12.27.2006

As Ondas

Propor-lhe-ei um encontro, talvez por baixo de um relógio, junto a uma Cruz, ficarei à sua espera e ele não comparecerá. Sairá da minha vida sem sequer disso se aperceber. * Saem de mim, eu é que permaneço. A cada final de ano jogo para trás o olhar e deito contas às ondas que quebraram em mim a sua violência, aquelas que se desfizeram em espuma e as que eternamente me acariciam.

Não sei se em algum Dezembro futuro poderei descobrir que a onda maior se foi.

*Virginia Wolf, As Ondas

11.29.2006

Past the mission

Entre apagar ou reviver, encontro-me no limbo de quem não sabe o que fazer com a sua história pessoal. Seguindo Mikhail, devo recontar tudo até à exaustão, para que me esqueça do que passou. Seguindo a minha tendência tradicional, devo guardar cada pedaço para que não perca as lições aprendidas.
A verdade é que as pessoas desse passado desapareceram, não existem mais. Estão imutáveis lá atrás. No que se transformaram, faço lá ideia. Hoje são outras, não as conheço, não saberia o que lhes dizer se me interpelassem.
Trocam de posições, os peões do meu jogo de xadrez, conforme a altura emocional em que me encontro. Neste quase-Dezembro em que o frio chega finalmente, tenho umas saudades que apertam da Ângela, a minha terá-sido-amiga. Não exactamente dela, que hoje nem imagino como seja, mas de quem ela se revelou enquanto foi minha amiga. Insubstituível, o seu lugar. Simplesmente fechado.
Lembro-me de que o esforço que fiz para me libertar foi o mais violento acto de renascimento que poderia ter concebido. E então, recordo-me com cheiros bons, praia, noites a dançar, creme de papaya, mil projectos e mil decisões. O meu cérebro fervilhou para esconder a desgraça em que o coração se encontrava. Não foi fantástico? Descobri-me diferente por desamor.

11.27.2006

Planeta em queda: Vénus

Um dia, terei paciência para reconstruir os arquivos, do que nunca deveria ter saído daqui. Não fosse aquele asno (que sabe que está gordo, não venha com conversas), tudo continuaria ininterrupto, no seu caminho privilegiado.Terei paciência, porque é assim a minha estrela.

Países e regiões: Turquia, Croacia, Mesoptamia, Babilónia, Assiria, Grécia, Suiça(check).
Cidades: Jerusalem (check), Navarra, Paris (check), Basileia (check), Lyon (check), Pádua, Touluse (check), Heidelberg, Bagdad.


Dos países característicos do meu signo, só visitei um. Bad girl.
Das cidades, confirmam-se cinco entradas. Faltam ainda 4. Não sei se quero ir a Bagdad! :-(

11.10.2006

Agarrar os dias

Apetece-me escrever, nem sei bem sobre o quê. Passam-me milhares de ideias pela cabeça e eventualmente desvanecem-se, sem pisar o papel, porque não há tempo ou paciência. Vagueio em mim à hora de almoço, sem verbalizar o que sinto. Longe vão os tempos em que tudo era filtrado pela ponta da caneta. Tempos esses que estão perdidos nos anos noventa, quando a minha adolescência permitia as horas vagorosas ao sol. Já não leio tanto por prazer e quase tudo o que escrevo é trabalho.

Sinto, novamente, falta de mim.

10.07.2006

Há coisas estranhas

Este blogue passou por uma twilight zone. Fui obrigada a apagá-lo, depois de ataques pessoais que me tiraram a paciência. Muito bem, decido fazê-lo renascer porque significa algo importante para mim. O meu espanto, a minha dúvida, a minha estranheza, é ver que alguém pegou nos nomes dos meus dois blogues (Teriazoume e Egocentro) e os registou. Primeiro para fazer testes, depois para postar poesia e literatura. Incompreensível, portanto. Que alguém o tenha feito, assim, sem explicar nada. Não que o devesse. Mas por favor. Ninguém me convence que alguém neste mundo teve uma epifania e escolheu os nomes ao calha. Logo os nomes dos dois blogues que eu tive de apagar? Logo o nome de um blogue que significa "Made for each other" em grego? Teriazoume, o nome de uma canção de 1992 que só eu devo conhecer em Portugal??
A outra bem dizia que não há coincidências. Eu acho que há gente muito estranha.

9.07.2006

Digerir ou regurgitar

São as duas opções que tenho. Ou consigo digerir a cobra, ou limito-me a vomitar esse veneno que ela tentou impor na minha pele. Bem, ou mudas de ISP e ponto de acesso, ou eu vou continuar a saber quantas vezes entras e quanto tempo ficas. É quase engraçado ver que prestas tanta atenção ao que escrevo. Porquê? A raiva é assim tanta? Não tens mais nada que fazer na vidinha? Deixa-te de merdas.

9.04.2006

Your light shines so bright

Aproxima-se a agonia do Verão, e passadas as férias estou menos infeliz que o que pensava. É uma tortura sentir que termina a época estival, e o sol enfraquece, os dias encurtam, a vida perde sentido durante seis meses. Agora, só volto a levantar-me de manhã toda radiante quando Março anunciar a Primavera. Significa ascensão, blossom, vida. Até lá, o interregno que chega em Outubro. Estou a tentar passar por isto sem me deprimir, sem pensar muito sequer. No Verão, vivo todos os dias como se não houvesse mais nada. No Inverno, vivo para preparar o futuro. Ou seja, o próximo Verão.

8.04.2006

Nada de novo sob o sol

Tirando a luz que me cresce por dentro. A noite de ontem demonstrou-me como tudo pode parecer oco perante sentimentos absolutos. O toque, o cheiro, o olhar, pouco mais importa. Fruta e amor. De novo me parece que é tudo o que tenho a desejar da vida.
Podia passar o resto dos meus dias na fortaleza dos teus braços. Nenhum outro nome me faz hiperventilar.

8.02.2006

The time is now

Passam quase dois anos do primeiro post, e já não sei quem era quando comecei aqui. A minha vida ia revolucionar-se nesse mês de Setembro.

Agora, tudo o que eu queria era não estar amodorrada.

7.28.2006

SPORTING! SPORTING! SPORTING!

Não interessa se foi a feijões. Ninguém entra em campo para perder, correcto? Grande banho de bola, muito bons auspícios para a próxima temporada. Dá-lhe Bento!!!!

7.06.2006

Dor

Dói tanto, dói tanto. Raiva e tristeza numa mistura que se centra apenas nisto: já foi. Já foi a hipótese. Não volta.

7.03.2006

Brasil para casa

Não posso pensar em nada mais justo que a derrota do escrete neste Mundial. Falaram, falaram, falaram, mandaram bocas em todas as direcções (inclusive dizendo que a nossa selecção "é muito ruim") e agora olha. Andor para casa que na Alemanha já não há nada para ver. Bem feita. Mesmo que Portugal não chegue à final, para mim este Mundial já valeu toda a pena. O Brasil fora da competição é justiça poética. Porque pela boca morre o peixe.

6.30.2006

100 palavras

Para descrever a minha alegria. É como se fosse o meu próprio aniversário. Visto-me de verde e penduro o cachecol na redacção. Aqui e ali, uns sorrisos, umas palmadinhas nas costas, uns narizes torcidos. Fazemos anos amanhã, e é lindo. Ponham-se de parte todas as considerações sobre o passado, os feitos, as vitórias, os atletas de primeira linha, e mantém-se o orgulho. Assim é o amor, incondicional. Neste momento festejo intimamente. So proud.

6.29.2006

Empurra-empurra

Então empurra empurra aqui. Vontade tremenda de empurrar algumas pessoas para fora da minha vida. Precipitá-las, ainda que façam força nos bicos dos pés para se aguentar deste lado. Andor.

6.26.2006

A verdade

Cada vez mais não me sai da cabeça este conceito, de vida através da "verdade". Nada como a verdade para libertar a consciência. Sempre a verdade como único meio de sobreviver emocionalmente, com todas as consequências que isso traz. Há situações em que contar a verdade implica sempre deixar alguém mal; aquela pessoa que me fez uma confidência, e eu fui obrigada a trai-la, contando essa verdade a quem a merecia ouvir. Mas não consigo viver com o peso da omissão e da mentira. É demasiado cruél ter essa sombra nos fundos da minha mente. Atormenta-me faltar à verdade. Atormenta-me tanto que desisto sempre, mesmo quando tinha votado silêncio.
Preciso da verdade, preciso mesmo.

6.22.2006

Not good

Às vezes odeio-te tanto que me cansas. Prefiro quase sempre ignorar os maus sentimentos que despertas em mim. Peço a Deus que te afaste de mim o máximo que for possível. Para que eu não pense sequer que existes, respiras e metes a pata na poça constantemente. É tão injusto que se torna ridículo. How come???

6.07.2006

Pink Lady

Coberta de rosa. Há rituais que é essencial manter para continuar a ser eu. Creme de dia e creme de noite. Anti-cerne. Eye-liner. Pó bronzeador. Spray corporal. DKNY no pescoço e parte interior do pulso. Curl Memory nos cabelos. Anéis nos dedos dos pés. Não me quero deixar ir.

5.04.2006

4.18.2006

Leave-in

O silêncio tecnológico diz tudo. Nem um tremor, nem um silvo, nada do outro lado. Wondering...? Desespero, fundida em sons de outras épocas, peço para não saber da vida que me rodeia. Deixai-me intocada, caminhando pelos trilhos que desbravo no futuro da minha consciência, deixai-me fugir para longe daqui dentro da minha cabeça. Para longe deste ser que sou hoje. Amarras de cetim prendem mais que as grandes desta janela infernal, que será o maior objecto de inveja daqui para a frente, quando for o único quadrado sem cimento à nossa volta. Quando formos postas no buraco.

Presa, oprimida e completamente infelz numa parte calada da minha alma.
O Amor é o meu único refúgio.

4.06.2006

Dispersos

Posso quebrar a minha própria palavra? Posso ser incoerente? Posso ser insuportável? Of course I can. It's MY call.

4.04.2006

Low level

Não me apetece fazer rigorosamente nada. Nicles, nestum. E tenho de me forçar porque o trabalho terá de aparecer feito, e não dá para juntar água. Não posso simplesmente dormir três dias seguidos e acordar numa realidade paralela???

3.28.2006

Cool

No need to speak. Esta música faz-me sempre voltar atrás e fazer forward sem necessidade.

A Gwen tem algo que não dá para explicar.

Porque é que outras pessoas sabem o que eu sinto?

... (again)

... saudades do verão...

3.08.2006

...

A inveja e de facto um sentimento muito feio, e eu tento libertar-me a todo o custo dos tentaculos alheios que tentam pousar sobre mim. Mais feio ainda, e usar um recanto tao intimo para desferir ataques, pessoais ou nao, futeis ou nao, julgando por isso marcar algum ponto ou alguma posicao. As accoes mesquinhas ficam com quem as toma. E eu tenho a certeza de que quem faz a cama se deitara nela.

3.01.2006

Sans retour

Porque na minha vida tudo é caro, difícil e frágil. Ser amor para este homem é o que mais quero na vida, amá-lo como se não houvesse mais nada mais a fazer.
E na verdade, não há. A minha felicidade está concentrada no mapa do corpo dele. Amo cada centimetro de pele, de cara, de olhos, de coração, de mente, de voz. Todo o meu sangue corre e pulsa na sua direcção, governado pelo seu chamamento. Amo, amo, amo. Desejo-o a todo o momento, desejo que seja meu inteiramente, e para o resto da vida.
Deus permita.

Estou a tornar-me repetitiva, reconheço-o, mas não posso fazer diferente neste momento. O mundo encurva-se à minha volta, reduz-se até se dissolver nele, resumir-se nele. Tremo ao som da tua voz...

2.27.2006

Você é luz...

...é raio, estrela e luar, manhã de sol... Todas as letras passaram a fazer sentido a partir do momento em que descobri que te amava, assim, sem mais nada. Perco-me a pensar nos nossos corpos juntos, recordando sensações que só a tua boca me pode trazer. Olho para ti e parece-me inacreditável que ali estejas, colado a mim, a tua boca, o teu cheiro, o teu toque, a tua pele que é o meu território. Mais incrível ainda, tu dizes o que eu penso. Dizes que me amas demais, e eu é que sinto que te amo demais. Dizes que me amas eternamente, e eu é que sinto que te vou amar eternamente. Dizes que tens medo de me perder no futuro, e eu é que tenho medo de te ver desaparecer.
Dizes que não queres pensar nesse futuro que está aqui e tão longe de nós, tão fora do controlo. Dizes que querias parar o tempo para que estivessemos sempre juntos, dizes que queres ter filhos meus, dizes que queres envelhecer ao meu lado. E eu é que sinto tudo isso, antes que te pudesse dizer já tu soltavas essas palavras que me espantam. Como pode haver assim uma união de facto tão perfeita? Como pode haver uma confluência tão paradisíaca de sentimentos? Só me ocorre levantar os olhos ao Céu e agradecer a Deus pelo amor que me foi revelado.

- Mas eu sei, que um dia fiz esse gesto e não foi suficiente para que outro amor se desvanecesse como se nunca tivesse existido. O que fazer, Deus, para deixar intacto este sentimento? Dou em louca nalguns momentos, pensando na histeria que me atormentará se algum dia nos afastarmos. Mas depois voltas à minha mente em todo o esplendor da tua existência na minha vida, e tudo perde importância. Só existes tu, tu, tu. E não existirá mais ninguém.

2.23.2006

Regresso de Paris

A cidade da luz estava fria e tristemente linda. Oca, sem o meu amor, mas ainda assim romântica e sedutora. A vista que tinha do meu quarto era algo de cortar a respiração, principalmente de madrugada.

Mas enfim tornei à minha Lisboa querida e só volto a partir daqui a duas semanas, rumo à Califórnia. Essa viagem que antecede a Primavera será um ponto de viragem, tenho a certeza. Here come (r)evolution days.

2.17.2006

O que eu não sabia....

...é que existisse alguém mais ciumento que eu, que controlasse os olhares pousados sobre mim, que não suportasse que alguém respire no meu espaço.
Além de um adorável instinto protector, ele tem um incompreensível sentimento de dor quando não é exclusivamente o centro da minha atenção.

And I love him more.

2.14.2006

Be my Valentine!

Um Dia dos Namorados cheio de trabalho, sono e dores nos olhos, mas completamente preenchido da única coisa que importa hoje: Amor, em estado puro, perfurado de paixão e sentimento de pertença. Tudo o que me violenta nestas horas de perturbados cansaços se perde apenas pelo assomo dessa imagem na minha mente. Ele, ele, em toda a hora e todo o momento na minha cabeça. Como sempre foi, é certo, mas não com esta violência, não com esta permissão.
Até uma certa altura, a minha torre não me permitiu abrir-lhe as portas, e portanto contive tudo o que pudesse vir a sentir. Agora, neste dia 14 de Fevereiro de 2006, estou completamente desprotegida, à mercê dos seus devaneios. A minha felicidade ou a minha dor dependem apenas dele.

E não me importo.

AMO-TE

2.13.2006

Monstro

Com o perfume do Amor, sinto também a náusea dos ciúmes. Contorcem-me o estômago como se eu tivesse um monstro dentro de mim e ele me torturasse as entranhas sorrindo. A minha imaginação viaja para onde não quero, tento parar, voltar para trás, não pensar no que passou, mas é inútil. O anjo mau dentro de mim obriga-me a ver na minha cabeça tudo aquilo que me faz vomitar, e só depois de me ter nauseada, abandonada a uma convulsão extrema e com o coração em farrapos, desaparecem essas imagens absurdas que eu nunca vi, mas imagino sem cessar.
Não suporto pensar que alguma outra epiderme possa jamais voltar a tocar-lhe. Na verdade, não suporto que lhe tenham tocado, que lhe toquem ainda, mesmo que de forma inocente. Ele não pode existir para mais ninguém. Eu sei que é injusto, é irracional, é infantil e condenável, mas tudo o que o rodeia desencadeia turbilhões de ciúmes dentro de mim, e eu arranho as paredes, esvazio o meu olhar, recuso o seu abraço, enojada. Penso em desistir, afasto-o de mim, fecho as pernas com força.

Mas desisto no momento em que os seus olhos verdes sobem ao meu castanho mirar. É que eles traduzem uma verdade que os seus lábios jamais poderão indiciar. Vou confiar nele de forma cega e despudorada. Porque eu prefiro que ele me engane, a desconfiar da sua fidelidade.

AMOR

Este fim-de-semana foi o primeiro do resto da minha vida. Ontem, de madrugada, dei por mim a perceber que estava enganada, que o meu passado finalmente me deixou. Não haverá restos de coisas dentro de mim. Ontem de madrugada percebi que se esvaiu de mim o aborto de uma relação que teimava em perseguir-me; ontem, de madrugada, percebi que ELE mudou o rumo do meu coração. Nada nele é igual a qualquer história que eu recorde. Nada em nós se assemelha ao que passou.

Aquilo que estou a viver agora é indescritível. É mágico, é transparente, parece que fui sugada para um reino de fantasia onde nada mais existe a não ser ele e o amor que sinto por ele. Afinal, tudo o que aconteceu nos últimos dois anos tinha um sentido: sem esse desastre eu não O teria conhecido. E choraria sangue se preciso fosse, só para garantir que este dia chegaria. O dia em que não tenho outra palavra para te descrever: AMOR.

2.10.2006

Made for each other

Relendo coisas do passado, num reino far, far away, temo reavivar sentimentos e memórias de sentimentos que não me fazem bem. Há coisas que terei de reconhecer para sempre na minha vida, and I'm Ok with that. Mas porque teimo em remexer volta e meia no que não devo? Não posso recordar uma faixa de meses em 2004, porque me regressam as lágrimas aos olhos e não pode ser.
Ontem vibrei de alto abaixo porque o meu amor lindoooo me fez uma surpresa inimaginável. Antes de adormecer demorei a mente na sua face, e assim que acordei foi nele que pensei com imensa paixão.
Yesterday is gone. Põe isso na tua cabeça.

2.09.2006

Unbearable

Há várias coisas que não suporto. Uma delas é «espera aí só um bocadinho». De repente, meio segundo de silêncio, um som electrónico e uma voz feminina informando «Your call is on hold. Please hold the line». O quê? What is wrong with you people??? Nunca se faz isso a alguém que supostamente está no topo das preferências.
Desliguei o telefone de imediato, contrariando o pedido da senhora. E não adianta dar toques, porque tão cedo não volto a ligar.

Parole

«As minhas palavras são a minha arma e fazem frente a muita gente. Ainda agora comecei e já te sentes deprimente». Deixo progressivamente de ter paciência para fretes e individuos que não me interessam. Esta tipa à minha frente é o mais parecido com uma solha que eu conheço. Uma seeeeeecaaaaaaaa, um cansaaaaaaçooooo, uma tristeeeeeeezaaaaaa. Gosto de pessoas confiantes e até ligeiramente arrogantes, mas há uma condição para que tal não pareça ridículo: terem, de facto, alguma característica admirável. Eu remeto-me ao meu pequeno lugar quando o cenário não é algo que eu domine. É preciso ter humildade suficiente numas alturas, para que a sobranceria se possa assomar nas outras... and yes, I do practice what I preach!

Entretanto, continuo a afundar-me de paixão.

1.27.2006

Arabian Glow

Anseio por dias de calor e bronze no corpo. A teu lado. A meu lado. Anseio pelos dias em que possa derramar sobre ti todo o amor que sinto, sem pressas, nem responsabilidades, nem "somewhere to go". Ontem senti demasiado a tua falta, doeu-me tanto não te ter visto, não saber qual era a cor da tua doçura, a expressão dos teus olhos doces, não sentir a tua voz sobre mim.
Fez na quarta-feira 25 dois anos que o Fehér morreu e que eu conheci o PP, e tão-pouco me lembrei disso. Não fora ontem uma colega de bar lá no In Seven a falar nisso, e ter-me-ia escapado completamente.
Triste: o Fehér merecia mais uma homenagem silenciosa na minha cabeça. Pensei nisso por uns segundos, mas ontem a casa esteve ao barrote e não houve tempo para respirar. Toda eu era malibu, whiskey, resquícios de café e cuba libre. But I do love it.

1.26.2006

Confusion

Estou metida no meio de uma tempestade, entre os meus dois melhores amigos. De um lado, o AC que estará sempre dentro do meu coração e que eu defendo até explodir; do outro, a minha girl, não importa quantas psicoses nos atravessem o caminho: eu gosto dela, sem explicação e sem porquês. Gosto e pronto. O que fazer para me libertar deste desastre que é a relação entre eles os dois e a de nós os três quando estamos juntos? Não quero que me peçam para ser mais leal a um e ao outro. De ambas as formas eu sinto-me a falhar, e estou a dar em doida, dói-me a cabeça, dói-me o coração, só peço que as vozes se calem e não me torturem mais.
Please God, make it go away.

1.24.2006

Barco do Amor

Que cliché. Estou assim, feita de lugares-comuns e ideias pouco originais... porque nunca sei o que dizer quando estou pateticamente eufórica, atarantada de paixão. É perigoso que eu esteja a desejar a sua presença e o seu rosto 24 sobre 24. I freakin' love ya.

1.20.2006

Floating

Às vezes parece-me demais, quase perfeito até, e noutras não tenho paciência. Cansa-me o sistema pensar em todos os sacrifícios, cedências, bom feitio que devo ter para que as coisas corram bem. Dormi apenas duas horas hoje, porque estive a trabalhar no bar até às cinco e levantei-me às 7h30 para comparecer na reunião magna semestral do jornal. Portanto, estou de rastos e tudo o que queria era ligar e ouvir uma voz meiga dizer que me ia dar colo e deixar-me adormecer assim, quente e adocicada pelo calor dos seus beijos. Não queria ouvir que amanhã vais para ali cedo, e à noite vais sair com o pessoal não sei para onde também. Vai, não me chateio. Mas também não avanço. Fazes-me recuar.

1.19.2006

My humps

Há músicas que vêm na altura exacta, outras chegam depois do tempo. "Since U been gone" da Kelly Clarkson teria sido perfeita a meio do Verão passado, quando me livrei das duas relações mais empecilhas e ridículas em que me podia ter metido.
A My Humps dos Black Eyed Peas chega na altura certa, aquela em que preciso de fortalecer o meu instinto sexual, adormecido perante o 'boring', primeiro, e o 'expecting you', depois.
Estou cheia de amor, tão cheia que não aguento. Mal consigo conter a excitação a cada mensagem tua. Dedicas-me o teu ser, assim, sem mais nada. Só tu. E eu, ao contrário do que pensava há uns meses, não quero de facto mais nada, mais ninguém, nenhuma outra boca para beijar.
There's no love like the future love.

1.18.2006

Easy Chic

Eyeliner. Dançar. Malibu-ananás. Warm vanilla sugar bath&shower cream. Folhado de espinafres. Leite de soja. Idiossincrasias que me compõem actualmente.

Acima de todas: te amo.

1.17.2006

Al olvido invito yo

Ao reler o que escrevi neste blogue há cerca de um ano, invadiu-me um cansaço mental, uma náusea moribunda, um arrepio na espinha só de recordar o que era a minha vida nessa altura. Estava a cair no buraco, e não sabia; a cometer o erro de assumir uma relação indesejada, sem amor, sem futuro, sem sentido. A minha vida era, de facto, uma rotunda, um caminhar para o nada, porque não existias tu. Penso em ti e no momento em que surgiste na minha consicência, e tenho uma visão estranha: cores. Cores por todo o lado, luzes, arco-íris. Queria fugir ao lugar comum, mas a verdade é que iluminaste a minha vida, tornaste-a interessante - ou melhor, deste-me uma razão para a tornar interessante.
Tento ser compreensiva, cautelosa, bom feitio, mas o que eu queria mesmo era mandar isso às favas e gritar contigo porque hoje vais jogar futebol. E eu não jogo futebol, eu não sou a bola, eu não estou no campo. Não estás comigo, e era isso que eu queria, tanto tanto, para acalmares a vontade infernal que tive de ti ontem, quando me queimaste a garganta de tanto pronunciar o teu nome. O nome emprestado. Para mim, o teu nome passou a ser, apenas, amor.

Sex and Candy

Foi preciso que te sentisses posto de parte para eu perceber como é maior o que nos une. Desfiz-me em lágrimas com as tuas palavras duras, e no entanto ambos quebrámos com palavras doces e perante a evidência de uma paixão maior que o previsto. Tropecei a noite toda de amor por ti, e o meu coração espumou sem cessar a cada mensagem tua, cheia de acusações e de paixão e de futuro. Ontem foi a primeira vez que me senti totalmente oprimida pelas saudades que tive de ti enquanto não estiveste ao meu lado. E essa corrente que durou horas, entre a tristeza de uma zanga fútil e a vontade infantil de "make up", enrolou-me com mel e rosas no perfume do teu nome. Não tenho palavras para ti. A perfeição coraria de vergonha perante a tua assombração.

1.13.2006

Skin

Várias vezes a minha imagem se tem assomado em lugares inesperados e surpreende-me. Num retrovisor embaciado, em montras que fazem esquina, nos olhos de quem me apaixona. E gosto, inesperadamente, daquilo que vejo. Não é tanto por esta ou aquela roupa, nem por este ou aquele baton, mas porque pela primeira vez aquela sou eu. Perdi a conta aos anos que andei a lutar contra mim, odiando-me baixinho por não ser como "all the pretty people". Nunca deixei o cabelo encaracolar, nunca saí à rua sem maquilhagem, nunca suportei que me tocassem, e nunca consegui decalcar-me daquilo que pretendia. Nos últimos meses, isso mudou. Talvez porque cheguei aos 25 anos, e de repente sou completamente adulta. Algo muda de facto com a idade? Continuo a ser viciada no artificial: brilhos, mates, colorações, eyeliner, gloss, verniz, saltos, correntes, e tudo o que me possa cobrir para caracterizar por fora o que sou por dentro. A diferença é que eu agora gosto, e olho para mim como se fosse genuína. Ainda não tinha materializado este sentimento por palavras, vinha-o só sentindo nos últimos tempos. E eis senão quando entro por acaso no site da Alex, que eu gosto tanto de ler, e vejo espetada no post do dia exactamente esta percepção. Pasmada. Não consegui fugir à necessidade de o escrever, até porque me senti plagiada, como se a Alex tivesse percebido o que eu senti e se antecipasse a escrevê-lo.

Somos todas iguais, no fundo, e odeio a ideia de que os meus sentimentos não são únicos, originais e intransmissíveis.
Por mais injusto que pareça, eu quero ser mais EU, e mais que qualquer outro eu.

1.12.2006

History Repeating

Já vi este filme. Been there, saw that, done that. É por isso que me arrepia o medo. É a história a repetir-se, e não me adianta repetir vezes sem conta que as pessoas não são iguais, que é impossível decãlcar o passado, que não será a mesma coisa. Demasiadas coincidências, demasiado receio, e ele não merece nada disto mas eu continuo a reter o futuro. Forgive me. Mesmo que não o demonstre como devia, a minha devoção é imensa e por isso é que me assusta. Porque antevejo o fim, e não quero que acabe, não quero, não pode.

(Stay with me)

1.10.2006

Love is on your list of things to do

Good is good, and bad is bad. But you don't know which one you had. Dias mistos, estes, entre o bom que acontece e os problemas inesperados. Ontem esperava pelo meu melhor amigo, Rangel, para um café antes do trabalho nocturno, e ele não apareceu. Acidente de mota, todo partido no hospital, e eu a caminho das docas para trabalhar. Eu não estive lá, eu não estive lá, e isso deixou-me furiosa comigo. Por não ter podido largar tudo para ir onde ele estivesse, mesmo que não pudesse fazer nada. A única coisa que posso prometer é que vou estar lá onde for preciso para ele, a que horas for e em que situação for. I love you my friend, hopelessly devoted to you.

1.09.2006

Cama

É o horizonte mais desejado. A minha cama enorme de lençóis rosa, a cheirar a fresco, cheia do teu corpo grande, palco de uma atracção insuportável. A proximidade. Necessito do toque, do quente, do contacto, da intimidade mais profunda que me possas oferecer com a tua alma. Preciso de ti, inteiro, como se fosses o primeiro e pudesses ser o último.

1.08.2006

Lolita

Sinto-me como se tivesse apenas metade da minha idade. Apetece-me o fresco na cara de manhã, o doçamargo do sumo de laranja natural, abrir a persiana para ver o sol enquanto me espreguiço às três da tarde, e é como se não tivesse uma Estória para trás. Tudo novo, tudo inédito, tudo virgem. A paixão que ele me desperta arrasa o passado de forma tsunâmica, e eu sou como uma lolita endiabrada à espera de saber amar.
Ética é estar à altura do que nos acontece. E ele, a mim, está a acontecer-me. Não sei se estou à altura. É por isso que finjo que não me abala o coração, é por isso que não tremo quando ele me abraça e me beija.
Está perto, demasiado perto, tão perto que o precipício olha para dentro dos meus olhos.

1.06.2006

I love to love

A minha postura exterior é a mesma, mas por dentro sinto um alvoroço contínuo que me põe o sangue a fervilhar. Não poder demonstrar, não poder dizer mais que a superfície para não estragar o que está para trás! Contado ninguém acredita, mas sentido é outra história. Eu sinto e não digo, ou melhor, digo apenas aquilo que me é permitido pela lei dos equilíbrios relacionais... Nada pode, no entanto, impedir que eu olhe para ti com uma paixão imensa, e seja inacreditável a forma como estás além da perfeição.

1.03.2006

CrossOver

Um novo ano. Fresquinho, pronto a dar-me de beber aos devoradores de sonhos. Se chega Janeiro, é porque o Verão já está perto. What's not to like?