2.10.2005

Sorte grande, sorte nula, sorte cega

Bem regressada de Paris, assisto-me a entrar noutra dimensão, e não sei se sou eu ou se é a ideia de mim. O que quero da vida não mudou quase nada em vários anos, sofreu apenas uns acrescentos: viajar, escrever, dançar, ir à praia no verão e fazer compras todos os fins-de-semanas. Claro que estes enunciados vagos se traduzem em coisas concretas em cada momento da minha vida. Tenho viajado muito, e é lindo, mas ainda mantenho a ideia de viver no estrangeiro. Escrever é o meu trabalho, mas também quero ser autora de um livro. Quero continuar a dançar por largos anos, Deus o permita. E neste momento não posso fazer grandes compras porque o dinheiro não estica.
O problema é que me vejo sempre demasiado independente na persecução destes sonhos, e agora as coisas estão a mudar, porque me apaixonei novamente. Até que ponto posso recear ou confiar no Destino? Até que ponto devo tomar decisões ou esperar para ver?
Tudo se dirige, mais uma vez, para as vontades da Sorte.

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