Esbarro com cavalgaduras a toda a hora nestes meus percursos diários. Penso que um dia alguém terá cinco minutos para lhes dizer, com todas as palavras, que não pasasm de trastes. Pessoas como o A. e o C. merecem ser humilhados.
O A. porque é o homem de 28 anos mais arrogante que é possível conhecer, daqueles que atira a porta para cima do nariz das pessoas e dá encontrões à saída, como se toda a gente fosse invisível.
O C. porque é um homem inseguro, um pequeno canalhinha que subiu a lamber botas e hoje, no poleiro, tem como desporto favorito ridicularizar os subordinados, chamando-lhes incompetentes e dizendo que o seu trabalho é uma merda. Este senhor, que toda a gente sabe ser uma avantesma, adora por as pessoas a chorar.
Por sorte, nunca tive um encontro imediato com qualquer um deles. Vejo o que fazem aos seus subordinados, pelo canto do olho, e enoja-me. Não valem um peido.
11.07.2007
11.01.2007
Ameno em Novembro
Atiro as sandálias para cima do tapete. Sinto-me cheia. A noite das bruxas trouxe-me para mais perto dos centros de gravidade que tanto admiro. Palmilho os rostos, descubro olhos pousados em mim: há pessoas incrédulas com o que consegui. Há quem não acredite que subi tão depressa. Há quem remoa o virar do tabuleiro.
E na verdade, eu sonho comigo em tempos passados.
E na verdade, eu sonho comigo em tempos passados.
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