4.26.2008

Telúrico


Levantar com a alegria de saber que estou na terra. A terra. A minha terra. Cheira-me a chaminés. A lareira. A grelhados na brasa. Muitas estrelas à noite e um silêncio estupendo de dia. "Não ligues a televisão. Quero ouvir os pássaros". Encontrei a minha figueira despida, quase tive pudor em ver-lhe as entranhas. Desta vez não trazemos nozes. Trago amor e a certeza de que a vida é fácil.

Basta-me vivê-la como se estivesse sempre aqui.

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