4.26.2008

Telúrico


Levantar com a alegria de saber que estou na terra. A terra. A minha terra. Cheira-me a chaminés. A lareira. A grelhados na brasa. Muitas estrelas à noite e um silêncio estupendo de dia. "Não ligues a televisão. Quero ouvir os pássaros". Encontrei a minha figueira despida, quase tive pudor em ver-lhe as entranhas. Desta vez não trazemos nozes. Trago amor e a certeza de que a vida é fácil.

Basta-me vivê-la como se estivesse sempre aqui.

4.16.2008

Sinos

Não sou o tipo de pessoa que arranja desculpas. Não quero que tenham pena de mim. Não pretendo lixar ninguém, em nenhum ângulo da vida. Não tenho qualquer ambição de pisar as tranças alheias para chegar a algum lado.

Por que raio me chateiam a cabeça é que eu gostava de saber. Canela, água e fruta. É quanto peço. Não me imputem comportamentos que eu não sou capaz de ter.

As aparências iludem tanto (!)

4.14.2008

This was not an accident

...it was a therapeutical chain of events.

Quanto mais galgo meses em direcção aos 28, mais me convenço de que nada acontece por acaso. E esta é a maneira mais simples de explicar como é possível que coisas aparentemente tão negativas tenham resultado numa situação melhor.

Bem sei que há pessoas que hão-de ser sempre uma mágoa tremenda.
Mas cheguei a um ponto em que não me quero lembrar. É assim tão simples. Não me digam que esteve, que fez, que disse. Não quero saber. Deixem-me viver sem fantasmas. Gosto do meu sofá só para mim.