3.24.2005
Mais uma Lei de Murphy
«Se tudo parece estar a correr bem, é óbvio que te esqueceste de alguma coisa».
3.23.2005
Unforgiven
É difícil perdoar quando alguma coisa dói, mas isso tem de fazer parte da forma como eu te amo. Sou dura, muitas vezes, e raramente sei porquê. Depois desmancho-me, tenho vontade de correr para o pé de ti, e entretanto já te foste. Não percebo porque sou tão infantil contigo e para ti. Não percebo sequer porque é que gostas de mim, e porque é que aturas as minhas paranóias.
Acho que tenho fantasmas no armário e enquanto não os exorcizar serei sempre atormentada.
Acho que tenho fantasmas no armário e enquanto não os exorcizar serei sempre atormentada.
3.18.2005
Driving you slow
Espelho. I'll take my time, driving you slow. Por vezes descubro barreiras invisíveis dentro de mim, que não consigo ultrapassar nem com a maior força do Amor. Hoje olhei para ti com uma sensação mista de querer ter e em simultâneo resistir. Apetecia-me ter-te beijado pelo resto do dia, sentir o calor do teu corpo que tantas vezes me exaspera e me faz transpirar. A forma como tu me adoras, comove-me e assusta-me, apaixona-me e afasta-me. Estou intranquila nestas horas estranhas. Sinto a tua falta, sinto a falta de nós. Mas agradeço a Deus ter-te posto no meu caminho. Ou ter posto o meu caminho no teu.
Perdoa a minha inconstância, meu anjo, meu querido, meu amor.
Perdoa a minha inconstância, meu anjo, meu querido, meu amor.
3.17.2005
Monotonia
Não é ausência de vontade, é a esperança de que as coisas mudem. Eu quero fazer e quero voltar a ser, mas para isso preciso de me recuperar completamente. Curioso como as coisas que me chateiam e deprimem profundamente não parecem ter início nem fim. Meu corpo viraria Sol, minha mente viraria Sol. Ou seja, eu já não sei onde está a ponta do rastilho; nada parece ser a causa, tudo são efeitos uns dos outros numa espiral descendente que me alucina e me faz bater com os punhos nas paredes. Mas só chove, chove CHOVE CHOVE.
Tenho de ser eu, tenho de voltar a ser eu.
Tenho de ser eu, tenho de voltar a ser eu.
3.14.2005
Protection
Há dias assim, em que o tempo se suspende sem fuligem. Não sei onde esconder a cinza da minha frustração. You can't change the way she feels, but you can put your arms around her. Por vezes levanto-me com a sensação de que o tempo por vir já está a ser perdido. E desespero baixinho.
O fim das coisas atormenta-me.
O fim das coisas atormenta-me.
3.09.2005
My happy ending
Não percebo muito bem o quer dizer a mítica expressão "Final Feliz". Parece-me ser uma contradição em termos, e espanta-me que até hoje ninguém tenha aberto os olhos para esta realidade espampanante. Mas será um ataque geral de miopia?! Helloooooooooo! Em primeiro lugar, nada na nossa vida se mantém inalterado, eternizado, imóvel ou conservado em âmbar. A vulnerabilidade dos estados de coisas é algo que me faz entrar em pânico nalgumas situações, mas compreendo que aquilo que quero neste momento pode perder todo o sentido daqui a uns tempos, portanto: be careful what you wish for.
Em segundo lugar, a felicidade é um estado e não uma qualidade ou um 'asset' que se pode conservar. Vai-se construindo com pequenos elementos, dia-a-dia, e são poucas as vezes em que se sente o seu estado puro.
Em terceiro, nunca vi um final que determinasse, por si só, o início de uma felicidade constante (a não ser uma maratona extenuante, uma perseguição policial bem-sucedida ou eventos imprevisíveis deste género). O mais preocupante na condição humana é que sempre que acaba alguma coisa "bem" vai à procura de algo mais difícil para fazer e acabar. Isto numa espiral interminável de projectos e insatisfações, que só chegam ao final quando esticamos os botins.
Portanto, continuo à espera de alguém que me explique como é que pode suceder um "Final Feliz".
Eu, neste momento, estou à espera de um "Final Provisoriamente Satisfatório", relacionado com a minha chamada ao gabinete do director para me informarem que me vão aumentar o salário. 100 euritos? Vá lá...?
Em segundo lugar, a felicidade é um estado e não uma qualidade ou um 'asset' que se pode conservar. Vai-se construindo com pequenos elementos, dia-a-dia, e são poucas as vezes em que se sente o seu estado puro.
Em terceiro, nunca vi um final que determinasse, por si só, o início de uma felicidade constante (a não ser uma maratona extenuante, uma perseguição policial bem-sucedida ou eventos imprevisíveis deste género). O mais preocupante na condição humana é que sempre que acaba alguma coisa "bem" vai à procura de algo mais difícil para fazer e acabar. Isto numa espiral interminável de projectos e insatisfações, que só chegam ao final quando esticamos os botins.
Portanto, continuo à espera de alguém que me explique como é que pode suceder um "Final Feliz".
Eu, neste momento, estou à espera de um "Final Provisoriamente Satisfatório", relacionado com a minha chamada ao gabinete do director para me informarem que me vão aumentar o salário. 100 euritos? Vá lá...?
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