9.11.2009

11 de Setembro: não é para esquecer


Digo isto todos os anos, e mesmo assim a cada aniversário do nine eleven que passa menos atenção lhe é dispensada. Naturalmente, porque já ninguém se lembra de como era a vida antes dos ataques, antes da ameaça terrorista, antes de Bin Laden e Atocha e Metro de Londres. Passei o dia de hoje na praia e aquela memória de 11 de Setembro de 2001 não me saiu da cabeça. Acordei, liguei a televisão e fiquei de boca aberta. O Guedes de Carvalho lívido, o segundo avião a embater em directo, a confusão e incredulidade. A minha Rute a enviar-me SMS que nem doida, tinha vindo de lá há pouco tempo... e eu tenho pena de não ter tido na altura a consciência do que estava mesmo a acontecer. Nunca tinha posto os pés nos Estados Unidos, não queria ir lá, achava-os uns porcos imperialistas.
Um pouco como a minha P., que detesta norte-americanos e os considera burros, mas nunca lá foi. É disto que se precisa: ir lá. Ser tocada pelo espírito norte-americano. É algo que não se consegue descrever bem, mas que existe muito além das séries e da música que nos colonizam. É algo que aquele povo tem, algo que aquele país tem que nos seduz de forma irreversível.
Hoje, depois de dez viagens maravilhosas aos States, não consigo contornar o sonho de viver em São Francisco um dia.
Mas antes disso, quero ir a Nova Iorque num 11 de Setembro. Quero prestar a minha homenagem in loco. Porque as histórias que se perderam naquele dia, as vidas que foram reduzidas a pó, me geram uma tristeza imensa. E eu quero dar-lhes esse tributo.

I am overcome.

6.30.2009

A caminho do Egipto

Sexta-feira apanho dois aviões em direcção ao Cairo, distante Cairo. Confesso que não sei tanto do Egipto como deveria, ou poderia... mas estou determinada a comprar um livro que me ajude antes de chegar. Coisa que nunca fiz. Coisa de que me arrependi noutras viagens históricas, porque a antecipação não tem preço :)
Preocupada apenas com a temperatura - na semana passada, 48º. Eu gosto de calor, mas convenhamos... trabalhar e assar ao mesmo tempo não figura na minha lista de coisas a fazer.

Só espero que esta conversa de aviões a cair tenha acabado.

6.22.2009

Twitter

Começo a deitar Twitter pelos olhos. Mas isto não acaba mais?

Apple, regressa, estás perdoada.

5.10.2009

Trabalhar ao Domingo

É como ser condenado a um dia de reclusão. Assim uma espécie de castigo, em que o resto do mundo se junta nos centros comerciais para nos lembrar, com a sua pachorrenta atitude, que eles estão de folga e nós não. Vou ao ginásio à hora de almoço, faço telefonemas que ninguém atende porque as empresas estão vazias e busco desesperadamente notícias para agregar no site, agora que sou uma jornalista multimédia multifacetada e multidisciplinar. A primeira geração desta raça, dizem.

5.06.2009

É amanhã!!!

Que tudo muda! Bem-vindos à nova era da comunicação social...

i
num
instante
tudo
muda

4.21.2009

Eleições antecipadas no Sporting

Venha de lá essa antecipação. Não aguento mais esta rebaldaria, com um presidente de quem gosto mas que não vai ficar. Se não vai ficar, lamento mas é preciso um novo rumo. Nova direcção e preparar a próxima época, se possível com o Paulo Bento, se não com um novo treinador rapidamente escolhido.

Esta temporada foi esgotante para todos nós, cheia de casos e de fissuras na "família", sócios contra adeptos, adeptos contra jogadores, oposição escondida contra presidente, passivos para tratar, projects finance para resolver... Preciso de viver o Sporting. Preciso de respirar a alegria de ir ao estádio, sem assobiadelas e faixas com impropérios.

Chega de indecisão. Marquem as eleições.

4.15.2009

Ainda nem começou...

E há dias em que os laivos arrogância já me cansam. Claro, eu sabia que ia encontrar gente desta e que nada seria fácil.

Mas custa tanto às pessoas serem correctas quando têm poder? É possível :) assim o provam as duas chefes fabulosas que tornam esta secção suportável.

3.19.2009

Pai

A tua figura em sofrimento constante pesa-me na alma como um machado de chumbo que não me deixa voar. Saber que te dói é a maior mágoa da minha vida. Falhou-te a carne, e o teu espírito arrasta-se com ela. Quase não consigo pensar em ti sem me subir de imediato um nó à garganta e as lágrimas aos olhos. Queria poder ver-te na minha cabeça como eras há quinze, vinte anos. Forte, vivo, capaz. Um touro. O melhor pai do mundo, mesmo quando te gritava e fechava a porta na cara. Queria poder agarrar nessas fissuras que tens dentro de ti e curá-las a todas. Imagino como te dói e parte-se-me o coração. O teu sofrimento obrigou-me a mudar a vida. A beber só quando alguém faz anos, a fumar só quando a Madonna vem a Portugal, a rejeitar qualquer carne proveniente de animais com quatro patas, a desintegrar o saleiro lá da cozinha, a cozinhar os vegetais todos a vapor. A ir ao ginásio todos os dias da semana. A dormir oito horas em vez de quatro, a levantar às oito e não às onze. Disciplinei-me. O teu exemplo faz-me querer estrangular alguém se ouço dizer "quando morrer vou deitado" e "isto é para os bichos".

Tu também dizias isso, pai.
Deste cabo de ti. E hoje, o teu sofrimento dá cabo de mim. O amor que te tenho é infinito, e tudo o que sou devo ao amor inimaginável que depositaste sobre mim. A infância imaculada. O apoio eterno e incondicional. Sou feliz para que o sejas, através de mim.

Vou almoçar contigo... só nós os dois, no Dia do Pai.

3.18.2009

À espera de acontecer

Esta espera consome-me as horas. Continua a confusão, a desorganização, e eu não entendo certas coisas. Quero trabalhar, a sério, mas ando aqui para trás e para a frente sem conseguir por o barco a andar. Eu sei que estamos todos meio à deriva, mas aborreço-me facilmente. Sou demasiado rápida a fazer as coisas, para o bem e para o mal. Navego de site em site, actualizo blogues, redes sociais. Envio e-mails, faço telefonemas, peço antecipações. E vai tudo cair no buraco negro de números zero que por vezes não chegam a acontecer.

3.09.2009

Branco e preto

Mesas brancas, imaculadas, com monitores pretos gigantes a perder de vista. Está um frio de rachar dentro da nova redacção, e eu descubro que os trópicos ficaram para trás. Preciso de ir repescar a roupa de Inverno ao armário do escritório, e considero até a hipótese de vir trabalhar de luvas; os dedos enregelam-se e fazem-me escrever mais devagar.

Não que tenha grandes obras para fazer.

Ideias. Pedem-me ideias. Sobre tudo e sobre nada. O que me vier à cabeça, mas com um ângulo único e peculiar. Começa a tortura da inovação, do olhar diferente sobre as coisas. Tenho de me retreinar. Porque eu gosto mesmo, e a sério, é das hard news. Notícias puras e duras, disparadas em português bem articulado e desempoeirado. Esta exigência constante de ver a notícia por ângulos diferentes cansa-me o cérebro. Nada nunca é bom o suficiente. Quero ver quanto tempo aguentamos em estado de graça. E quanto tempo vai demorar até que eu não consiga adormecer.

Bem-vindos ao resto da minha vida...

3.02.2009

(Can't) Break the girl

Estou nesse lugar estranho que é a revolução-a-meio-caminho. É como se tivesse já entrado com os canhões pelo largo do carmo adentro, mas estivesse agora a fazer tempo para os estacionar convenientemente. Tenho o horrível defeito de olhar para trás com admiração, de esquecer rapidamente os tédios e as dores e as queixas, pensar que antes-é-que-era. Combato o saudosismo todos os dias, dentro e fora de mim. Passei as últimas três semanas a deitar coisas para o lixo, num assomo de coragem que nunca tinha tido. Preciso de limpar o espaço à minha volta, deixar que a vida nova aconteça. Não posso querer tornar-me uma pessoa diferente, querer realizar a projecção-de-mim, se fizer sempre tudo da mesma maneira.

Estou a experimentar algo diferente. Aceitei o trapézio sem rede. Encho sacos de pequenos ícones do passado e atiro com eles no caixote do lixo. Preciso que o passado me abandone, preciso de meter os dois pés no futuro.

Preciso de sentir que os meus 28 anos são vividos por dentro e por fora. Que os dias passam com o gozo e a excitação do dever cumprido. Que não falto um único dia ao ginásio. Que consigo ir dançar no fim-de-semana. Preciso que tudo isto valha a pena, e a felicidade que já atingi saiba mutar-se continuamente.

Ou melhor, preciso de saber reconhecê-la noutros sítios, com outras caras e outros nomes. Preciso sempre de saber o que me faz feliz.

1.06.2009

É tudo diferente

Sonhamos juntas. Queremos acreditar que 2009 é o ano de todas as conquistas. Que nada nos pode vencer, porque chegámos a um ano com um escudo invisível. 2009 é o nosso ano. Aquele em que vencemos as barreiras que foram intransponíveis em 2008. Por exemplo, vencendo a cepa torta das noites inconsequentes, em que não conseguíamos achar um bar ou discoteca com pessoas acima dos 20 anos. Derrubando a preguiça que nos fez ficar tantas tardes e noites embrulhadas no sofá, em vez de nos atirarmos ao mundo. Este é o ano em que decidimos o resto da nossa vida.