicionar mais uma competência ao meu rol diverso de actividades profissionais... Pelo menos durante uns tempos, eu tenho de conseguir. Não vou ficar rica, mas vou poder comprar leite de soja e pintar o cabelo mais vezes.
11.04.2005
Topoi
Lugar-comum, sem dúvida, mas hoje mais que nunca bateu-me certo na cara: «mais vale não começar que começar e não acabar». There is an unfinished business stuck on me. Tenho coisas para fazer e o tempo urge, derrete-se, encurva-se o mundo às seis da tarde porque anoitece antes que seja hora. Estou presa em mim, e preciso de lutar contra isso. Qualquer dia faço-me uma espera. Eu sei onde é que eu moro (!...)
11.03.2005
Getting better
Começo a subir o elevador. Pago algumas contas, recebo reembolso de despesas. E farto-me de rir com os lampiões. «Ah primeiros do grupo e quê». Ahahahahahahaha. ao menos nós nem em primeiro nem em último, cá estamos à espera de dias melhores.
Lol.
Lol.
11.02.2005
Quase na cave
Agora sim, estou mesmo em crise. Rés-do-chão máximo, quase a resvalar para a cave. Uma pessoa pensa «ai vou de férias vai ser fixe e quê». Mas nãaaaooooooooooooo!!! Tem de correr sempre tudo mal. E quando se pensa que se está no fundo, vem mais uma estalada para descer um pouco mais... que merda de vida. Mais vale sentar nas escadas do metro à espera que a morte chegue.
Quase na cave
Agora sim, estou mesmo em crise. Rés-do-chão máximo, quase a resvalar para a cave. Uma pessoa pensa «ai vou de férias vai ser fixe e quê». Mas nãaaaooooooooooooo!!! Tem de correr sempre tudo mal. E quando se pensa que se está no fundo, vem mais uma estalada para descer um pouco mais... que merda de vida. Mais vale sentar nas escadas do metro à espera que a morte chegue.
10.24.2005
Bater no fundo
Quando uma simples frase me doeu até à alma. Senti tudo de novo, e as lágrimas à beira de me enxaguar os olhos não enganam, há restos de sentimento dentro de mim. A realidade bateu-me como uma avalanche de pedras e estou simplesmente esmagada. Tinha medo de um dia ouvir esta verdade, fugi dela para não me magoar. E no entanto ela veio espontânea, ingénua, para me deixar de rastos.
Uma má disposição forte sobe-me do estômago para a garganta e eu não sei se chore se vomite ou se me perdoe por continuar a ser estupidamente presa ao passado.
Perdoa-me, paraíso.
Uma má disposição forte sobe-me do estômago para a garganta e eu não sei se chore se vomite ou se me perdoe por continuar a ser estupidamente presa ao passado.
Perdoa-me, paraíso.
10.21.2005
Medo
Tenho medo e respeito pelo que me espera, e portanto luto. Com todas as forças terei de atingir um objectivo mínimo que se impõe, se quiser não ser humilhada. Não posso, não devo perder. Esforço. Sede. Fome. Dor.
10.20.2005
Esperma
Saudades de esperma, de quente, de pegajoso na pele. Saudades de gemidos abafados, de morder os lábios com os dentes caprichosos, de fechar os olhos com força mesmo que esteja mergulhada na escuridão, de ser violenta e querida e insuportável ao mesmo tempo. Evito a todo o custo cair no buraco negro da paixão, porque não me sinto preparada para aguentar as consequências.
Mas cá no fundo, sem que o possa dizer a alguém, tenho saudades de morte de sentir.
Mas cá no fundo, sem que o possa dizer a alguém, tenho saudades de morte de sentir.
10.19.2005
Amanhã Não Sei
Esta noche contigo la pasé bien. Tantas noites com caras diferentes que marcaram a minha vida (...) algumas nunca aconteceram, e por isso mesmo nunca as esqueci. Será que do passado regressa alguma coisa de bom? All I can do is try.
Viajo novamente por aquela noite mágica em Marrakesh, e é tão doce. Devia ter tido uma sequela, e nada aconteceu, deixou-me uma leve água na boca pelo que nunca provei. But then again...that's just a little bit of history repeating. A minha vida é feita de desencontros, enganos e companhias insuspeitas. Erros de casting.
Viajo novamente por aquela noite mágica em Marrakesh, e é tão doce. Devia ter tido uma sequela, e nada aconteceu, deixou-me uma leve água na boca pelo que nunca provei. But then again...that's just a little bit of history repeating. A minha vida é feita de desencontros, enganos e companhias insuspeitas. Erros de casting.
10.18.2005
Hung up
Recomposta das eleições, regresso ao som do novo single da minha musa, 'Hung up'... o álbum sai daqui a três semanas e eu mal consigo esperaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrr! Entretanto vou estar de férias na próxima semana e planeio uma orgia de descanso, ginásio, solário e noitadas. Tudo de bom para atingir o (K) Paraíso...
10.09.2005
Eleições
PS não consegue Sintra, Lisboa e Porto. Stop. Eleitores são totós. Stop. Independentes-barra-arguidos ganham. Stop. Histeria colectiva parece tomar conta de certos concelhos. Stop. Vou tomar um Guronsan. Stop. Povo toninho pensa que dá "lição" ao Governo. Red flag: é a direita, stupids!!! Another red flag: o líder do PSD não pesa o suficiente para dar sangue, defs!!! Stop. Estou a alucinar.
10.07.2005
Para mim tanto me faz
Que digas coisas boas ou coisas más... Há certas músicas que chegam aos meus ouvidos na altura certa. Não sei porquê, a história de uma amiga da net fez-me recordar com insistência o tumulto que se me abateu no início do Verão. E certas palavras cantadas por pessoas que não conheço assomam-se com perfeição nesta história. Falas disso, esquece isso, eu não percebo porque é que ainda tás cá. Desejo esquecer, e ainda assim recordo, talvez porque aquele empecilho insiste em aparecer-me à frente e perturbar-me a paz interior. Que queres de mim que queres que eu faça? Dá meia volta e baza! Mas é como eu digo sempre... um dia o jogo vira!
10.06.2005
En Madrid nos movemos de noche...
Regresso um pouco doente de Madrid, mas com uma certa parte da alma e dos impulsos materiais satisfeitos... a movida madrilena deixou a minha parte consumista ao rubro!!! Agora preciso voltar rapidamente ao esquema a que me tinha votado, e com muito mais força e urgência que antes. Ontem fui à praia (quem diria, Outubro!) e senti que está iminente a despedida do Sol.
Portanto, terei de o substituir em cima de mim.
Portanto, terei de o substituir em cima de mim.
10.01.2005
Scegli me
Quanto mais me pisam, mais alimentam a minha raiva e a vontade de saltar por cima. De todas as pedras, limites, obstáculos, impossibilidades. Tenho a idade perfeita e estou a usá-la por cima da linha de rebentamento. Daqui a pouco vou encarnar mais uma pele, e vou ser-me em (quase) toda a plenitude de que sou capaz. Não desisto. Estou perto do dia em que poderei dizer, em voz alta, frente a um espelho frio, «cumpri-me».
(Também não desistirei do paraíso).
(Também não desistirei do paraíso).
9.30.2005
Arco-íris
Quando penso nele, vêm-me sons muito doces à memória e tropeço-me nesta infantilidade de querer sem saber como.
Bem Querer - Marcello Manieri
Desenho de Deus - Armandinho
Fado Português - Dulce Pontes
Circo de Feras - Xutos
Solo que me falta - Alejandro Sanz feat. Alexandre Pires
Mas depois penso nas pedras que me acertaram a testa, e apetece-se parti-las com os nós dos dedos...
Força - Da Weasel
Falas disso - Expensive Soul
Numb - Linkin Park feat. Jay Z
Curtain Falls - Blue
Bem Querer - Marcello Manieri
Desenho de Deus - Armandinho
Fado Português - Dulce Pontes
Circo de Feras - Xutos
Solo que me falta - Alejandro Sanz feat. Alexandre Pires
Mas depois penso nas pedras que me acertaram a testa, e apetece-se parti-las com os nós dos dedos...
Força - Da Weasel
Falas disso - Expensive Soul
Numb - Linkin Park feat. Jay Z
Curtain Falls - Blue
9.28.2005
Domani no lo so
O tempo galopa e aperta-me pelo pescoço, sinto-me presa à ditadura do meu próprio perfeccionismo. Ter de me pôr a mim primeiro de tudo por vezes é um egoísmo da mente face aos desejos do coração. No se que me pasa, pero es que hay algo que me falta. O esforço físico é a grande obsessão deste início de Outono, preciso de transpirar e sentir dores nos músculos quando me sento e quando respiro. Preciso de sentir que não vivo quieta neste invólucro sofrível e cheio de incongruências, que eu defendo mas detesto, que me abre portas e fecha segredos.
Acima de qualquer coisa, necessito de ser Mulher, com beijos, suores, pernas e joelhos suplicantes.
Acima de qualquer coisa, necessito de ser Mulher, com beijos, suores, pernas e joelhos suplicantes.
9.26.2005
K
1. Ti voglio bene - Tzn Ferro
2. Give it away - Deepest Blue
3. Dale - Don Omar
4. The promise you made - Cook Robin
5. Remar remar - Xutos
6. I'm really hot - Missy Elliot
7. Lonely no more - Rob Thomas
8. Try again - Aalyah
9. Till there was you - Rachel Starr
10. Céu da boca - Aviões do Forró
11. Scegli me - Ralph
12. Força - Da Weasel
13. Seven Nation Army - The White Stripes
14. Hollaback Girl - Gwen Steffani
Porque a incongruência faz parte da minha cor...
2. Give it away - Deepest Blue
3. Dale - Don Omar
4. The promise you made - Cook Robin
5. Remar remar - Xutos
6. I'm really hot - Missy Elliot
7. Lonely no more - Rob Thomas
8. Try again - Aalyah
9. Till there was you - Rachel Starr
10. Céu da boca - Aviões do Forró
11. Scegli me - Ralph
12. Força - Da Weasel
13. Seven Nation Army - The White Stripes
14. Hollaback Girl - Gwen Steffani
Porque a incongruência faz parte da minha cor...
9.23.2005
Getting away from me
Ou das coisas que pretendo recusar na minha vida. Fugir dos excessos quando não são decadências deliciosas. Fugir dos passados que regressam em 'fantasmeo'. Fugir das tentações que destroem o meu plano de vingança. Resistir a ser arrasadora, mesmo quando há furacões com o meu nome...
9.20.2005
Crunch
Se eu tivesse ido para S.Francisco, não tinha passado por mim uma das melhores noites de Domingo de sempre. Crunch, bem doce e delicioso, a escorregar pela minha garganta - figurativamente falando, claro. Foi demasiado bom para ser verdade! Portanto, respondendo à tua pergunta, José, sim. Os agentes da Sorte, Fortuna, Destino, etc, já deram um ar da sua graça - complementado ontem por um final de tarde muito interessante.
Mas há um paraíso que domina a minha atenção. E tudo o que eu tenho de fazer é ter cuidado com os pés, para não pisar os cabelos dos anjos.
Mas há um paraíso que domina a minha atenção. E tudo o que eu tenho de fazer é ter cuidado com os pés, para não pisar os cabelos dos anjos.
9.15.2005
No tangling carrots
Foi-se a minha cenoura pós-êxtase. De bilhetes na mão, sou obrigada a cancelar a viagem de amanhã para S.Francisco, Califórnia. Algo de maravilhoso vai ter de me acontecer nestes cinco dias que eu deveria lá estar, às compras no Macy's e na Wet Seal, a ouvir o Mark hurd da HP discursar e o Larry Ellison da Oracle dizer as suas arrogâncias... É mau demais para ser verdade.
Portanto vou já avisando os agentes da Sorte, Fortuna, Destino e etc. que terão de me compensar. Isto vai ter de fazer algum sentido, ok?
E por agora vou fazer birra. Buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!! Eu quero ir para S.Francisco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Portanto vou já avisando os agentes da Sorte, Fortuna, Destino e etc. que terão de me compensar. Isto vai ter de fazer algum sentido, ok?
E por agora vou fazer birra. Buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!! Eu quero ir para S.Francisco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
9.12.2005
Back in Business
Regresso hoje ao trabalho depois de um mês em pura galdeirice... souberam-me pela vida estas férias, e no entanto não me entristece estar de volta. Voltar a um trabalho que se adora não é mau de todo (embora eu saiba que daqui a um mês vou estar pelos cabelos de coisas para fazer e precisarei novamente de férias...).
É bom principalmente porque venho reocupar um lugar que é meu, a minha âncora, boa parte daquilo que me caracteriza.
Vou recordar com um grande sorriso nos lábios estas semanas de (K) Paraíso, mas sei que o melhor ainda está por vir... E o meu SPORTING venceu o benfica, what could go wrong???????
Bem-vindos ao resto da minha vida.
É bom principalmente porque venho reocupar um lugar que é meu, a minha âncora, boa parte daquilo que me caracteriza.
Vou recordar com um grande sorriso nos lábios estas semanas de (K) Paraíso, mas sei que o melhor ainda está por vir... E o meu SPORTING venceu o benfica, what could go wrong???????
Bem-vindos ao resto da minha vida.
9.09.2005
Eleições
PS não consegue Sintra, Lisboa e Porto. Stop. Eleitores são totós. Stop. Independentes-barra-arguidos ganham. Stop. Histeria colectiva parece tomar conta de certos concelhos. Stop. Vou tomar um Guronsan. Stop. Povo toninho pensa que dá "lição" ao Governo. Red flag: é a direita, stupids!!! Another red flag: o líder do PSD não pesa o suficiente para dar sangue, defs!!! Stop. Estou a alucinar.
9.04.2005
Paraíso
Ou não. Há pessoas que me acontecem vindas de um nebuloso Quinto Império e que ficam suspensas num pode-ser angustiante por pequenos percalços. Dóis-me porque estás dentro e fora de mim sem que eu o possa controlar. E vais ver que o teu céu é maior do que o meu, se olhares para tudo o que dei, e então terás o meu corpo à espera do teu.
A minha vida, quase sempre, é feita de esperas e viagens, não de finais e destinos. Some people walk alone.
A minha vida, quase sempre, é feita de esperas e viagens, não de finais e destinos. Some people walk alone.
8.30.2005
Feliz Cumpleaños...
O calor que sinto hoje por fora das janelas nem sequer chega perto do conforto que ontem senti ao entrar neste novo ciclo, mais um ano da minha vida. Há carinhos que são insubstituíveis, e há carinhos que são os mais perfeitos substitutos das ausências mais estranhas. Não posso queixar-me de nada, hoje. É o meu aniversário, mais um 30 de Agosto que se marca no calendário e que a mim se assoma como algo de extraordinário, de impossível, de sagrado, insustentável por ser tão raro e tão belo.
Obrigada R por me teres dado aval para ser tão exuberante na exaltação do nosso dia. E quanto à Alma Gémea, nós descobrimos essa novela muito antes deles todos...
Today is my birthday and I get one every year, and some day I do believe that I'll be buried six feet underground. Mas não hoje, não agora, não nesta década.
Aos 25 anos, eu sou um espelho perfeito das minhas mais altas ambições.
Obrigada R por me teres dado aval para ser tão exuberante na exaltação do nosso dia. E quanto à Alma Gémea, nós descobrimos essa novela muito antes deles todos...
Today is my birthday and I get one every year, and some day I do believe that I'll be buried six feet underground. Mas não hoje, não agora, não nesta década.
Aos 25 anos, eu sou um espelho perfeito das minhas mais altas ambições.
Feliz Cumpleaños...
O calor que sinto hoje por fora das janelas nem sequer chega perto do conforto que ontem senti ao entrar neste novo ciclo, mais um ano da minha vida. Há carinhos que são insubstituíveis, e há carinhos que são os mais perfeitos substitutos das ausências mais estranhas. Não posso queixar-me de nada, hoje. É o meu aniversário, mais um 30 de Agosto que se marca no calendário e que a mim se assoma como algo de extraordinário, de impossível, de sagrado, insustentável por ser tão raro e tão belo.
Obrigada R por me teres dado aval para ser tão exuberante na exaltação do nosso dia. E quanto à Alma Gémea, nós descobrimos essa novela muito antes deles todos...
Today is my birthday and I get one every year, and some day I do believe that I'll be buried six feet underground. Mas não hoje, não agora, não nesta década.
Aos 25 anos, eu sou um espelho perfeito das minhas mais altas ambições.
Obrigada R por me teres dado aval para ser tão exuberante na exaltação do nosso dia. E quanto à Alma Gémea, nós descobrimos essa novela muito antes deles todos...
Today is my birthday and I get one every year, and some day I do believe that I'll be buried six feet underground. Mas não hoje, não agora, não nesta década.
Aos 25 anos, eu sou um espelho perfeito das minhas mais altas ambições.
8.29.2005
Abismo 25 azul
Faltam poucas horas para que completem 25 anos sobre a hora exacta do meu nascimento. A primeira vez que inspirei neste mundo aperta-me hoje porque me sinto além da minha idade. Não quero que me falem em quarto de século nem em viragens.
Eu sou eterna e a minha beleza continua. E por enquanto ainda tenho 24 aninhos.
Eu sou eterna e a minha beleza continua. E por enquanto ainda tenho 24 aninhos.
Abismo 25 azul
Faltam poucas horas para que completem 25 anos sobre a hora exacta do meu nascimento. A primeira vez que inspirei neste mundo aperta-me hoje porque me sinto além da minha idade. Não quero que me falem em quarto de século nem em viragens.
Eu sou eterna e a minha beleza continua. E por enquanto ainda tenho 24 aninhos.
Eu sou eterna e a minha beleza continua. E por enquanto ainda tenho 24 aninhos.
8.26.2005
Closing time
O final assoma-se depois de ter sido anunciado há algum tempo. Não é possível voltar atrás. E mais uma vez volto à estaca zero.
Closing time
O final assoma-se depois de ter sido anunciado há algum tempo. Não é possível voltar atrás. E mais uma vez volto à estaca zero.
8.11.2005
No mercy
Festejar dois golos e perder por 1-0 é de morte, principalmente com uma equipa que se limita a usar os dois metros de cada jogador para desfazer jogo. Nem vou tocar na arbitragem, enfim, é discutível, foi penalty ou não, os dois golos anulados foram golos ou não, etc. Fiquei frustrada pela falta de tudo demonstrada pela Udinese, excepto um excelente guarda-redes e uma desconcertante ausência de paixão, futebol, sangue quente. Aquilo é um conjunto de robots que cumpre ordens rigorosas. Funcionou, parabéns à Udinese e seu treinador, no próximo ano já podem fazer parelha com as equipas mais medrosas da nossa SuperLiga.
Para quem esteja à espera de nos ouvir dizer que não temos equipa e bla bla bla, esqueçam, porque não temos o hábito de mentir para vos agradar. Temos equipa, embora ainda enferrujada, e muito orgulho nela por sinal.
O que aconteceu ontem foi a vitória da frieza face a uma equipa demasiado latina, demasiado PESEIrosa.
E eu hoje estou de verde para celebrar o meu amor pelo Sporting.
Para quem esteja à espera de nos ouvir dizer que não temos equipa e bla bla bla, esqueçam, porque não temos o hábito de mentir para vos agradar. Temos equipa, embora ainda enferrujada, e muito orgulho nela por sinal.
O que aconteceu ontem foi a vitória da frieza face a uma equipa demasiado latina, demasiado PESEIrosa.
E eu hoje estou de verde para celebrar o meu amor pelo Sporting.
8.10.2005
É já a seguir...
21h15, Alvalade XXI. Joga-se uma cartada decisiva para a campanha do Sporting no próximo defeso, esse em que deveríamos estar já qualificados para a Liga dos Campeões e por imbecilidade ou fraqueza de espírito falhámos rotundamente em Maio. Não importa, agora; resta-nos capitalizar hoje à noite na experiência adquirida com os sucessos e insucessos europeus da época transacta.
Consegui bilhete para ver o jogo com a Portugal Telecom, cedido gentilmente por uma colega jornalista que persevera uns quilómetros antes na segunda circular, para quem vier de Sintra... Expectativas são muitas mas não sei se posso exigir muito. A época está apenas no início e os italianos, bom, são de má memória em confrontos passados.
Resta-me a ESPERANÇA tão característica e a certeza de que, seja qual for o resultado, não há melhor sítio para passar esta quarta-feira que na minha segunda casa. O sublime albergue das minhas convicções, Alvalade XXI.
Consegui bilhete para ver o jogo com a Portugal Telecom, cedido gentilmente por uma colega jornalista que persevera uns quilómetros antes na segunda circular, para quem vier de Sintra... Expectativas são muitas mas não sei se posso exigir muito. A época está apenas no início e os italianos, bom, são de má memória em confrontos passados.
Resta-me a ESPERANÇA tão característica e a certeza de que, seja qual for o resultado, não há melhor sítio para passar esta quarta-feira que na minha segunda casa. O sublime albergue das minhas convicções, Alvalade XXI.
8.08.2005
Remar remar
Noite solitária em casa, e o vento desagrada lá fora. Os dedos cansados, os olhos turvos, espero pela alvorada para limpar o meu rosto. Agosto de mil cores, corro por ti todas as manhãs e sofro já com a certeza da tua despedida. Y tu sigues sin saber si lo has estado... Estou quieta desejando, quando deveria ser eu a procurar. Old habits die hard. E eu luto.
Forçar a corrente
Muito trabalho na cabeça e o tempo cada vez mais escasso, não tenho minutos suficientes para abrir a porta do Paraíso. A tecnologia é a minha única ponte para essa ilha de prazer; e no entanto a sua promessa torna-me doce nas horas mais difíceis. Por enquanto ainda há sol e uma réstia de calor, nem tudo será Outono, nem tudo será depressão por estes dias finais de Setembro.
Remar, remar, forçar a corrente. Espero por noites revividas. Espero por cabelos loiros, peles macias, odores a canela e coco. A vida lá fora nunca me dominou.
Remar, remar, forçar a corrente. Espero por noites revividas. Espero por cabelos loiros, peles macias, odores a canela e coco. A vida lá fora nunca me dominou.
Substitute for Love
Todos os filhos que deitei fora encontrarão maneira de voltar à procedência. Nada nunca sem efeito, tudo sempre regressa. Há energias à minha volta que eu não quero pisar - porque o inferno são eles e o céu está em mim. E tudo vai mudar. Muita calma nesta hora. O meu paraíso cala-se, e eu não murcho. Nada merece o meu desalento.
No one night stand, no far off land, no fire that I can't spark.
Todos os filhos que deitei fora encontrarão maneira de voltar à procedência. Nada nunca sem efeito, tudo sempre regressa. Há energias à minha volta que eu não quero pisar - porque o inferno são eles e o céu está em mim. E tudo vai mudar. Muita calma nesta hora. O meu paraíso cala-se, e eu não murcho. Nada merece o meu desalento.
No one night stand, no far off land, no fire that I can't spark.
8.05.2005
Devolução
Devolve-me os dias em que foste querida para mim, esses aglomerados de horas em que o teu nome me pareceu sagrado. Retiro-te com agrado e sem pestanejar o estatuto ANGELical que, vejo agora, nunca mereceste.
Não te tornaste, por meu poder, mortal. Apenas enterrada entre as ruínas estéreis que tenho perdidas na memória.
Derramo-te na cova sentimental sem nome nem história, sem tempo de emoção para dedicar à traição que escolheste. E deito fora com arrazoado desgosto tudo o que me deste, sorrindo a espaços face ao veneno que destilaste e eu desprezo.
Porque me vejo perante a mais sombria cor de um ódio aceso à luz da incompreensão. Caminha para fora do meu espaço de expiração enquanto eu ainda recordo o passado.
Na hora em que me fartar dele, o teu nome amaldiçoado será esquecido por Deus , queimado pela tua própria pele.
Não te tornaste, por meu poder, mortal. Apenas enterrada entre as ruínas estéreis que tenho perdidas na memória.
Derramo-te na cova sentimental sem nome nem história, sem tempo de emoção para dedicar à traição que escolheste. E deito fora com arrazoado desgosto tudo o que me deste, sorrindo a espaços face ao veneno que destilaste e eu desprezo.
Porque me vejo perante a mais sombria cor de um ódio aceso à luz da incompreensão. Caminha para fora do meu espaço de expiração enquanto eu ainda recordo o passado.
Na hora em que me fartar dele, o teu nome amaldiçoado será esquecido por Deus , queimado pela tua própria pele.
8.02.2005
Mediterrâneo Agosto
Bem vindos ao melhor mês do ano. Pico do Verão, mês do meu aniversário, época em que tudo só pode correr melhor. O auge antes da decadência esperada de Setembro. O meu Sol, a minha praia, o meu calor, a concretização dos meus desejos de Verão que duram todo o ano.
Bem vindos ao resto da minha vida.
Bem vindos ao resto da minha vida.
7.29.2005
Meio da década - Tributo II
No advento do novo milénio, fui atacada por um saudosismo terrível e decidi compilar três CDs com as músicas mais marcantes de cada triénio da década de noventa. De repente, apercebo-me que já estamos a meio desta década e que já posso pensar em compilar a primeira parte.
No TRIBUTO I, dividi as coisas nestes termos:
* 1990-1993 - The First Years (alusão ao primo album da Madonna)
* 1994-1996 - The Middle Earth (alusão ao Senhor dos Anéis)
* 1997 - 1999 - The Final Cut (alusão à "nova" versão do Exorcista)
Portanto, está na altura de fazer algo como o álbum The First Years, embora ainda não tenha desencantado um nome... Peço a quem quiser dar sugestões de músicas que vos pareçam essenciais em tal colectânea. E agradeço muitooooooooooo sugestões para nome do álbum!
No TRIBUTO I, dividi as coisas nestes termos:
* 1990-1993 - The First Years (alusão ao primo album da Madonna)
* 1994-1996 - The Middle Earth (alusão ao Senhor dos Anéis)
* 1997 - 1999 - The Final Cut (alusão à "nova" versão do Exorcista)
Portanto, está na altura de fazer algo como o álbum The First Years, embora ainda não tenha desencantado um nome... Peço a quem quiser dar sugestões de músicas que vos pareçam essenciais em tal colectânea. E agradeço muitooooooooooo sugestões para nome do álbum!
7.27.2005
Crise
Nunca como agora, quase 4 meses depois de sair de casa, entendi tão profundamente o significado da palavra "poupar". Tem sido um sufoco. Pagar prestação de carro, passe, água, luz, telefone, internet, gasóleo e ainda querer ir ao Feira Nova do Sintra Retail Park comprar alimentos é quase impossível. De modo que tenho sobrevivido com a ajuda do dinheiro da dança e com os donativos generosos da minha mãe, na forma de leite, queijo fatiado, conservas tipo atum e milho, bolachas e alfaces. Neste momento, penso em absoluto que os iogurtes líquidos e os sumos de laranja Epaminondas são um autêntico luxo.
Vejo-me obrigada a poupar também no uso de cremes, maquilhagem e gel de banho da Sephora. Uma pequena quantidade, bem espalhada, serve perfeitamente. E quem disse que é preciso ir a 120 no IC19? Nada disso. Vai-se a 80 e se alguém perguntar é porque estou a cumprir os limites de velocidade. O gasóleo dura mais e as paragens na BP da curva do Cacém tornam-se menos frequentes.
Há toda uma arte em ser "remediada" no quotidiano e "excêntrica" nos raros momentos em que tal me é permitido. Por exemplo, as ajudas de custo que recebo do jornal quando viajo são quase sempre divididas entre a conta a prazo e as lojas duty free dos aeroportos, nas quais posso adquirir produtos acima da média por menos euros (ou dólares, dkk, o que for).
Em contrapartida, nunca apanho táxis lá fora: vivam os airport shuttles e os city buses. Também nunca janto fora, armazeno cuidadosamente na mala de trabalho frutas, sumos, pão e tudo o que for possível durante os almoços no centro de imprensa.
Enfim. Truques de uma suburbana desesperadamente a tentar ser burguesa.
Vejo-me obrigada a poupar também no uso de cremes, maquilhagem e gel de banho da Sephora. Uma pequena quantidade, bem espalhada, serve perfeitamente. E quem disse que é preciso ir a 120 no IC19? Nada disso. Vai-se a 80 e se alguém perguntar é porque estou a cumprir os limites de velocidade. O gasóleo dura mais e as paragens na BP da curva do Cacém tornam-se menos frequentes.
Há toda uma arte em ser "remediada" no quotidiano e "excêntrica" nos raros momentos em que tal me é permitido. Por exemplo, as ajudas de custo que recebo do jornal quando viajo são quase sempre divididas entre a conta a prazo e as lojas duty free dos aeroportos, nas quais posso adquirir produtos acima da média por menos euros (ou dólares, dkk, o que for).
Em contrapartida, nunca apanho táxis lá fora: vivam os airport shuttles e os city buses. Também nunca janto fora, armazeno cuidadosamente na mala de trabalho frutas, sumos, pão e tudo o que for possível durante os almoços no centro de imprensa.
Enfim. Truques de uma suburbana desesperadamente a tentar ser burguesa.
7.25.2005
Vilamoura
Este fim-de-semana foi um splash refrescante de actividades em Vilamoura. Speed boat, banana, mota de água, golfinhos, parasending, piscina e banhos de mar. Deu para relaxar, ficar com todos os músculos doridos e esquecer as curvas que insistem em desequilibrar o meu caminho. E tudo de graça (viva a Nokia!).
Por vezes nem tudo é mau.
Por vezes nem tudo é mau.
Estou farta de imigrantes!
Começo a achar que essa gente que se insurge contra o número excessivo de imigrantes tem alguma razão. E sabendo eu que incorro numa opinião politicamente incorrecta, e ainda que há tratados de amizade e bla bla bla com estatutos de igualdade e o camandro, não consigo perceber como é que é possível que nós, que compomos a sociedade portuguesa desde que nascemos, não teremos mais direitos que aqueles que vêm num qualquer ponto de suas vidas, às vezes para arranjar confusão.
Será que eu não posso, como cidadã nacional, exigir que um prevaricador imigrante seja castigado por vir fazer merda no meu país?
Meu Deus, isto parece-me uma ideia de Direita! eu não devo estar a bater bem...
Será que eu não posso, como cidadã nacional, exigir que um prevaricador imigrante seja castigado por vir fazer merda no meu país?
Meu Deus, isto parece-me uma ideia de Direita! eu não devo estar a bater bem...
7.20.2005
Ponto de fuga
Assomam-se dúvidas sobre o sentido da vida na minha cabeça. This is a turning point.O que fizer nos próximos pares de anos vai de facto ser determinante. Cumpri o que havia a fazer, agora estagnei, estou apenas a somar dias no mesmo lugar. Sinto-me a envelhecer para trás. Com cada vez menos certezas e mais infantilidades emocionais.
7.19.2005
Da incompreensão e outros fenómenos
«Vai-te foder». O que queres dizer com isso? Vou-me foder para onde? Com quem? Tens alguma coisa em mente que eu não saiba? E porque tenho eu de acatar imperativos teus? Vai tu.
«Então não te vás foder, vai só morrer longe». Não me vou foder? Então, não querias que fosse? Agora já não é para ir? E morrer longe porquê? Acaso sabes se eu vou morrer ou não? Aqui ou noutro lugar? Contrataste alguém para me atacar, foi?
É um atentado à paciência. Construí uma teoria em que a forma como as pessoas lidam com as desavenças está directamente relacionado com a sua inteligência, não com a sua experiência emocional. Uma pessoa pode cair constantemente nos mesmos buracos sentimentais e nunca saber lidar com o desamor ou a rejeição ou sentimentos próximos e negativos. Mas alguém que é suficientemente culto e inteligente, racional diria, nunca deixa que as coisas passem de certo ponto de "humanidade".
Dito por outras palavras: eu, que sou uma mulher, evito comportar-me como uma fêmea devido ao estádio de racionalidade a que cheguei. Outras pessoas, em fases evolutivas mais atrasadas, defendem que provam ser mulheres ao comportar-se como fêmeas.
Pedido de ajuda: como lidar com alguém notoriamente desequilibrado e obcecado com a nossa existência?
«Então não te vás foder, vai só morrer longe». Não me vou foder? Então, não querias que fosse? Agora já não é para ir? E morrer longe porquê? Acaso sabes se eu vou morrer ou não? Aqui ou noutro lugar? Contrataste alguém para me atacar, foi?
É um atentado à paciência. Construí uma teoria em que a forma como as pessoas lidam com as desavenças está directamente relacionado com a sua inteligência, não com a sua experiência emocional. Uma pessoa pode cair constantemente nos mesmos buracos sentimentais e nunca saber lidar com o desamor ou a rejeição ou sentimentos próximos e negativos. Mas alguém que é suficientemente culto e inteligente, racional diria, nunca deixa que as coisas passem de certo ponto de "humanidade".
Dito por outras palavras: eu, que sou uma mulher, evito comportar-me como uma fêmea devido ao estádio de racionalidade a que cheguei. Outras pessoas, em fases evolutivas mais atrasadas, defendem que provam ser mulheres ao comportar-se como fêmeas.
Pedido de ajuda: como lidar com alguém notoriamente desequilibrado e obcecado com a nossa existência?
7.12.2005
De volta da praia...
Já regressei de umas mini-férias muito gostosas que passei alegremente ao som das ondas do mar que banha a praia de Santo Amaro de Oeiras. Ontem a noite foi dura e muito abalante, algo que jamais pensei que pudesse acontecer-me. Tive medo e tive raiva, pena, desespero, tive uma mistura de sentimentos que me fizeram dormir mal e acordar exausta.
Preciso de paz e preciso de carinho.
Preciso de paz e preciso de carinho.
6.28.2005
Não me mintas
Mas finge que não sabes. Enquanto for possível, fecharei os olhos para que alguma paz repouse sobre os meus cabelos.
6.27.2005
White & Green
Por vezes, a melhor maneira de sair de uma tempestade é simplesmente fechar as portas e as janelas. Foi o que fiz. E sobre isto nem mais uma palavra.
Entretanto, estou inquieta com o início da pré-época. Ainda há muitas incertezas quanto ao plantél do Sporting 2005-2006 e menos nada começam os jogos oficiais. Se bem que me parece acertada a decisão do Peseiro em manter o silêncio: as andanças do nosso clube não interessam a quem está de fora e de especulação estamos todos fartos.
De lamentar a perda do campeonato nacional de Futsal para os lamps, de saudar a vitória no campeonato de júniores (as nossas escolinhas são um espectáculo!). E entretanto, muito me transtorna a saída do Enakarhire - se não melhorarmos a defesa este ano, voltamos a arriscar-nos a levar banhos de golos injustificados, já que o Ricardinho não anda nos melhores dias...
Também ando um bocado farta do Dias da Cunha mais as suas teses e teorias da conspiração. Ok, todos sabemos o que se vai passando, mas não é a disparar baboseiras em tudo o que é comunicação social que vamos melhorar alguma coisa. Empenhem-se mas é em construir um balneário que demonstre dentro de campo a sua superioridade. Se marcam um penalty contra nós, temos de marcar dois golos para o inutilizar. E se nos anulam um golo, não vamos bradar durante dois meses, antes cagar neles e trabalhar para nós.
Isto foi o que aprendi com a malfadada recta final do campeonato passado.
Saudações agora e sempre LEONINAS.
Entretanto, estou inquieta com o início da pré-época. Ainda há muitas incertezas quanto ao plantél do Sporting 2005-2006 e menos nada começam os jogos oficiais. Se bem que me parece acertada a decisão do Peseiro em manter o silêncio: as andanças do nosso clube não interessam a quem está de fora e de especulação estamos todos fartos.
De lamentar a perda do campeonato nacional de Futsal para os lamps, de saudar a vitória no campeonato de júniores (as nossas escolinhas são um espectáculo!). E entretanto, muito me transtorna a saída do Enakarhire - se não melhorarmos a defesa este ano, voltamos a arriscar-nos a levar banhos de golos injustificados, já que o Ricardinho não anda nos melhores dias...
Também ando um bocado farta do Dias da Cunha mais as suas teses e teorias da conspiração. Ok, todos sabemos o que se vai passando, mas não é a disparar baboseiras em tudo o que é comunicação social que vamos melhorar alguma coisa. Empenhem-se mas é em construir um balneário que demonstre dentro de campo a sua superioridade. Se marcam um penalty contra nós, temos de marcar dois golos para o inutilizar. E se nos anulam um golo, não vamos bradar durante dois meses, antes cagar neles e trabalhar para nós.
Isto foi o que aprendi com a malfadada recta final do campeonato passado.
Saudações agora e sempre LEONINAS.
6.24.2005
Fotograma
Se ontem pudesse ter ordenado ao tempo que corresse em meia velocidade, ser-me-ia dado em fotogramas lentos e absurdos o espectáculo de uma decepção. Poderia ouvir em sons distorcidos palavras de ódio, que foram parar ao buraco negro das memórias que eu escolho não ter. Desprezo toda e cada palavra que me foi atirada como uma cuspidela de raiva, mas compreendo que a inimizade profunda, absoluta e irreversível que nos desune descende da incompreensão. Os motivos desvanecem-se pelo meio da nuvens de confusão que terceiras partes lançaram sobre nós. Diz-que-disse, leva-e-trás: nada poderia ter sido diferente.
Cresce em mim um sentimento de ódio muito pouco saudável, cresce em mim a vontade de bater, esmagar, pontapear, estrangular o pescoço daquela maldita que eu espero que se lixe imperialmente em todos os aspectos da sua vida - mas que lhes sobreviva, para assistir de pé ao meu triunfo. Eu quero pisá-la quando ela estiver no chão, quero que sinta o peso do meu calcanhar na sua cabeça, e que saiba, em todos os momentos, que vai pagar para o resto da vida por aquilo que me fez.
Cresce em mim um sentimento de ódio muito pouco saudável, cresce em mim a vontade de bater, esmagar, pontapear, estrangular o pescoço daquela maldita que eu espero que se lixe imperialmente em todos os aspectos da sua vida - mas que lhes sobreviva, para assistir de pé ao meu triunfo. Eu quero pisá-la quando ela estiver no chão, quero que sinta o peso do meu calcanhar na sua cabeça, e que saiba, em todos os momentos, que vai pagar para o resto da vida por aquilo que me fez.
6.22.2005
The Fat Lady Sang
Mas ainda falta a cereja para colocar fim a esta novela. A Jo tem razão, é preciso esgotar este assunto e organizar-lhe o epílogo, algo que só pode ser feito com aquela conversa final em que não me apetece nada meter-me. Só de pensar que tenho de olhar para a sua cara sem a partir de pancada já me dá uma canseira... É o tal "sapo" de que falávamos ontem, nem que seja o último que eu engula daquela ordinária. Só quando eu souber as razões que a levaram a comportar-se como uma velhaca é que vou poder deixar isto tudo para trás das costas e seguir a minha vida sem pensar mais.
Já nem tenho paciência para relembrar como ela foi minha amiga e como eu pensava que era para sempre. Nunca esperei, na minha existência, que alguém me puxasse o tapete desta maneira, me traísse, me pisasse, e no final ainda saísse dizendo que eu me estou a fazer de vítima. Incrível! Uma suposta amiga que se afasta sem explicação alguma, deixa de falar comigo sem mais nem porquê, depois diz que eu lhe fiz algo mas não diz o quê, no final conta os pormenores mais íntimos da minha vida a uma gaja qualquer: o que é que merece senão um belo pontapé nos dentes?
Vai berdamerda.
Já nem tenho paciência para relembrar como ela foi minha amiga e como eu pensava que era para sempre. Nunca esperei, na minha existência, que alguém me puxasse o tapete desta maneira, me traísse, me pisasse, e no final ainda saísse dizendo que eu me estou a fazer de vítima. Incrível! Uma suposta amiga que se afasta sem explicação alguma, deixa de falar comigo sem mais nem porquê, depois diz que eu lhe fiz algo mas não diz o quê, no final conta os pormenores mais íntimos da minha vida a uma gaja qualquer: o que é que merece senão um belo pontapé nos dentes?
Vai berdamerda.
6.20.2005
Unforgiven
Sem regresso. A Ângela morreu para mim e nada nem ninguém me poderá demover desta inflexibilidade, jamais a perdoarei, seja qual fôr a explicação que ela arranje.
Pois não há explicação possível para a TRAIÇÃO.
Vai morrer longe de mim. Vai para o Brasil e não voltes.
Pois não há explicação possível para a TRAIÇÃO.
Vai morrer longe de mim. Vai para o Brasil e não voltes.
6.14.2005
De volta à realidade... e sem Cunhal
Depois de quatro dias num limbo de liberdade e "just me". Acho que foi a primeira vez que senti realmente a minha independência, os grandes benefícios de viver sozinha, mas não em solidão. O que me espera para a frente neste Verão que começa tímido eu não faço a menor ideia.
Algo de muito importante conheceu o início da sua resolução (Ângela), embora o cristal continue partido dentro de mim.
E alguém do mais importante que houve no nosso século XX conheceu o seu fim. A morte de Álvaro Cunhal tocou-me de forma profunda, mesmo tendo eu deixado de me identificar com o Partido Comunista. Se aqui estou fresca e alegre a escrever no meu computador pessoal, muito o devo a ele. Pois como mulher de 24 anos, em vivendo n'A ditadura JAMAIS teria a vida que tenho hoje.
Agradeço profundamente a este lutador por ter contribuido decisivamente para a queda do fascismo. Nem me venham gentes de Direita mandar bitaites, porque PSDs e mesmo PSs nem existiam quando o PCP começou a lutar pela nossa liberdade.
Obrigada Cunhal, e até sempre, camarada.
Algo de muito importante conheceu o início da sua resolução (Ângela), embora o cristal continue partido dentro de mim.
E alguém do mais importante que houve no nosso século XX conheceu o seu fim. A morte de Álvaro Cunhal tocou-me de forma profunda, mesmo tendo eu deixado de me identificar com o Partido Comunista. Se aqui estou fresca e alegre a escrever no meu computador pessoal, muito o devo a ele. Pois como mulher de 24 anos, em vivendo n'A ditadura JAMAIS teria a vida que tenho hoje.
Agradeço profundamente a este lutador por ter contribuido decisivamente para a queda do fascismo. Nem me venham gentes de Direita mandar bitaites, porque PSDs e mesmo PSs nem existiam quando o PCP começou a lutar pela nossa liberdade.
Obrigada Cunhal, e até sempre, camarada.
De volta à realidade... e sem Cunhal
Depois de quatro dias num limbo de liberdade e "just me". Acho que foi a primeira vez que senti realmente a minha independência, os grandes benefícios de viver sozinha, mas não em solidão. O que me espera para a frente neste Verão que começa tímido eu não faço a menor ideia.
Algo de muito importante conheceu o início da sua resolução (Ângela), embora o cristal continue partido dentro de mim.
E alguém do mais importante que houve no nosso século XX conheceu o seu fim. A morte de Álvaro Cunhal tocou-me de forma profunda, mesmo tendo eu deixado de me identificar com o Partido Comunista. Se aqui estou fresca e alegre a escrever no meu computador pessoal, muito o devo a ele. Pois como mulher de 24 anos, em vivendo n'A ditadura JAMAIS teria a vida que tenho hoje.
Agradeço profundamente a este lutador por ter contribuido decisivamente para a queda do fascismo. Nem me venham gentes de Direita mandar bitaites, porque PSDs e mesmo PSs nem existiam quando o PCP começou a lutar pela nossa liberdade.
Obrigada Cunhal, e até sempre, camarada.
Algo de muito importante conheceu o início da sua resolução (Ângela), embora o cristal continue partido dentro de mim.
E alguém do mais importante que houve no nosso século XX conheceu o seu fim. A morte de Álvaro Cunhal tocou-me de forma profunda, mesmo tendo eu deixado de me identificar com o Partido Comunista. Se aqui estou fresca e alegre a escrever no meu computador pessoal, muito o devo a ele. Pois como mulher de 24 anos, em vivendo n'A ditadura JAMAIS teria a vida que tenho hoje.
Agradeço profundamente a este lutador por ter contribuido decisivamente para a queda do fascismo. Nem me venham gentes de Direita mandar bitaites, porque PSDs e mesmo PSs nem existiam quando o PCP começou a lutar pela nossa liberdade.
Obrigada Cunhal, e até sempre, camarada.
6.06.2005
To IVA or not to IVA
Nova (e estreante) sondagem no lado direito do Teri, para saber o que pensam os ilustres leitores acerca das recentes medidas anunciadas por Sócrates para combater o défice. Ou seja, o aumento de vários impostos e a passagem do IVA para os 21%. Hoje foi também anunciado o corte dos subsídios de "reinserção" dos ex-deputados (que lata!) e a redução das "reformas", com pacotes à escolha para os ministros visados - ou reduzem um trço do salário e recebem reforma integral, ou continuam com o mesmo salário e receberão um terço da reforma.
May I pitty them? Rsrsrsrsrsrsrs.
É assim que regresso do belo principado do Mónaco, onde me instalei por 4 dias num hotel com praia privada para um press briefing da Dell. A quantidade de Ferraris e carros a-bem-sonhados que ocupa as ruas de Monte Carlos, bem como as fantásticas mobílias e esculturas que embelezam os iates estacionados no porto, deixaram-me uma sensação horrorosa de "sou pobre!" que preciso de combater rapidamente...
May I pitty them? Rsrsrsrsrsrsrs.
É assim que regresso do belo principado do Mónaco, onde me instalei por 4 dias num hotel com praia privada para um press briefing da Dell. A quantidade de Ferraris e carros a-bem-sonhados que ocupa as ruas de Monte Carlos, bem como as fantásticas mobílias e esculturas que embelezam os iates estacionados no porto, deixaram-me uma sensação horrorosa de "sou pobre!" que preciso de combater rapidamente...
5.31.2005
Collina parte II: "A Mentira"
Recebi um e-mail a tentar provar A+B que a notícia publicada no Correio da Manhã sobre as supostas declarações do internacional Collina acerca da falta de Luisão e arbitragens tendenciosas era mentira, foi invenção de algum sportinguista ou portista ou sei-lá-ista qualquer ressabiado. Não me compete a mim julgar, eu vi a notícia e ponto final. Se fôr verdade, confirma o que todos pensamos. Se fôr mentira, é um sofisma de mau gosto de alguém.
Mas isso na verdade não muda nada na nossa posição. O benfica não passa a ter jogado bem por isso, nem se apagam os erros que foram cometidos em seu benefício.
E só quem quer à custa de toda a verdade desportiva considerar o benfica um justo campeão pode varrer para debaixo do tapete as "ajudinhas" e o futebol paupérrimo que praticou em toda a Superliga.
Quando um campeão é indiscutível, levantam-se poucas ondas.
Quando um campeão é uma equipa de bosta, levantam-se os sobrolhos.
E foi só ver o espectáculo triste que foi a Final da Taça para se perceber que foi a vitória da sorte e não do mérito desportivo. Os benfiquistas querem à força toda ser considerados os maiores e os melhores de forma consensual. No entanto, são apenas campeões. Lá que vocês se iludam e gozem muito com os derrotados, é com vocês: cada um mete para a veia como quer.
Agora, querer que os derrotados aplaudam de pé golos duvidosos, jogos secantes com tentos solitários de Mantorras inspirados e alguns penaltiezitos e barões assinalados, isso já é prepotência. Eu aceito a vitória do benfica, simplesmente não a respeito. Nem ao clube, nem aos dirigentes que só dizem disparates de "não existe mais nenhum clube neste país", nem aos adeptos que passaram dias a fio a partir-me a cabeça com uma lavagem cerebral de "somos os maiores e vocês não prestam".
Eu sou do Sporting e eu amo o Sporting. Só conheço isto. Não sou do Sporting porque tem mais adeptos nem mais títulos, porque o estádio dá para mais pessoas ou porque é mais conhecido entre os emigrantes. Eu sou do Sporting porque acredito nele, nos seus valores e na sua diferença. E não vale a pena vir com conversas arrogantes de que mais ninguém existe neste país e que todos temos de nos render à evidência de que o benfica é o maior. Não vamos mudar para o benfica, não vamos aplaudir o benfica, não vamos apoiá-lo em nenhuma circunstância. Portanto, de uma vez por todas, aceite-se que há pessoas que não gostam do benfica e nunca vão gostar, seja campeão quantas vezes fôr.
O benfica é grande para os benfiquistas. Para nós, é só mais um. Nem melhor, nem pior que os outros. Não é o Sporting e isso basta para ser apenas um adereço.
Mas isso na verdade não muda nada na nossa posição. O benfica não passa a ter jogado bem por isso, nem se apagam os erros que foram cometidos em seu benefício.
E só quem quer à custa de toda a verdade desportiva considerar o benfica um justo campeão pode varrer para debaixo do tapete as "ajudinhas" e o futebol paupérrimo que praticou em toda a Superliga.
Quando um campeão é indiscutível, levantam-se poucas ondas.
Quando um campeão é uma equipa de bosta, levantam-se os sobrolhos.
E foi só ver o espectáculo triste que foi a Final da Taça para se perceber que foi a vitória da sorte e não do mérito desportivo. Os benfiquistas querem à força toda ser considerados os maiores e os melhores de forma consensual. No entanto, são apenas campeões. Lá que vocês se iludam e gozem muito com os derrotados, é com vocês: cada um mete para a veia como quer.
Agora, querer que os derrotados aplaudam de pé golos duvidosos, jogos secantes com tentos solitários de Mantorras inspirados e alguns penaltiezitos e barões assinalados, isso já é prepotência. Eu aceito a vitória do benfica, simplesmente não a respeito. Nem ao clube, nem aos dirigentes que só dizem disparates de "não existe mais nenhum clube neste país", nem aos adeptos que passaram dias a fio a partir-me a cabeça com uma lavagem cerebral de "somos os maiores e vocês não prestam".
Eu sou do Sporting e eu amo o Sporting. Só conheço isto. Não sou do Sporting porque tem mais adeptos nem mais títulos, porque o estádio dá para mais pessoas ou porque é mais conhecido entre os emigrantes. Eu sou do Sporting porque acredito nele, nos seus valores e na sua diferença. E não vale a pena vir com conversas arrogantes de que mais ninguém existe neste país e que todos temos de nos render à evidência de que o benfica é o maior. Não vamos mudar para o benfica, não vamos aplaudir o benfica, não vamos apoiá-lo em nenhuma circunstância. Portanto, de uma vez por todas, aceite-se que há pessoas que não gostam do benfica e nunca vão gostar, seja campeão quantas vezes fôr.
O benfica é grande para os benfiquistas. Para nós, é só mais um. Nem melhor, nem pior que os outros. Não é o Sporting e isso basta para ser apenas um adereço.
5.30.2005
A Dobradinha foi ao AR!!!!!!
Perguntar-se-ão alguns caros leitores porque é que eu, Sportinguista até ao fundo da alma, me regozijo de forma tão vibrante com a DERROTA do clube que connosco partilha a 2ª Circular. Por uma questão de higiene, é claro, até um pouco de profilaxia. Os pavões acharam que deviam torturar-nos nestas semanas, picar-nos o miolo até à exaustão, por aí se exibiram inchados e só lhes faltando cacarejar. Pois isto faz crescer nos rivais um azedume pouco saudável, um enjoo de tanto pavonear, uma irritação pelos ataques constantes, um desejo de que eles sofram todos e ao mesmo tempo de afonia temporária.
Não foi preciso. O Vitória de Setúbal encarregou-se de calar os não-sei-quantos-milhões com um bailinho de bola à antiga, virando um resultado desfavorável perante uma equipa de retardados que até hoje está para descobrir como conseguiu ser campeã. Sem grandes alaridos, o Setúbal conseguiu aquilo de que o Sporting não foi capaz neste final de campeonato: LIMPAR-LHES O SEBO!!!!! Hehehehehehehehehehehehehehe é um fartote de rir com os cabeções! Hoje não vi ninguém com items desse clube, porque terá sido?
Meus caros, quem diz o que não deve ouve o que não quer. E eu não estaria aqui a reinar com uma derrota que me é totalmente alheia se não tivesse necessidade de deitar para fora o veneno que me foi impingido por essa turba de pavões.
Aos benfiquistas que se comportaram decentemente, as minhas desculpas.
Aos outros... as minhas gargalhadas sonoras!!!
Não foi preciso. O Vitória de Setúbal encarregou-se de calar os não-sei-quantos-milhões com um bailinho de bola à antiga, virando um resultado desfavorável perante uma equipa de retardados que até hoje está para descobrir como conseguiu ser campeã. Sem grandes alaridos, o Setúbal conseguiu aquilo de que o Sporting não foi capaz neste final de campeonato: LIMPAR-LHES O SEBO!!!!! Hehehehehehehehehehehehehehe é um fartote de rir com os cabeções! Hoje não vi ninguém com items desse clube, porque terá sido?
Meus caros, quem diz o que não deve ouve o que não quer. E eu não estaria aqui a reinar com uma derrota que me é totalmente alheia se não tivesse necessidade de deitar para fora o veneno que me foi impingido por essa turba de pavões.
Aos benfiquistas que se comportaram decentemente, as minhas desculpas.
Aos outros... as minhas gargalhadas sonoras!!!
5.27.2005
It ain't over 'till it's over
Declarações do Collina a classificar o golo do Luisão como ilegal e a caracterizar algumas arbitragens como "tendência benfiquista", o golo anulado com o Braga finalmente a ser reconhecido como prejuízo... Fazem-se agora as contas do que poderia ter sido se o clube dos pavões não tivesse sido beneficiado em momentos cruciais. Pouco ou nada importa, porque para eles (os pavões), o Berdamerda até podia ter raptado mulheres de árbitros para ganhar, seria sempre um justo vencedor. O artigo do Miguel Esteves Cardoso hoje no DNA (Diário de Notícias) ilustra bem como essa horda de lampiões tem uma visão do mundo distorcida, cheia de uma arrogância balofa, defendendo que "somos muitos por isso somos melhores", "ninguém nos pára porque mandamos neste país", "somos uma instituição" e parvoices que tais.
É preciso ter pena quando a ignorância tolda a vista. As vitórias não fazem de um clube o melhor eternamente e por decreto, tornam-no vitorioso naquele momento. Para mim, o Liverpool não foi melhor que o Milan: apenas ganhou nos penalties.
Um clube também não é futebol, é escola, são modalidades, é uma estrutura inteira que suporta muita gente e muita juventude. Nesse campo, o Sporting já fez mais por este país que qualquer Berdamerdafica que foi campeão europeu nos anos SESSENTA e passou agora ONZE aninhos sem ver a cor ao campeonato. Além de que escolas no Berdamerda...deve ser para rir.
Na Europa, só o Barcelona tem mais títulos que nós. E isto vale o que vale, mas deixa-me muito orgulhosa mesmo.
Por fim, e em tom de resposta ao meu amigo Duarte e ao totó do Esteves Cardoso, se há coisa que eu não gosto é carneirada. E se vocês gostam de fazer meeeeeeeeeee e usar badalos no pescoço, nós, sportinguistas, não temos nada a ver com isso.
Ou uma vez na vida arranjem-me argumentos melhores para ser do benfica que "somos bués" e "ganhámos bué de coisas".
É preciso ter pena quando a ignorância tolda a vista. As vitórias não fazem de um clube o melhor eternamente e por decreto, tornam-no vitorioso naquele momento. Para mim, o Liverpool não foi melhor que o Milan: apenas ganhou nos penalties.
Um clube também não é futebol, é escola, são modalidades, é uma estrutura inteira que suporta muita gente e muita juventude. Nesse campo, o Sporting já fez mais por este país que qualquer Berdamerdafica que foi campeão europeu nos anos SESSENTA e passou agora ONZE aninhos sem ver a cor ao campeonato. Além de que escolas no Berdamerda...deve ser para rir.
Na Europa, só o Barcelona tem mais títulos que nós. E isto vale o que vale, mas deixa-me muito orgulhosa mesmo.
Por fim, e em tom de resposta ao meu amigo Duarte e ao totó do Esteves Cardoso, se há coisa que eu não gosto é carneirada. E se vocês gostam de fazer meeeeeeeeeee e usar badalos no pescoço, nós, sportinguistas, não temos nada a ver com isso.
Ou uma vez na vida arranjem-me argumentos melhores para ser do benfica que "somos bués" e "ganhámos bué de coisas".
5.24.2005
Orgulho verde e branco
Ganhámos tudo ontem, nos prémios que a Sport TV exibiu para fechar a SuperLiga. Melhor treinador, Revelação do ano, Melhor número 10 e Melhor ponta-de-lança. Isto é um toma à Zé Povinho para esses pavões que têm andado a sacudir o rabo nas ruas de Lisboa, fica assim confirmado oficialmente aquilo que todos já sabíamos: O SPORTING É A MELHOR EQUIPA DO CAMPEONATO!!!!
5.23.2005
Um novo começo
Fui ontem a Alvalade ver o fim da linha esta época, e apesar de termos perdido por 2-4, não saí totalmente descontente. 20 mil pessoas a assistir a um jogo de feijões demonstrou como nós continuamos a apoiar os nossos meninos... Achei a arbitragem muito má, cheia de erros, o Nélson é uma óptima escolha para a baliza (pelo menos sabe sair às bolas...!) e o Pedro Barbosa, surpreendentemente, jogou muito bem até ser expulso.
Miguel Garcia andava com a cabeça na lua, Liedson deu-se ao luxo de falhar um penalty e o Niculae conseguiu não marcar vários golos que eram de caras. No geral, percebeu-se que aqueles jogadores estão com o moral em baixo e que, apesar de terem corrido e tentado disfarçar o desalento, as derrotas da última semana deram cabo deles.
Enfim, alguns elementos da Juve gritaram contra o Peseiro, e até mesmo contra o Dias da Cunha. Eu digo que Alvalade tem de ser benzido! Lololololol... Acho que o Peseiro deve continuar - desde que alguém lhe explique que o Barbosa não pode jogar os 90 minutos e que o Ricardo não é intocável. Tenho muito boas expectativas para a próxima época, na verdade, acho que uma equipa campeã não se constrói do dia para a noite (e nós sabemos disso melhor que ninguém).
Por outro lado, estou um pouco surpreendida com o tardar do calor. Apanhei um grizo ontem à noite no estádio que até tremia... Estamos quase em Junho e ainda não vi praia, continuo a calçar botas e não há maneira de me livrar dos casacos. Estou a ver que este Verão ou vai ser uma Primavera refundida ou então vem tarde e a más horas.
E estamos nós em seca severa!
P.S. Vou ao Mónaco dia 1!!!!!!
Miguel Garcia andava com a cabeça na lua, Liedson deu-se ao luxo de falhar um penalty e o Niculae conseguiu não marcar vários golos que eram de caras. No geral, percebeu-se que aqueles jogadores estão com o moral em baixo e que, apesar de terem corrido e tentado disfarçar o desalento, as derrotas da última semana deram cabo deles.
Enfim, alguns elementos da Juve gritaram contra o Peseiro, e até mesmo contra o Dias da Cunha. Eu digo que Alvalade tem de ser benzido! Lololololol... Acho que o Peseiro deve continuar - desde que alguém lhe explique que o Barbosa não pode jogar os 90 minutos e que o Ricardo não é intocável. Tenho muito boas expectativas para a próxima época, na verdade, acho que uma equipa campeã não se constrói do dia para a noite (e nós sabemos disso melhor que ninguém).
Por outro lado, estou um pouco surpreendida com o tardar do calor. Apanhei um grizo ontem à noite no estádio que até tremia... Estamos quase em Junho e ainda não vi praia, continuo a calçar botas e não há maneira de me livrar dos casacos. Estou a ver que este Verão ou vai ser uma Primavera refundida ou então vem tarde e a más horas.
E estamos nós em seca severa!
P.S. Vou ao Mónaco dia 1!!!!!!
5.20.2005
A vingança dos Sith
Dos Sportinguistas, pelo menos. Só ouvindo a Bancada Central é possível ter contacto com adeptos de outros clubes que não sejam azeiteiros e se escusem a pisar-nos. A restante turba, visto que tem matéria suficiente para fazer piadas até ao próximo campeonato, lambuza-se de forma aberrante naquilo que pensa ser "uma humilhação".
Nós, Sportinguistas, de alma e coração, somos a nata das massas associativas. É que deixei de ter problemas em dizer isto alto e bom som! Depois de tudo o que vi e ouvi nos últimos anos, não posso manter mais a ideia de que cada um ama o seu clube à sua maneira. Não é verdade. Nós temos uma mística inexplicável, uma abnegação face a este valor mais alto que tudo que é o SPORTING, um amor sem limites que nos faz comparecer em peso em Alvalade, mesmo depois de tudo perdido.
Os pavões sacodem as penas de forma ridícula, gritam que são mais que os outros todos juntos, que têm mais títulos e o Eusébio. Pois. Se quantidade fosse coisa boa, a China era um espectáculo.
Os portistas confundem o clube com a cidade e o bairrismo e cultivam um ódio a Lisboa que não é compreensível. Refiro-me, é claro, à maioria de entre os que conheci.
Nem sequer discuto se somos melhores ou piores, porque isso normalmente é uma questão de estado: este ano não ganhámos nada, para o próximo podemos ganhar tudo.
Somos inigualáveis.
Aviso à navegação: todos os comentários provenientes de mentes cujo QI não atinge 20 serão apagadas (leia-se: insultos, disparates, ameaças, etc.)
Nós, Sportinguistas, de alma e coração, somos a nata das massas associativas. É que deixei de ter problemas em dizer isto alto e bom som! Depois de tudo o que vi e ouvi nos últimos anos, não posso manter mais a ideia de que cada um ama o seu clube à sua maneira. Não é verdade. Nós temos uma mística inexplicável, uma abnegação face a este valor mais alto que tudo que é o SPORTING, um amor sem limites que nos faz comparecer em peso em Alvalade, mesmo depois de tudo perdido.
Os pavões sacodem as penas de forma ridícula, gritam que são mais que os outros todos juntos, que têm mais títulos e o Eusébio. Pois. Se quantidade fosse coisa boa, a China era um espectáculo.
Os portistas confundem o clube com a cidade e o bairrismo e cultivam um ódio a Lisboa que não é compreensível. Refiro-me, é claro, à maioria de entre os que conheci.
Nem sequer discuto se somos melhores ou piores, porque isso normalmente é uma questão de estado: este ano não ganhámos nada, para o próximo podemos ganhar tudo.
Somos inigualáveis.
Aviso à navegação: todos os comentários provenientes de mentes cujo QI não atinge 20 serão apagadas (leia-se: insultos, disparates, ameaças, etc.)
5.19.2005
The Crying Game
Somos Sportinguistas, estamos preparados para tudo... Hoje é dia de chorar, e amanhã levantaremos a cabeça para começar de novo. Bem ao estilo Celia Cruz, «Hay que empezar otra vez». Vejo-me sem palavras para comentar o que aconteceu ontem. Dói-me a cabeça e tenho a voz embargada, rouca por ter chorado toda a noite.
Mas daqui a pouco, à hora de almoço, vou a Alvalade ver se já estão à venda os bilhetes para o jogo com o Nacional. E no Domingo vou vestir-me de verde, enrolar o cachecol no pescoço e rumar de bandeira em punho para o meu estádio, a minha gente, o meu clube.
Mental Note: Lembrar-me que nem toda a gente consegue contra-argumentar sem descer à brejeirice. Passa pela cabeça de alguém dizer que «as mulheres querem-se doces e simpáticas e não cavalgaduras» porque eu sou do Sporting e não do Bemnamerdafica? É demasiado hilariante. Os outros então ainda são melhores: «é o que dá mulheres a falar de futebol».
Pois eu meto dinheiro em como eu, mulher, 24 anos, lisboeta e jornalista, de signo Virgem, percebia mais de futebol aos 15 anos que esses desgraçados que pelo meu blogue passaram.
Cresçam.
Mas daqui a pouco, à hora de almoço, vou a Alvalade ver se já estão à venda os bilhetes para o jogo com o Nacional. E no Domingo vou vestir-me de verde, enrolar o cachecol no pescoço e rumar de bandeira em punho para o meu estádio, a minha gente, o meu clube.
Mental Note: Lembrar-me que nem toda a gente consegue contra-argumentar sem descer à brejeirice. Passa pela cabeça de alguém dizer que «as mulheres querem-se doces e simpáticas e não cavalgaduras» porque eu sou do Sporting e não do Bemnamerdafica? É demasiado hilariante. Os outros então ainda são melhores: «é o que dá mulheres a falar de futebol».
Pois eu meto dinheiro em como eu, mulher, 24 anos, lisboeta e jornalista, de signo Virgem, percebia mais de futebol aos 15 anos que esses desgraçados que pelo meu blogue passaram.
Cresçam.
5.16.2005
A Series of Unfortunate Events
Há momentos assim, de tudo ou nada, em que os Deuses se enganam no lado e cometem gaffes. Tal sucedeu no Sábado, por volta das nove e qualquer coisa, mas nada que o Boavista e o FC Porto não possam resolver no próximo Domingo. Estas questões de Providência Divina (também chamadas "milagres" de quando em vez) são contornadas de alguma nebulosidade, mas eu acredito que tudo o que acontece tem uma razão de ser.
Pode ser que Sábado tenha acontecido para que esta semana os pavões sintam contorcer-se o estômago, a visão toldar-se e a náusea assomar-se à boca em forma de vómito, ao perceberem que PERDERAM o campeonato nacional à última da hora. Nunca pensei dizer isto, mas espero que o Porto ganhe expressivamente à Académica e que o Boavista limpe o sebo ao Bemnamerdafica.
Juro que vou para a rua festejar até às tantas da manhã se o Porto ganhar a Superliga. É que me farto de rir durante uns dois meses (no mínimo!).
AMO-TE SPORTING
Pode ser que Sábado tenha acontecido para que esta semana os pavões sintam contorcer-se o estômago, a visão toldar-se e a náusea assomar-se à boca em forma de vómito, ao perceberem que PERDERAM o campeonato nacional à última da hora. Nunca pensei dizer isto, mas espero que o Porto ganhe expressivamente à Académica e que o Boavista limpe o sebo ao Bemnamerdafica.
Juro que vou para a rua festejar até às tantas da manhã se o Porto ganhar a Superliga. É que me farto de rir durante uns dois meses (no mínimo!).
AMO-TE SPORTING
5.12.2005
Dos sobreiros e outros complexos
Não me surpreendeu propriamente o escândalo que estalou na Sic anteontem com membros do PP e anterior governo, grupo BES e sobreiros derrubados pela calada da noite para construir um complexo turístico privado. O que me chocou é que só agora, dez anos depois de iniciada a polémica, tenha sido deitado um olhar judicial sobre a matéria. Uma colega aqui do jornal tem conhecimentos privilegiados acerca do processo e diz saber coisas que não lembram ao diabo. Não as pode revelar, é claro, uma vez que não existem provas e são informações obtidas por meio de relações pessoais, não por investigação. Mas dá a entender que o buraco é bem mais em baixo e a corrupção ligada ao caso atinge proporções inimagináveis.
«Não somos muito diferentes de África», comentou o meu colega do lado, que conhece bem o continente porque fez lá missão. Pois eu desejo que sejamos diferentes pelo menos no rumo do processo, ou seja: encontrem-se e condenem-se os culpados.
«Não somos muito diferentes de África», comentou o meu colega do lado, que conhece bem o continente porque fez lá missão. Pois eu desejo que sejamos diferentes pelo menos no rumo do processo, ou seja: encontrem-se e condenem-se os culpados.
5.04.2005
Pensamento do dia
«Quando as empresas afirmam que investiram, o que elas querem mesmo dizer é que gastaram».
in processo de elaboração do suplemento "Investir em África", vindo da imensa massa cinzenta do meu colega do lado.
in processo de elaboração do suplemento "Investir em África", vindo da imensa massa cinzenta do meu colega do lado.
4.29.2005
Sobre a Dança, Futebol e outras coisas
Várias mental notes hoje, em que está um calor dos diabos para quem sobe a Calçada do Carmo.
Mental Note #1: Hoje é o Dia Mundial da Dança. Portanto, tudo a abanar o capacete logo à noite e a sacudir um pouco desse torpor que vos embrulha desde o final do Verão.
Mental Note #2: O Sporting fez ontem um jogo estranho, que felizmente venceu, frente ao adversário-da-meia-final-da-taça-uefa (AZ Alkqualquercoisa). Não sei o que esperar da segunda-mão, embora tenha um gut feeling de que vamos ser felizes no dia 5 de Maio.
Mental Note#3: Tenho estado a ouvir non stop um dos meus CDs preferidos, o Melhor do Rock Português 1980-1984, e ando a ser invadida por um saudosismo impossível, porque nesse periodo eu tinha entre 0 e 4 anos. O facto de ter saído de casa dos meus pais para voltar ao meu antigo lar, regressando por isso ao convívio das ruas que povoaram a minha infância, pode ter alguma coisa a ver com este sentimento de 80's Chic.
Mental Note #4: Se existir Justiça Divina como eu gosto de acreditar e o povo garante, o SL Benfica NÃO ganhará o campeonato este ano. Estou enjoadíssima já dos lamps armados em pavões, todos inchados e snobs, sem sequer reconhecerem que têm uma equipa paupérrima e só estão à frente por azelhice dos adversários. Mais acrescento que essa ideia peregrina que os lampiónicos adeptos gostam de cultivar acerca da 'inveja' que os outros clubes terão do Benfas é completamente idiótica, só suportável porque geneticamente modificada pelo complexo de superioridade que eles ostentam.
Mental Note #5: Não posso quantificar o que sinto pelo SPORTING e nem o procuro. Sou doente pelo meu clube, pelos meus jogadores, pelos adeptos, pelo estádio, por tudo o que representa o símbolo verde que está espalhado no meu sangue e tatuado na minha alma. É um amor tão grande e poderoso que só posso rir-me quando certos lamps dizem que em Portugal existem apenas dois clubes, o SLB e o Anti-SLB (marvermelho.blogspot.com). Eu diria antes que em Portugal existem muitos e bons clubes, apesar do SLB.
Mental Note #6: Espero que o referendo sobre a despenalização da IVG seja marcado o mais rapidamente possível, para que finalmente se faça justiça neste país. Ou uma centelha dela.
Mental Note #1: Hoje é o Dia Mundial da Dança. Portanto, tudo a abanar o capacete logo à noite e a sacudir um pouco desse torpor que vos embrulha desde o final do Verão.
Mental Note #2: O Sporting fez ontem um jogo estranho, que felizmente venceu, frente ao adversário-da-meia-final-da-taça-uefa (AZ Alkqualquercoisa). Não sei o que esperar da segunda-mão, embora tenha um gut feeling de que vamos ser felizes no dia 5 de Maio.
Mental Note#3: Tenho estado a ouvir non stop um dos meus CDs preferidos, o Melhor do Rock Português 1980-1984, e ando a ser invadida por um saudosismo impossível, porque nesse periodo eu tinha entre 0 e 4 anos. O facto de ter saído de casa dos meus pais para voltar ao meu antigo lar, regressando por isso ao convívio das ruas que povoaram a minha infância, pode ter alguma coisa a ver com este sentimento de 80's Chic.
Mental Note #4: Se existir Justiça Divina como eu gosto de acreditar e o povo garante, o SL Benfica NÃO ganhará o campeonato este ano. Estou enjoadíssima já dos lamps armados em pavões, todos inchados e snobs, sem sequer reconhecerem que têm uma equipa paupérrima e só estão à frente por azelhice dos adversários. Mais acrescento que essa ideia peregrina que os lampiónicos adeptos gostam de cultivar acerca da 'inveja' que os outros clubes terão do Benfas é completamente idiótica, só suportável porque geneticamente modificada pelo complexo de superioridade que eles ostentam.
Mental Note #5: Não posso quantificar o que sinto pelo SPORTING e nem o procuro. Sou doente pelo meu clube, pelos meus jogadores, pelos adeptos, pelo estádio, por tudo o que representa o símbolo verde que está espalhado no meu sangue e tatuado na minha alma. É um amor tão grande e poderoso que só posso rir-me quando certos lamps dizem que em Portugal existem apenas dois clubes, o SLB e o Anti-SLB (marvermelho.blogspot.com). Eu diria antes que em Portugal existem muitos e bons clubes, apesar do SLB.
Mental Note #6: Espero que o referendo sobre a despenalização da IVG seja marcado o mais rapidamente possível, para que finalmente se faça justiça neste país. Ou uma centelha dela.
4.26.2005
Copenhagen
Em Copenhaga por três dias. Está frio e sol, as lojas fecham cedo e toda a gente anda de bicicleta. Eu poderia viver num país assim durante alguns tempos. Eu poderia viver fora da minha Lisboa just for the sake of it. Só para sentir que sou de facto uma cidadã do mundo, e não apenas mais uma surburbana que tem de comprar sabonete líquido do Feira Nova porque é mais barato.
É em viagens assim que eu gostaria de ser mais do que sou. Sem esquecer como sou abençoada, percebo então que há bençãos de que eu nem sequer ouvi falar... And I crave for this brave new world.
E amanhã ainda amanhecerei em Copenhagen.
É em viagens assim que eu gostaria de ser mais do que sou. Sem esquecer como sou abençoada, percebo então que há bençãos de que eu nem sequer ouvi falar... And I crave for this brave new world.
E amanhã ainda amanhecerei em Copenhagen.
4.19.2005
Barcelona Princess
Dentro de poucas horas regresso a casa e deixo esta maravilhosa cidade catala onde trabalhei e fiz compras durante tres dias. Vim existir um bocado, na verdade. Esquecer o caos que tem sido a minha vida desde que sai de casa, depois de uma brutal discussao com o meu progenitor, que ainda nao esta completamente sanada. E muito dificil ser filha, embora eu ainda nao esteja em posicao de compreender os dilemas de ser mae/pai.
Tenho tido a sensacao de que nao consigo respirar. Nunca como agora precisei tanto de estar sozinha, de me encontrar algures por entre os caixotes que guardam o que recolhi nestes 24 anos e continuam desarrumados num quarto sem moveis. Preciso de espaco, preciso de mim com uma urgencia incrivel (...)
A vida corre e eu estou a deixar-me para tras.
Tenho tido a sensacao de que nao consigo respirar. Nunca como agora precisei tanto de estar sozinha, de me encontrar algures por entre os caixotes que guardam o que recolhi nestes 24 anos e continuam desarrumados num quarto sem moveis. Preciso de espaco, preciso de mim com uma urgencia incrivel (...)
A vida corre e eu estou a deixar-me para tras.
3.24.2005
Mais uma Lei de Murphy
«Se tudo parece estar a correr bem, é óbvio que te esqueceste de alguma coisa».
3.23.2005
Unforgiven
É difícil perdoar quando alguma coisa dói, mas isso tem de fazer parte da forma como eu te amo. Sou dura, muitas vezes, e raramente sei porquê. Depois desmancho-me, tenho vontade de correr para o pé de ti, e entretanto já te foste. Não percebo porque sou tão infantil contigo e para ti. Não percebo sequer porque é que gostas de mim, e porque é que aturas as minhas paranóias.
Acho que tenho fantasmas no armário e enquanto não os exorcizar serei sempre atormentada.
Acho que tenho fantasmas no armário e enquanto não os exorcizar serei sempre atormentada.
3.18.2005
Driving you slow
Espelho. I'll take my time, driving you slow. Por vezes descubro barreiras invisíveis dentro de mim, que não consigo ultrapassar nem com a maior força do Amor. Hoje olhei para ti com uma sensação mista de querer ter e em simultâneo resistir. Apetecia-me ter-te beijado pelo resto do dia, sentir o calor do teu corpo que tantas vezes me exaspera e me faz transpirar. A forma como tu me adoras, comove-me e assusta-me, apaixona-me e afasta-me. Estou intranquila nestas horas estranhas. Sinto a tua falta, sinto a falta de nós. Mas agradeço a Deus ter-te posto no meu caminho. Ou ter posto o meu caminho no teu.
Perdoa a minha inconstância, meu anjo, meu querido, meu amor.
Perdoa a minha inconstância, meu anjo, meu querido, meu amor.
3.17.2005
Monotonia
Não é ausência de vontade, é a esperança de que as coisas mudem. Eu quero fazer e quero voltar a ser, mas para isso preciso de me recuperar completamente. Curioso como as coisas que me chateiam e deprimem profundamente não parecem ter início nem fim. Meu corpo viraria Sol, minha mente viraria Sol. Ou seja, eu já não sei onde está a ponta do rastilho; nada parece ser a causa, tudo são efeitos uns dos outros numa espiral descendente que me alucina e me faz bater com os punhos nas paredes. Mas só chove, chove CHOVE CHOVE.
Tenho de ser eu, tenho de voltar a ser eu.
Tenho de ser eu, tenho de voltar a ser eu.
3.14.2005
Protection
Há dias assim, em que o tempo se suspende sem fuligem. Não sei onde esconder a cinza da minha frustração. You can't change the way she feels, but you can put your arms around her. Por vezes levanto-me com a sensação de que o tempo por vir já está a ser perdido. E desespero baixinho.
O fim das coisas atormenta-me.
O fim das coisas atormenta-me.
3.09.2005
My happy ending
Não percebo muito bem o quer dizer a mítica expressão "Final Feliz". Parece-me ser uma contradição em termos, e espanta-me que até hoje ninguém tenha aberto os olhos para esta realidade espampanante. Mas será um ataque geral de miopia?! Helloooooooooo! Em primeiro lugar, nada na nossa vida se mantém inalterado, eternizado, imóvel ou conservado em âmbar. A vulnerabilidade dos estados de coisas é algo que me faz entrar em pânico nalgumas situações, mas compreendo que aquilo que quero neste momento pode perder todo o sentido daqui a uns tempos, portanto: be careful what you wish for.
Em segundo lugar, a felicidade é um estado e não uma qualidade ou um 'asset' que se pode conservar. Vai-se construindo com pequenos elementos, dia-a-dia, e são poucas as vezes em que se sente o seu estado puro.
Em terceiro, nunca vi um final que determinasse, por si só, o início de uma felicidade constante (a não ser uma maratona extenuante, uma perseguição policial bem-sucedida ou eventos imprevisíveis deste género). O mais preocupante na condição humana é que sempre que acaba alguma coisa "bem" vai à procura de algo mais difícil para fazer e acabar. Isto numa espiral interminável de projectos e insatisfações, que só chegam ao final quando esticamos os botins.
Portanto, continuo à espera de alguém que me explique como é que pode suceder um "Final Feliz".
Eu, neste momento, estou à espera de um "Final Provisoriamente Satisfatório", relacionado com a minha chamada ao gabinete do director para me informarem que me vão aumentar o salário. 100 euritos? Vá lá...?
Em segundo lugar, a felicidade é um estado e não uma qualidade ou um 'asset' que se pode conservar. Vai-se construindo com pequenos elementos, dia-a-dia, e são poucas as vezes em que se sente o seu estado puro.
Em terceiro, nunca vi um final que determinasse, por si só, o início de uma felicidade constante (a não ser uma maratona extenuante, uma perseguição policial bem-sucedida ou eventos imprevisíveis deste género). O mais preocupante na condição humana é que sempre que acaba alguma coisa "bem" vai à procura de algo mais difícil para fazer e acabar. Isto numa espiral interminável de projectos e insatisfações, que só chegam ao final quando esticamos os botins.
Portanto, continuo à espera de alguém que me explique como é que pode suceder um "Final Feliz".
Eu, neste momento, estou à espera de um "Final Provisoriamente Satisfatório", relacionado com a minha chamada ao gabinete do director para me informarem que me vão aumentar o salário. 100 euritos? Vá lá...?
2.28.2005
What happens in Vegas, stays in Vegas!
Las Vegas outra vez, agora no Mandalay Bay Casino & Resort e nao no Luxor. Mas este ano nao me esta a saber tao bem. Nao posso gastar muito dinheiro em SPAs e solarios, roupas e acessorios, o que so por si e uma lastima. O pior sao as saudades que sinto dele, assim uma sensacao esquisita de uncompleteness, caso a palavra exista. Fazes-me falta, como diria a Ines Pedrosa. Ontem assisti aos Oscares pela primeira vez a horas decentes, antes do jantar, e tenho-me 'refrescado' numa das banheiras mais requintadas que ja vi nesta minha senda de viagens a volta do mundo. Alias, tirando o Adlon em Berlim, este e o melhor quarto de hotel onde ja fiquei instalada.
E agora sao horas de ir para a sessao de abertura.
E agora sao horas de ir para a sessao de abertura.
2.22.2005
Suspension without suspense...again
Estive a reler alguns textos do Verão passado. Apercebo-me que a mágoa não desapareceu completamente, embora o sentimento se tenha desvanecido. Eu lembro-me do que sentia. E é muito triste a forma como esse mundo se precipitou para o fim.
A minha realidade é tão diferente, agora. Hoje acordei com uma sensação de falta que não era suposto ter. Faltavas-me tu, o teu corpo quente, do outro lado da cama. Por vezes quero soltar-me de tudo e pensar-me sempre sozinha, achando que isso me tornará mais forte. Mas na maior parte das vezes, agradeço em silêncio a todos os anjos pela tua presença e em todas as horas do meu dia desenho o teu sorriso na minha cabeça para que tudo me pareça mais fácil.
A minha realidade é tão diferente, agora. Hoje acordei com uma sensação de falta que não era suposto ter. Faltavas-me tu, o teu corpo quente, do outro lado da cama. Por vezes quero soltar-me de tudo e pensar-me sempre sozinha, achando que isso me tornará mais forte. Mas na maior parte das vezes, agradeço em silêncio a todos os anjos pela tua presença e em todas as horas do meu dia desenho o teu sorriso na minha cabeça para que tudo me pareça mais fácil.
2.16.2005
Além do firmamento
De um lado, a parte de mim que se quer manter orgulhosamente só. Do outro, a parte de mim que quer enrolar-se nos teus braços e adormecer embalada pelo amor que sinto por ti. A minha juventude faz-me tropeçar. É uma armadilha mental, e no fim do dia terei de descobrir o que realmente importa e o que quero para a definição dos meus dias. Mas o teu sorriso é esmagador e eu subo às paredes quando não o vejo.
2.10.2005
Sorte grande, sorte nula, sorte cega
Bem regressada de Paris, assisto-me a entrar noutra dimensão, e não sei se sou eu ou se é a ideia de mim. O que quero da vida não mudou quase nada em vários anos, sofreu apenas uns acrescentos: viajar, escrever, dançar, ir à praia no verão e fazer compras todos os fins-de-semanas. Claro que estes enunciados vagos se traduzem em coisas concretas em cada momento da minha vida. Tenho viajado muito, e é lindo, mas ainda mantenho a ideia de viver no estrangeiro. Escrever é o meu trabalho, mas também quero ser autora de um livro. Quero continuar a dançar por largos anos, Deus o permita. E neste momento não posso fazer grandes compras porque o dinheiro não estica.
O problema é que me vejo sempre demasiado independente na persecução destes sonhos, e agora as coisas estão a mudar, porque me apaixonei novamente. Até que ponto posso recear ou confiar no Destino? Até que ponto devo tomar decisões ou esperar para ver?
Tudo se dirige, mais uma vez, para as vontades da Sorte.
O problema é que me vejo sempre demasiado independente na persecução destes sonhos, e agora as coisas estão a mudar, porque me apaixonei novamente. Até que ponto posso recear ou confiar no Destino? Até que ponto devo tomar decisões ou esperar para ver?
Tudo se dirige, mais uma vez, para as vontades da Sorte.
2.03.2005
Get along with you
Engraçado como eu flutuo inesperadamente de momento para momento. Passo de momentos de dúvida e receio para ataques de ciúmes incompreensíveis, depois começo a derreter e entretanto regressa o medo de não saber o que fazer. Preciso de parar de pensar, por algum tempo, e apenas deixar-me sentir, porque o meu grande problema é analisar tudo até à obsessão.
O pensamento tem algo de irreversível.
O pensamento tem algo de irreversível.
1.31.2005
É o que eu quiser
Expressão idiomática utilizada em noites de borga entre mim e a Bela. Hoje mais do que nunca gostava de poder dizê-la, assim alto e bom som, mas não me é em verdade permitido. Porque não sei o que quero, e não sei se o que me parece que quero está certo ou é asneirada. Acordei de madrugada e não consegui adormecer mais, a pensar em tudo o que se passou nos últimos meses, em como a minha vida acabou mesmo por mudar e como é estranho o estado de coisas em que me lancei. A única âncora que me mantém serena é a ideia de que mais cedo ou mais tarde tudo se compõe, porque o que tem de ser tem muita força e eventualmente produzir-se-á.
Curioso, não? Como é que depois de tanta relação falhada na minha vida, tanta experiência acumulada e tanta maturidade ganha eu resolvo as minhas indecisões confiando no destino, na sorte, uma qualquer entidade intangível que supostamente força ou impede os acontecimentos.
Só que neste momento, é mais seguro confiar no desconhecido que na minha capacidade de decidir, tal é a desarrumação que impera na minha cabeça.
Curioso, não? Como é que depois de tanta relação falhada na minha vida, tanta experiência acumulada e tanta maturidade ganha eu resolvo as minhas indecisões confiando no destino, na sorte, uma qualquer entidade intangível que supostamente força ou impede os acontecimentos.
Só que neste momento, é mais seguro confiar no desconhecido que na minha capacidade de decidir, tal é a desarrumação que impera na minha cabeça.
1.27.2005
Cantaremos só para ti, SPORTING, SPORTING!
É assim que me acontecem estas derrotas: visto-me de verde e exibo com orgulho o meu cachecol, para que o mundo saiba que nós, Sportinguistas doentes, somos diferentes. Impossível dissociar o Sporting de mim, da minha vida, da minha paixão, da minha obsessão. O Sporting é vida. Por isso tapo os ouvidos ao mundo e cantarolo dentro de mim «Força força Sporting, contigo em toda a parte eu te amo, contigo quero dar a volta ao mundo, quero passar contigo todo o ano todo o ano, isso que diz toda a gente, que somos violentos e somos delinquentes, não lhes faço caso, vou a todo o lado, sou da Juve Leo, sou descontrolado...»
FORÇA FORÇA SPOOOOOOOOOOORTIIIIIIIIIIIIIIINNNNGGGGGG!!!!!!!!!
FORÇA FORÇA SPOOOOOOOOOOORTIIIIIIIIIIIIIIINNNNGGGGGG!!!!!!!!!
1.26.2005
Stand and deliver
Cria a tua fama e deita-te na cama. Arrasto-me pelas ruas estreitas neste dia frio e cheio de sol. Não sei o que acontece comigo, porque é que preciso constantemente de inventar leit-motivs para não desistir de mim. Tudo me parece andar para trás, farto-me das coisas que penso, farto-me de pensar sobre as coisas que penso. Sou um desastre emocional, e no entanto consigo sempre segurar as pontas, dobrar sem nunca quebrar. Das duas uma, ou isto é uma extraordinária qualidade da minha força e independência, ou é um entrave teimoso que não me deixa amar nem sofrer como deveria.
A desilusão faz-me suspender o sentimento, abafá-lo e escondê-lo como se não existisse, embora eu saiba que ele está por debaixo das cobertas. E o pavor de ser infeliz faz-me suspender o sofrimento, finjo que não existe, que bastou amputar o que estava a mais, vomitar o que sentia, e tudo queda como antes.
Tento ser fria para me manter equilibrada. Tento pensar no meu trabalho, na minha vida, no meu egoísmo exacerbado, nas coisas que me dão prazer e as pessoas que quero manter do meu lado. E entretanto, pelo esforço que faço em não me apaixonar, acabo por ir parar a situações extraordinariamente perigosas. Atraem-me os impossíveis, e assim nunca nada de bom poderá acontecer.
Ainda estou a caminho da maturidade, e há muitas coisas a resolver na minha cabeça.
A desilusão faz-me suspender o sentimento, abafá-lo e escondê-lo como se não existisse, embora eu saiba que ele está por debaixo das cobertas. E o pavor de ser infeliz faz-me suspender o sofrimento, finjo que não existe, que bastou amputar o que estava a mais, vomitar o que sentia, e tudo queda como antes.
Tento ser fria para me manter equilibrada. Tento pensar no meu trabalho, na minha vida, no meu egoísmo exacerbado, nas coisas que me dão prazer e as pessoas que quero manter do meu lado. E entretanto, pelo esforço que faço em não me apaixonar, acabo por ir parar a situações extraordinariamente perigosas. Atraem-me os impossíveis, e assim nunca nada de bom poderá acontecer.
Ainda estou a caminho da maturidade, e há muitas coisas a resolver na minha cabeça.
1.25.2005
Trick me
Nesta recta final de Janeiro, não posso deixar de estar surpreendida com as mutações infernais dos meus sentimentos. Não era para ser ele, eu não pensava que podia ser ele. E em pouquíssimo tempo emocional, dou por mim a pensar nele o dia todo. Adormeço a pensar nele, acordo a pensar nele, recordo alguma expressão, algum sorriso, algum toque, algum beijo que volta a arrepiar-me como quando foi produzido.
Sinto-me tonta, incompetente, mas eu sei como sou. Eu conheço a minha forma de lidar com os sentimentos. Não sei fingir. Reconheço esta vontade de estar com ele a toda a hora, reconheço o sofrimento que me causa a despedida, reconheço esta sensação de pisar os anjos ao descer das nuvens. Não consigo racionalizar esta onda de paixão que me invadiu, porque não era ele, não era para ser ele, não sei como cheguei a este ponto.
Não foi uma transferência, e não foi uma substituição. Foi como tudo tem sido na minha vida: um flash, a paixão à segunda vista, a conquista silenciosa que alcança mais um pouco de mim todos os dias.
E deixa-me profundamente alucinada ouvir razões, cautelas, prudências e toda essa conversa da treta. Porque é que não me deixas viver isto? Por uma vez não quero pensar em nada, nem ser temerosa nem nada disso. Eu gosto, gosto, gosto, e isto inunda-me e não quero ser racional, estou-me bem borrifando para essa conversa mole. Eu sei o que quero agora, hoje, já. Porque se há coisa que aprendi é que ter medo que a vontade acabe é meio caminho andado para dar cabo dela.
Sinto-me tonta, incompetente, mas eu sei como sou. Eu conheço a minha forma de lidar com os sentimentos. Não sei fingir. Reconheço esta vontade de estar com ele a toda a hora, reconheço o sofrimento que me causa a despedida, reconheço esta sensação de pisar os anjos ao descer das nuvens. Não consigo racionalizar esta onda de paixão que me invadiu, porque não era ele, não era para ser ele, não sei como cheguei a este ponto.
Não foi uma transferência, e não foi uma substituição. Foi como tudo tem sido na minha vida: um flash, a paixão à segunda vista, a conquista silenciosa que alcança mais um pouco de mim todos os dias.
E deixa-me profundamente alucinada ouvir razões, cautelas, prudências e toda essa conversa da treta. Porque é que não me deixas viver isto? Por uma vez não quero pensar em nada, nem ser temerosa nem nada disso. Eu gosto, gosto, gosto, e isto inunda-me e não quero ser racional, estou-me bem borrifando para essa conversa mole. Eu sei o que quero agora, hoje, já. Porque se há coisa que aprendi é que ter medo que a vontade acabe é meio caminho andado para dar cabo dela.
Adeus Fehér
Faz hoje precisamente um ano que a morte desceu aos meus olhos, sob a forma de uma queda solitária num relvado molhado de chuva e humidade. A morte de Mikki Fehér. Quem esteve comigo na altura sabe como foi difícil para mim esquecer toda a desesperança que se assomou com a sua morte... e como fui criticada por ter chorado, por ter ido ao estádio da luz (com letra pequena) ao jogo de homenagem, por me ter condoído com o desaparecimento de alguém que não conheci pessoalmente. Bolas, afectou-me. E neste primeiro e triste aniversário da sua morte, desejo muita paz à sua alma e àqueles que ele deixou a morrer em vida.
Neste 25 de Janeiro faz também um ano que eu conheci o Rui. É só isso mesmo: uma efeméride, uma nota, um post-it. Porque aquilo que eu sinto por ele agora é zero. Nem sequer amizade. Por mim, pode estar bem ou mal, perto ou longe, gordo ou magro, que é para o lado que eu durmo melhor. Destruiu tudo o que eu sentia, portanto resta uma recordação doce de momentos.
Neste 25 de Janeiro faz também um ano que eu conheci o Rui. É só isso mesmo: uma efeméride, uma nota, um post-it. Porque aquilo que eu sinto por ele agora é zero. Nem sequer amizade. Por mim, pode estar bem ou mal, perto ou longe, gordo ou magro, que é para o lado que eu durmo melhor. Destruiu tudo o que eu sentia, portanto resta uma recordação doce de momentos.
1.24.2005
Enguiço
É incompreensível como é que se concretiza aquilo que parece uma piada. Que esta segunda-feira iria ser o dia mais deprimente do ano. Não posso dizer que estou miserável, mas sucedem-se irritações atrás de irritações e eu começo a desejar apenas enfiar-me em casa. Depois é a anunciada vaga de frio. Chiça. Já não bastava a consciência brutal de não estar no Verão, ainda tinha que vir um memorando acerca do facto de estarmos em pleno Inverno. Tudo isto me deixa hoje profundamente irritada, apesar da excelente vitória do Sporting e da derrota do Benfica, e também de um fim-de-semana pleno de carinho, algo que eu estava mesmo a precisar.
Mas o meu discman resolveu deixar de ler cds de MP3, o meu PC não me deixa ouvir música com phones e estou numa correria desenfreada para fechar o suplemento de servidores para o qual não consegui aproveitar montes de coisas úteis.
Apetece-me gritar, basicamente.
Mas pelo menos comprei uma televisão ENORME para a minha nova casa. Hoje descobri é que vou receber menos 147 euros por causa do tempo em que estive de baixa...
Fosga-se. Apre. Co' a breca. O dia mais infeliz do ano nunca vem só...
Mas o meu discman resolveu deixar de ler cds de MP3, o meu PC não me deixa ouvir música com phones e estou numa correria desenfreada para fechar o suplemento de servidores para o qual não consegui aproveitar montes de coisas úteis.
Apetece-me gritar, basicamente.
Mas pelo menos comprei uma televisão ENORME para a minha nova casa. Hoje descobri é que vou receber menos 147 euros por causa do tempo em que estive de baixa...
Fosga-se. Apre. Co' a breca. O dia mais infeliz do ano nunca vem só...
1.20.2005
Avisa
Resolução: deixar de acreditar em segundas oportunidades. When people show you who they are, believe them the first time. Neste ponto da minha vida, só falham comigo uma vez. Preciso de ser inflexível para não me tornar ridícula. As estórias passam a terminar antes de se tornarem novelas.
Quero ver, se eu cair agora quem é que vai me levantar. Vou sair, pra preencher o vazio no peito, tou meio sem jeito de falar. Avisa, avisa. Se o sol brilhar de novo no horizonte, pode crer que eu tou lá pra ver.
Quero ver, se eu cair agora quem é que vai me levantar. Vou sair, pra preencher o vazio no peito, tou meio sem jeito de falar. Avisa, avisa. Se o sol brilhar de novo no horizonte, pode crer que eu tou lá pra ver.
1.18.2005
Pintura de Guerra
A música de hoje é "I Need A Miracle" (Fragma). Mas do que eu preciso mesmo é largar de ser chata, sempre a queixar-me da má sorte, do erro de pontaria, da incompetência emocional. Chega dessa conversa mole. Estou a ser demasiado portuguesa nos últimos tempos. Se calhar é do Inverno que se arrasta, da minha idade que avança, dos projectos que continuam pendurados em fios de aranha nas paredes do meu quarto. Ou talvez não seja nada a não ser uma tendência natural para a descrença e uma propensão crónica para pretender aquilo que está além.
Mas já dizia o outro: se renunciares ao que está perto, ganharás o que está longe. Apesar de não haver necessidade que eu tome qualquer decisão, eu vou apostar de uma vez. Decidi que quero, e hei-de lutar por isso até me esfarrapar toda.
E nunca ninguém me há-de ouvir queixar por isso. It's my call now, and I'm over being such a cry baby.
P.S. Pela primeira vez na vida não sei se vou votar Bloco de Esquerda, como é de minha convicção, ou Partido-Sócrates-Socialista, para ajudar a evitar que a Direita volte a sentar o real cú no Governo. Dispenso lições de política económica ou post-its relacionados com as duas legislaturas PS. Derivando do meu trabalho como jornalista de economia, será muito difícil que alguém mude a minha posição quanto à avaliação da coligação que impingiu o nosso destino de 2002 para cá.
A minha única dúvida é: a vitória do PS está assegurada ou vou ter de fazer campanha por um partido que não é o meu só para evitar que nos aconteça um mal maior?
Não perderei os próximos episódios da pré-campanha.
Mas já dizia o outro: se renunciares ao que está perto, ganharás o que está longe. Apesar de não haver necessidade que eu tome qualquer decisão, eu vou apostar de uma vez. Decidi que quero, e hei-de lutar por isso até me esfarrapar toda.
E nunca ninguém me há-de ouvir queixar por isso. It's my call now, and I'm over being such a cry baby.
P.S. Pela primeira vez na vida não sei se vou votar Bloco de Esquerda, como é de minha convicção, ou Partido-Sócrates-Socialista, para ajudar a evitar que a Direita volte a sentar o real cú no Governo. Dispenso lições de política económica ou post-its relacionados com as duas legislaturas PS. Derivando do meu trabalho como jornalista de economia, será muito difícil que alguém mude a minha posição quanto à avaliação da coligação que impingiu o nosso destino de 2002 para cá.
A minha única dúvida é: a vitória do PS está assegurada ou vou ter de fazer campanha por um partido que não é o meu só para evitar que nos aconteça um mal maior?
Não perderei os próximos episódios da pré-campanha.
1.17.2005
Flic Flac
Chega um ponto em que de facto é preciso tomar uma decisão. Hoje tomo a minha.
E seja o que Deus quiser. Não posso é enganar a mim e aos outros com devaneios.
Raios. Porque é isto tão complicado?
E seja o que Deus quiser. Não posso é enganar a mim e aos outros com devaneios.
Raios. Porque é isto tão complicado?
1.14.2005
Circular
Há pouco pensei na perfeição da metáfora "rotunda" quando aplicada ao actual momento da minha vida. Conduzo-me pela faixa de dentro, cosida com o volante, olhando para as placas de direcção sem saber para onde guinar, que saída escolher. É desesperante.
Por uma vez, preciso de me abster de tomar decisões definitivas. Não sei o que quero, nem quem quero, portanto todas as escolhas são possíveis. Para quê obrigar-me a um objectivo rígido, colocando os outros de lado? Eu sei por quem quero lutar hoje, mas não me vou atirar de cabeça porque nada me garante que daqui a algum tempo esse desejo se tenha desvanecido completamente.
Por uma vez, tenho mesmo de aprender a não ser obssessiva com o futuro, tentando controlá-lo desesperadamente. Por uma vez, tenho deixar que a vida me leve.
Por uma vez, preciso de me abster de tomar decisões definitivas. Não sei o que quero, nem quem quero, portanto todas as escolhas são possíveis. Para quê obrigar-me a um objectivo rígido, colocando os outros de lado? Eu sei por quem quero lutar hoje, mas não me vou atirar de cabeça porque nada me garante que daqui a algum tempo esse desejo se tenha desvanecido completamente.
Por uma vez, tenho mesmo de aprender a não ser obssessiva com o futuro, tentando controlá-lo desesperadamente. Por uma vez, tenho deixar que a vida me leve.
1.13.2005
Senti la rabbia
Se gosto de ti, se gostas de mim, se isto não chega tens o mundo ao contrário. Pois, o meu mundo está mesmo de pernas para o ar, mas pelo facto doloroso e inquestionável de que não gostas de mim. Quem ouve o relato das minhas encruzilhadas diz que eu sou melhor que uma novela mexicana. É só sentar e assistir!
O talvez para mim não serve de nada. Continuo num cantinho pequenino da minha alma a ter esperança de que algo surpreendente venha mudar o rumo das coisas, mas está a ficar cada vez mais difícil. E o que temos de novo nesta situação? Nada.
Que tristeza. Que degradação. Incompetência emocional, não me canso de o repetir. Estupidez crónica.
E eu, que luto teimosamente contra a depressão e a desistência, ponho a tocar as músicas da minha vida, engulo a desilusão e ponho Red Bull na garganta para não me engasgar tanto. Também continuo a insistir que um dia esta tristeza acaba. Um dia, eu vou perceber porque é que nenhum destes corpos que passou por mim não ficou do meu lado. Um dia, tudo isto vai fazer um sentido aterrador.
O talvez para mim não serve de nada. Continuo num cantinho pequenino da minha alma a ter esperança de que algo surpreendente venha mudar o rumo das coisas, mas está a ficar cada vez mais difícil. E o que temos de novo nesta situação? Nada.
Que tristeza. Que degradação. Incompetência emocional, não me canso de o repetir. Estupidez crónica.
E eu, que luto teimosamente contra a depressão e a desistência, ponho a tocar as músicas da minha vida, engulo a desilusão e ponho Red Bull na garganta para não me engasgar tanto. Também continuo a insistir que um dia esta tristeza acaba. Um dia, eu vou perceber porque é que nenhum destes corpos que passou por mim não ficou do meu lado. Um dia, tudo isto vai fazer um sentido aterrador.
1.12.2005
Reveillon Parte II
De modos que eram onze e meia e lá estávamos as duas metidas no barracão verde, a vestirmos o short e o soutien que compunha a roupa da primeira parte do show num canto. Maquilha para aqui, calça meia para ali, e menos nada os gritos, fogo-de-artifício, champanhe a rebentar, entrámos em 2005. «Feliz ano novo para ti amiga» «Para você também» «Achas que é melhor dobrar a fita ou atá-la?» Demos um abraço e continuámos. Daí a 15 minutos entraríamos em palco.
Nem por isso estavámos nervosas, mas quando finalmente soaram os acordes da 'Brincadeira da Tomada' e nós fizemos a nossa entrada triunfal, a Angel errou toda a coreografia. Eu não sabia se ria ou se chorava, mas era uma para o lado, outra para o outro, um desastre. As músicas a seguir já correram bem, até ao primeiro intervalo: a Angel foi a correr vomitar no barracão (segunda sessão nojo), não entrou a tempo na segunda parte, menos nada os adolescentes primatas que estavam a hurrar lá em baixo começaram a trepar o palco e um deles agarrou-me na perna. Mantive o sorriso e dei um ligeiro pontapé, dancei para trás, fiz algumas macacadas com o gajo do cavaquinho e deu o segundo intervalo.
Aí que o bicho pegou. Hordes de adolescentes em brasa descobriram o camarim e começaram a abalroar a lona, eu e a Angel estupefactas lá dentro, já a pensar que íamos ter de fugir palco adentro. Entretanto, um pequenote deprimente que fazia parte da organização do espectáculo, já em fase de paixão crónica pela Angel, colocou-se à entrada do camarim a dizer em açoriano «Aqui ninguém mexe!» Os adolescentes ululavam ainda, e ele entrou para pegar uma garrafa vazia de whiskey (sim, os membros da banda bebiam que nem gente grande). Eu e a Angel olhámos uma para a outra e pensámos Nossa agora vai sair pau ele vai acabar com a raça deles!
Não dá dois minutos, e o pequenote volta a entrar camarim a dentro, mas desta feita de costas e a 120 km por hora, depois de ter sido escolachado pelos imberbes nativos de Povoação. Eu corri para cima do palco e de lá não saí mais, numa histeria entre a incredulidade e a adrenalina. Berros lá em baixo, telemóveis e máquinas a clicar o tempo todo, uma loucura. Quando o show finalmente acabou, descemos todos para o barracão e eis que vem a reedição da histeria. Um dos jovens maluquetes viu-me tirar o short por baixo da saia comprida e não mais se calou a noite inteira: «Dá-me as túes cuecas, per favooor». Foi depois um regabofe de autógrafos, fotos, beijinhos para aqui e para ali, e o pequenote a aperceber-se que estava perto a hora da despedida, que não mais ia ver a Angel, os olhos embaciados comoveram-me e deprimiram-me imensamente. Putos a bater nas janelas da carrinha, e vimos Povoação afastar-se na estrada com um alívio continental. Que terra perdida no mundo, que gente esquecida por Deus e pelo Diabo!
Hora e meia depois, de volta ao hotel. Tivemos permissão de dormir duas horas, porque íamos apanhar o avião das oito e quarenta e cinco. As coisas que o corpo aguenta. Assaltámos que nem indigentes a sala de pequeno-almoço, a qual rondávamos desde as 7 e 20, e lá voltámos para Lisboa, meio atordoados com a experiência acabada de vivenciar.
Antes de aterrar na Portela ainda houve tempo para mais um disparate: um viajante que ia sentado na nossa fila meteu conversa, disse que também era músico, perguntou se éramos bailarinas. Que sim, que somos. E ele comentou então, que no Casino Estoril estavam a precisar de bailarinas, que era tudo super profissional, bem pago, que volta e meia só era preciso «mostrar as maminhas». Foi a machadada final. Corri para a recolha de bagagem como se fugisse de um pit bull e enquanto não coloquei os pés no chão lisboeta não descansei. Deixei de ouvir o que me diziam, estava morta de cansaço. Então foi giro? E eu nem soube o que responder.
Foi surreal.
Mas o meu bolso voltou com 250 euros a mais.
Nem por isso estavámos nervosas, mas quando finalmente soaram os acordes da 'Brincadeira da Tomada' e nós fizemos a nossa entrada triunfal, a Angel errou toda a coreografia. Eu não sabia se ria ou se chorava, mas era uma para o lado, outra para o outro, um desastre. As músicas a seguir já correram bem, até ao primeiro intervalo: a Angel foi a correr vomitar no barracão (segunda sessão nojo), não entrou a tempo na segunda parte, menos nada os adolescentes primatas que estavam a hurrar lá em baixo começaram a trepar o palco e um deles agarrou-me na perna. Mantive o sorriso e dei um ligeiro pontapé, dancei para trás, fiz algumas macacadas com o gajo do cavaquinho e deu o segundo intervalo.
Aí que o bicho pegou. Hordes de adolescentes em brasa descobriram o camarim e começaram a abalroar a lona, eu e a Angel estupefactas lá dentro, já a pensar que íamos ter de fugir palco adentro. Entretanto, um pequenote deprimente que fazia parte da organização do espectáculo, já em fase de paixão crónica pela Angel, colocou-se à entrada do camarim a dizer em açoriano «Aqui ninguém mexe!» Os adolescentes ululavam ainda, e ele entrou para pegar uma garrafa vazia de whiskey (sim, os membros da banda bebiam que nem gente grande). Eu e a Angel olhámos uma para a outra e pensámos Nossa agora vai sair pau ele vai acabar com a raça deles!
Não dá dois minutos, e o pequenote volta a entrar camarim a dentro, mas desta feita de costas e a 120 km por hora, depois de ter sido escolachado pelos imberbes nativos de Povoação. Eu corri para cima do palco e de lá não saí mais, numa histeria entre a incredulidade e a adrenalina. Berros lá em baixo, telemóveis e máquinas a clicar o tempo todo, uma loucura. Quando o show finalmente acabou, descemos todos para o barracão e eis que vem a reedição da histeria. Um dos jovens maluquetes viu-me tirar o short por baixo da saia comprida e não mais se calou a noite inteira: «Dá-me as túes cuecas, per favooor». Foi depois um regabofe de autógrafos, fotos, beijinhos para aqui e para ali, e o pequenote a aperceber-se que estava perto a hora da despedida, que não mais ia ver a Angel, os olhos embaciados comoveram-me e deprimiram-me imensamente. Putos a bater nas janelas da carrinha, e vimos Povoação afastar-se na estrada com um alívio continental. Que terra perdida no mundo, que gente esquecida por Deus e pelo Diabo!
Hora e meia depois, de volta ao hotel. Tivemos permissão de dormir duas horas, porque íamos apanhar o avião das oito e quarenta e cinco. As coisas que o corpo aguenta. Assaltámos que nem indigentes a sala de pequeno-almoço, a qual rondávamos desde as 7 e 20, e lá voltámos para Lisboa, meio atordoados com a experiência acabada de vivenciar.
Antes de aterrar na Portela ainda houve tempo para mais um disparate: um viajante que ia sentado na nossa fila meteu conversa, disse que também era músico, perguntou se éramos bailarinas. Que sim, que somos. E ele comentou então, que no Casino Estoril estavam a precisar de bailarinas, que era tudo super profissional, bem pago, que volta e meia só era preciso «mostrar as maminhas». Foi a machadada final. Corri para a recolha de bagagem como se fugisse de um pit bull e enquanto não coloquei os pés no chão lisboeta não descansei. Deixei de ouvir o que me diziam, estava morta de cansaço. Então foi giro? E eu nem soube o que responder.
Foi surreal.
Mas o meu bolso voltou com 250 euros a mais.
1.10.2005
Até onde vai o firmamento
«Os fios da minha mente perdidos num espaço projectado além do presente. O amor quer-se absoluto e não mentido na ideia de infinito, intangível como se o plano fosse diferido da própria vida. Lá fora, a noite. As luzes inertes da cidade a comungar de um espírito cruelmente doce, californiano, o Inverno embrulhado pela madrugada. Ouço-me em S.Francisco pensar num futuro diferente. Um único momento guinou a minha vida. Tenho-a na mão à espera de acontecer. O que desejo eu neste momento de glória e insatisfação? Ultrapassar-me de uma vez por todas».
Meus amigos: chegou o momento.
Meus amigos: chegou o momento.
Antes que amanheça
Não são ainda seis da manhã e já estou a pé, o sono confunde-se com o amor. Penso em ti o tempo todo, perturbas-me as horas com sonhos confusos. Inexplicavelmente inundada de uma paixão territorial, repenso a minha vida e não sei bem o que fazer comigo. Mas sei bem o que queria fazer. É uma CERTEZA. E não a posso dizer, embora tenha de a reconhecer. I love you, como nos filmes.
1.05.2005
Veneno e Açúcar
A antecipação deste fim-de-ano foi muito entusiasmada. Eu e a Angel fizemos roupas especiais para o show com a banda brasileira, embarcámos naquele avião esperando tudo de bom. Mas algo estava a bater errado desde o momento em que batemos os olhos nos elementos da banda que não conhecíamos. Muito sem piada, sem sal, sem carisma. Adiante. Não tínhamos dormido nessa noite e só queríamos chegar ao hotel e deitar. Que foi o que fizemos... até à hora do lanche, altura em que fomos almoçar (!), fazendo tempo para o momento de partir para Povoação, a terra onde íamos dançar.
Aqui é que o bicho pegou... esperava-nos uma hora e meia de curvas e contra-curvas, com nada em volta a não ser mato. A meio da viagem, alguém gritou em sotaque brasileiro: «pára!pára!». E repente um cheiro nauseabundo inundou as nossas narinas. O rapaz do cavaquinho vomitava copiosamente na carrinha em andamento. Tá a parar no meio do nada, com toda a gente a sair e a vomitar por associação, por nojo. Consegui controlar-me, mas tive de ir o resto do caminho a tiritar de frio, com as janelas todas abertas, para arejar a coisa.
Chegados à Povoação, demos com o palco virado... para a estrada. Mau. E onde é o camarim? Era um barracão verde improvisado nas costas do palco. Mau mau. Depois de angariarmos umas cadeiras, luzes, mesas e águas minerais, ficámos a olhar uns para os outros, a fazer piadas com o cenário, decidindo ir passar as duas horas que restavam até à meia-noite para a única tasca que estava aberta. Péssima ideia!!! Fui várias vezes apanhar o queixo ao chão. Que maralhal de homens feios, feios, feios, de carantonhas mal barbeadas e porcas, fumando e bebendo que nem gente grande. Pareciam parados no penúltimo degrau da evolução da espécie. Olhavam-nos com olhos gulosos. E não se conseguia ver um exemplar com uma fiada de dentes completa. Unbelievable.
De modo que às onze e meia eu e a Angel estávamos de volta ao barracão, para começar a vestir.
(...)
Aqui é que o bicho pegou... esperava-nos uma hora e meia de curvas e contra-curvas, com nada em volta a não ser mato. A meio da viagem, alguém gritou em sotaque brasileiro: «pára!pára!». E repente um cheiro nauseabundo inundou as nossas narinas. O rapaz do cavaquinho vomitava copiosamente na carrinha em andamento. Tá a parar no meio do nada, com toda a gente a sair e a vomitar por associação, por nojo. Consegui controlar-me, mas tive de ir o resto do caminho a tiritar de frio, com as janelas todas abertas, para arejar a coisa.
Chegados à Povoação, demos com o palco virado... para a estrada. Mau. E onde é o camarim? Era um barracão verde improvisado nas costas do palco. Mau mau. Depois de angariarmos umas cadeiras, luzes, mesas e águas minerais, ficámos a olhar uns para os outros, a fazer piadas com o cenário, decidindo ir passar as duas horas que restavam até à meia-noite para a única tasca que estava aberta. Péssima ideia!!! Fui várias vezes apanhar o queixo ao chão. Que maralhal de homens feios, feios, feios, de carantonhas mal barbeadas e porcas, fumando e bebendo que nem gente grande. Pareciam parados no penúltimo degrau da evolução da espécie. Olhavam-nos com olhos gulosos. E não se conseguia ver um exemplar com uma fiada de dentes completa. Unbelievable.
De modo que às onze e meia eu e a Angel estávamos de volta ao barracão, para começar a vestir.
(...)
1.03.2005
É uma escolha que se faz
Primeiro post do ano, o passado foi lá atrás. Entrei em 2005 numa apoteose sinistra, no show mais alucinante que já fiz na vida. Açores, ilha de S.Miguel, Povoação. A decadência total numa terra esquecida por Deus. Hoje quase nem acredito que estivemos lá, que vivemos esses dois dias de loucura total.
Inicio este ano com uma vontade muito espessa de refrescar os horizontes, de limpar a memória do que ficou para trás. Keep the good things, forget everything that you can leave behind. Vim trabalhar quase de madrugada para limpar a minha secretária, colar novos posters na parede, preparar-me para um ano que acredito: será fantástico.
Já nem falta tudo para o Verão...!
*******Feliz 2005 pessoal********
Inicio este ano com uma vontade muito espessa de refrescar os horizontes, de limpar a memória do que ficou para trás. Keep the good things, forget everything that you can leave behind. Vim trabalhar quase de madrugada para limpar a minha secretária, colar novos posters na parede, preparar-me para um ano que acredito: será fantástico.
Já nem falta tudo para o Verão...!
*******Feliz 2005 pessoal********
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