No advento do novo milénio, fui atacada por um saudosismo terrível e decidi compilar três CDs com as músicas mais marcantes de cada triénio da década de noventa. De repente, apercebo-me que já estamos a meio desta década e que já posso pensar em compilar a primeira parte.
No TRIBUTO I, dividi as coisas nestes termos:
* 1990-1993 - The First Years (alusão ao primo album da Madonna)
* 1994-1996 - The Middle Earth (alusão ao Senhor dos Anéis)
* 1997 - 1999 - The Final Cut (alusão à "nova" versão do Exorcista)
Portanto, está na altura de fazer algo como o álbum The First Years, embora ainda não tenha desencantado um nome... Peço a quem quiser dar sugestões de músicas que vos pareçam essenciais em tal colectânea. E agradeço muitooooooooooo sugestões para nome do álbum!
7.29.2005
7.27.2005
Crise
Nunca como agora, quase 4 meses depois de sair de casa, entendi tão profundamente o significado da palavra "poupar". Tem sido um sufoco. Pagar prestação de carro, passe, água, luz, telefone, internet, gasóleo e ainda querer ir ao Feira Nova do Sintra Retail Park comprar alimentos é quase impossível. De modo que tenho sobrevivido com a ajuda do dinheiro da dança e com os donativos generosos da minha mãe, na forma de leite, queijo fatiado, conservas tipo atum e milho, bolachas e alfaces. Neste momento, penso em absoluto que os iogurtes líquidos e os sumos de laranja Epaminondas são um autêntico luxo.
Vejo-me obrigada a poupar também no uso de cremes, maquilhagem e gel de banho da Sephora. Uma pequena quantidade, bem espalhada, serve perfeitamente. E quem disse que é preciso ir a 120 no IC19? Nada disso. Vai-se a 80 e se alguém perguntar é porque estou a cumprir os limites de velocidade. O gasóleo dura mais e as paragens na BP da curva do Cacém tornam-se menos frequentes.
Há toda uma arte em ser "remediada" no quotidiano e "excêntrica" nos raros momentos em que tal me é permitido. Por exemplo, as ajudas de custo que recebo do jornal quando viajo são quase sempre divididas entre a conta a prazo e as lojas duty free dos aeroportos, nas quais posso adquirir produtos acima da média por menos euros (ou dólares, dkk, o que for).
Em contrapartida, nunca apanho táxis lá fora: vivam os airport shuttles e os city buses. Também nunca janto fora, armazeno cuidadosamente na mala de trabalho frutas, sumos, pão e tudo o que for possível durante os almoços no centro de imprensa.
Enfim. Truques de uma suburbana desesperadamente a tentar ser burguesa.
Vejo-me obrigada a poupar também no uso de cremes, maquilhagem e gel de banho da Sephora. Uma pequena quantidade, bem espalhada, serve perfeitamente. E quem disse que é preciso ir a 120 no IC19? Nada disso. Vai-se a 80 e se alguém perguntar é porque estou a cumprir os limites de velocidade. O gasóleo dura mais e as paragens na BP da curva do Cacém tornam-se menos frequentes.
Há toda uma arte em ser "remediada" no quotidiano e "excêntrica" nos raros momentos em que tal me é permitido. Por exemplo, as ajudas de custo que recebo do jornal quando viajo são quase sempre divididas entre a conta a prazo e as lojas duty free dos aeroportos, nas quais posso adquirir produtos acima da média por menos euros (ou dólares, dkk, o que for).
Em contrapartida, nunca apanho táxis lá fora: vivam os airport shuttles e os city buses. Também nunca janto fora, armazeno cuidadosamente na mala de trabalho frutas, sumos, pão e tudo o que for possível durante os almoços no centro de imprensa.
Enfim. Truques de uma suburbana desesperadamente a tentar ser burguesa.
7.25.2005
Vilamoura
Este fim-de-semana foi um splash refrescante de actividades em Vilamoura. Speed boat, banana, mota de água, golfinhos, parasending, piscina e banhos de mar. Deu para relaxar, ficar com todos os músculos doridos e esquecer as curvas que insistem em desequilibrar o meu caminho. E tudo de graça (viva a Nokia!).
Por vezes nem tudo é mau.
Por vezes nem tudo é mau.
Estou farta de imigrantes!
Começo a achar que essa gente que se insurge contra o número excessivo de imigrantes tem alguma razão. E sabendo eu que incorro numa opinião politicamente incorrecta, e ainda que há tratados de amizade e bla bla bla com estatutos de igualdade e o camandro, não consigo perceber como é que é possível que nós, que compomos a sociedade portuguesa desde que nascemos, não teremos mais direitos que aqueles que vêm num qualquer ponto de suas vidas, às vezes para arranjar confusão.
Será que eu não posso, como cidadã nacional, exigir que um prevaricador imigrante seja castigado por vir fazer merda no meu país?
Meu Deus, isto parece-me uma ideia de Direita! eu não devo estar a bater bem...
Será que eu não posso, como cidadã nacional, exigir que um prevaricador imigrante seja castigado por vir fazer merda no meu país?
Meu Deus, isto parece-me uma ideia de Direita! eu não devo estar a bater bem...
7.20.2005
Ponto de fuga
Assomam-se dúvidas sobre o sentido da vida na minha cabeça. This is a turning point.O que fizer nos próximos pares de anos vai de facto ser determinante. Cumpri o que havia a fazer, agora estagnei, estou apenas a somar dias no mesmo lugar. Sinto-me a envelhecer para trás. Com cada vez menos certezas e mais infantilidades emocionais.
7.19.2005
Da incompreensão e outros fenómenos
«Vai-te foder». O que queres dizer com isso? Vou-me foder para onde? Com quem? Tens alguma coisa em mente que eu não saiba? E porque tenho eu de acatar imperativos teus? Vai tu.
«Então não te vás foder, vai só morrer longe». Não me vou foder? Então, não querias que fosse? Agora já não é para ir? E morrer longe porquê? Acaso sabes se eu vou morrer ou não? Aqui ou noutro lugar? Contrataste alguém para me atacar, foi?
É um atentado à paciência. Construí uma teoria em que a forma como as pessoas lidam com as desavenças está directamente relacionado com a sua inteligência, não com a sua experiência emocional. Uma pessoa pode cair constantemente nos mesmos buracos sentimentais e nunca saber lidar com o desamor ou a rejeição ou sentimentos próximos e negativos. Mas alguém que é suficientemente culto e inteligente, racional diria, nunca deixa que as coisas passem de certo ponto de "humanidade".
Dito por outras palavras: eu, que sou uma mulher, evito comportar-me como uma fêmea devido ao estádio de racionalidade a que cheguei. Outras pessoas, em fases evolutivas mais atrasadas, defendem que provam ser mulheres ao comportar-se como fêmeas.
Pedido de ajuda: como lidar com alguém notoriamente desequilibrado e obcecado com a nossa existência?
«Então não te vás foder, vai só morrer longe». Não me vou foder? Então, não querias que fosse? Agora já não é para ir? E morrer longe porquê? Acaso sabes se eu vou morrer ou não? Aqui ou noutro lugar? Contrataste alguém para me atacar, foi?
É um atentado à paciência. Construí uma teoria em que a forma como as pessoas lidam com as desavenças está directamente relacionado com a sua inteligência, não com a sua experiência emocional. Uma pessoa pode cair constantemente nos mesmos buracos sentimentais e nunca saber lidar com o desamor ou a rejeição ou sentimentos próximos e negativos. Mas alguém que é suficientemente culto e inteligente, racional diria, nunca deixa que as coisas passem de certo ponto de "humanidade".
Dito por outras palavras: eu, que sou uma mulher, evito comportar-me como uma fêmea devido ao estádio de racionalidade a que cheguei. Outras pessoas, em fases evolutivas mais atrasadas, defendem que provam ser mulheres ao comportar-se como fêmeas.
Pedido de ajuda: como lidar com alguém notoriamente desequilibrado e obcecado com a nossa existência?
7.12.2005
De volta da praia...
Já regressei de umas mini-férias muito gostosas que passei alegremente ao som das ondas do mar que banha a praia de Santo Amaro de Oeiras. Ontem a noite foi dura e muito abalante, algo que jamais pensei que pudesse acontecer-me. Tive medo e tive raiva, pena, desespero, tive uma mistura de sentimentos que me fizeram dormir mal e acordar exausta.
Preciso de paz e preciso de carinho.
Preciso de paz e preciso de carinho.
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