9.11.2009

11 de Setembro: não é para esquecer


Digo isto todos os anos, e mesmo assim a cada aniversário do nine eleven que passa menos atenção lhe é dispensada. Naturalmente, porque já ninguém se lembra de como era a vida antes dos ataques, antes da ameaça terrorista, antes de Bin Laden e Atocha e Metro de Londres. Passei o dia de hoje na praia e aquela memória de 11 de Setembro de 2001 não me saiu da cabeça. Acordei, liguei a televisão e fiquei de boca aberta. O Guedes de Carvalho lívido, o segundo avião a embater em directo, a confusão e incredulidade. A minha Rute a enviar-me SMS que nem doida, tinha vindo de lá há pouco tempo... e eu tenho pena de não ter tido na altura a consciência do que estava mesmo a acontecer. Nunca tinha posto os pés nos Estados Unidos, não queria ir lá, achava-os uns porcos imperialistas.
Um pouco como a minha P., que detesta norte-americanos e os considera burros, mas nunca lá foi. É disto que se precisa: ir lá. Ser tocada pelo espírito norte-americano. É algo que não se consegue descrever bem, mas que existe muito além das séries e da música que nos colonizam. É algo que aquele povo tem, algo que aquele país tem que nos seduz de forma irreversível.
Hoje, depois de dez viagens maravilhosas aos States, não consigo contornar o sonho de viver em São Francisco um dia.
Mas antes disso, quero ir a Nova Iorque num 11 de Setembro. Quero prestar a minha homenagem in loco. Porque as histórias que se perderam naquele dia, as vidas que foram reduzidas a pó, me geram uma tristeza imensa. E eu quero dar-lhes esse tributo.

I am overcome.

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