11.30.2005

Be unkind

Histerismo vintage... desaparece lentamente, à medida que o côco me adoça a boca. Oh, the wind blows so sweet. Não sei do que preciso, mas sei bem o que gostava de possuir, já: sem ter de me reinventar. Ainda não é hora, diz-me a voz interior. Mas torna-se difícil resistir.

Eu SEI que está próximo.

11.29.2005

Summer Moon

Eu pedi, e como por magia caiu-me no colo. Não pensava que pudesse ser possível. Por aí se arrastam outras coisas, eu modifico a visão de mim mesma. Quando estou sozinha, cresço, torno-me maior. Let us dance to remember all those days in last summer. Resisto ao Inverno: não o quero deixar passar por cima de mim.
Não sei porque é que ressuscita o que devia estar morto, e é triste. Tenho medo, uma vezes, noutras não me importa perder. Quem perdeu tudo nada mais tem a reter. Derrota por derrota, who cares!!! Ontem deitei-me a chorar, algo que não fazia há muito tempo. E depois enxugo, levanto, pinto e não se passou nada. Nunca ninguém me pode ver chorar.
O que eu quero? Incondiconal. Deificação. Eternidade. Marcante. Tudo significou nada: don't bother, be unkind. Not your type.

11.28.2005

Don't Bother

Nada partido, apenas eterno. So don't bother: I'll be fine. É quase doce esta visão clara, de nunca mais. Don't bother, I won’t die, of deception. I promise you won’t ever see me cry. Don’t feel sorry. É assim que a minha vida escorre, eu sou mel amargamente perdido. Escorregarei por todas as mãos. E não vale a pena sugar os dedos em busca da doçura. She's just far better than me.

Un giorno d'amore

Há pouco chovia na Baixa lisboeta, e eu sem o apoio de um chapéu tapei os caracóis com o capuz peludo do casaco e continuei a caminhar pela calçada escorregadia. Infeliz, um pouco. Mas foi ele quem não me saíu do pensamento enquanto andei à chuva. Ele: a promessa. O paraíso de cabelos loiros em desalinho, de ideias fixas e cheio de lições para me dar, cheio de correcções, cheio de tudo o que me faz perder a paciência. Tudo bem, eu aceito, ou não ligo, porque adoro o que ele é e a forma como me trata. Porque tropeço constantemente de tornura por ele, porque o desejo a toda a hora, porque apenas um toque me faz arrepiar até à alma.
Hoje tenho-o no pensamento, e é tão doce.

Eternamente

Jamais te esquecerei, e no entanto tu puseste-me de lado como um livro que enfeita a cabeceira e não voltará a ser lido. Não vale a pena olhar para trás nem prender na garganta esse soluço pelo que não regressa. Mas dentro de mim há um canto que ninguém conhece onde tu reinas eternamente, onde o teu nome me faz chorar, em que o tempo parou num momento exacto de feliz coincidência de vontades.
Olho em frente para a doçura que me arrasa em outro corpo... sabendo sempre e em todos os dias frios deste Outono melancólico que serás ad eternum o único homem da minha vida.

11.26.2005

In the evidence of it's brilliance

O meu rumo define-se em pequenos passos, brilhantes e calmos. Vou chegar lá sem que ninguém se aperceba. E quando o fizer... a revolução.

11.24.2005

There's only so much you can learn in one place

Tenho raiva e tenho vontade, mas vou sendo mole porque nada me entusiasma com a força de uma revolução... terei de me obrigar a fazê-la. Amanhã espera-me o primeiro dia do resto da minha vida. Mas não deixarei para trás esta obstinação. Não vou desistir enquanto não conseguir vencer a resistência. Ponho o paraíso em suspenso. Isto é algo que tenho de fazer pelo meu orgulho. I'm a survivor, and I will pull this off.
Prestem atenção.

11.23.2005

There's no love like the future love (...)

Sequelas e episódios repetidos, estou farta e no entanto não páro. Não recuo. Mas vou quebrando... se fizeres tudo como deve ser... como é que se faz tudo bem? Não sei como é fazer tudo bem. E se esse bem depois se transmuta e é mau? This is not a coincidence. Tenho sonhos estranhos e acordo a transpirar, ofegante, desejando que fosse um paraíso ao meu lado e não este inferno de noite. O cansaço dá cabo de mim. Atraso-me nos objectivos. Apetece-me partir tudo.

11.21.2005

Lo siento...

Poucas vezes necessito destas palavras, e muitas vezes me parecem ocas. Sono spiagente, scusa, perdón, pardon, entschuldigung, es tut mir leid... All the words and no meaning. Levito e vacilo, dou um passo à frente e depois recuo, porque não estou preparada para me revoltar. Ou melhor, não quero porque me apetece continuar a sentir e este agrado é mais doce que a imposição.
Estou num misto. Let, it will be...

11.17.2005

Get ready to jump

Muito menos. Fuck you! Não há paciência e eu convenço-me cada vez mais que não vale a pena, que quanto mais se dá, menos resultados se obtêm. São todos da mesma escola e eu estou mesmo pelos cabelos com arrogâncias, manias, certezas e desconsiderações. O meu poder de encaixe esgotou-se. No fundo, eu é que estou certa na forma como se devem tratar os homens, de forma geral, e este tipo de homens, em particular.
Be a bitch.

11.16.2005

How high are the stakes?

Não tenho paciência. Para mim já deu. Demasiado cansada para aturar meninos. A arrogância de quem não faz um car(v)alho da vida não serve para este corpinho que trabalha horas a fio e ainda faz um esforço para manter o contacto e uma vida social decente.
Desculpa lá, mas puta que pariu.

Confessions

On a Dance Floor. Magnetizada pela voz de Madonna, eu vagueio. There's no love like the future love. Aqui estou perante o facto irrefutável de ser obrigada a desistir. You win, I lose. O que está à minha frente é muito mais importante, e ainda assim o sentimento de perda atormenta-me. Difícil lidar com o que se conhece.
Estou à beira da re-invenção, uma nova forma de ser eu: novos factos aglutinam-se à consciência de mim e eu mudo pela transformação da imagem.
This is not a coincidence. Would you like to try? Perante a evidência da impossibilidade, o mais cruél que eu poderia ser comigo própria. Mas aos poucos, cedo. A paixão surge às golfadas e cala-se em momentos de auto-flagelo... não posso deixar de admirar uma tal beleza. There's only so much you can learn in one place. Ser incondicional, e não olhar para trás. Estarei à minha espera quando chegar o momento de me despir. Get ready to jump...

11.08.2005

Grogue

Trabalhar até às seis e meia da manhã, deitar às sete e levantar às dez para vir trabalhar deixou-me hoje de rastos, a um nível absurdo. Os meus olhos semi abertos queixam-se da falta de sono, a cabeça ressente-se e começa a querer doer, as pernas não me obedecem totalmente, sonho em ver o fim a este dia e o momento em que me esticarei na minha cama quetinha para dormir até cheirar a podre. Sabendo que todas as semanas será esta rambóia, e que terei de arranjar um esquema qualquer para resistir melhor. Tipo, dormir o fim-de-semana inteiro, deitar cedo ao Domingo, sei lá, tomar Ginsana e suplementos energéticos. Mas eu não posso desistir de conseguir adicionar mais uma competência ao meu rol diverso de actividades profissionais... Pelo menos durante uns tempos, eu tenho de conseguir. Não vou ficar rica, mas vou poder comprar leite de soja e pintar o cabelo mais vezes.

11.04.2005

Topoi

Lugar-comum, sem dúvida, mas hoje mais que nunca bateu-me certo na cara: «mais vale não começar que começar e não acabar». There is an unfinished business stuck on me. Tenho coisas para fazer e o tempo urge, derrete-se, encurva-se o mundo às seis da tarde porque anoitece antes que seja hora. Estou presa em mim, e preciso de lutar contra isso. Qualquer dia faço-me uma espera. Eu sei onde é que eu moro (!...)

11.03.2005

Getting better

Começo a subir o elevador. Pago algumas contas, recebo reembolso de despesas. E farto-me de rir com os lampiões. «Ah primeiros do grupo e quê». Ahahahahahahaha. ao menos nós nem em primeiro nem em último, cá estamos à espera de dias melhores.
Lol.
Começo a subir o elevador. Pago algumas contas, recebo reembolso de despesas. E farto-me de rir com os lampiões. «Ah primeiros do grupo e quê». Ahahahahahahaha. ao menos nós nem em primeiro nem em último, cá estamos à espera de dias melhores.
Lol.

11.02.2005

Quase na cave

Agora sim, estou mesmo em crise. Rés-do-chão máximo, quase a resvalar para a cave. Uma pessoa pensa «ai vou de férias vai ser fixe e quê». Mas nãaaaooooooooooooo!!! Tem de correr sempre tudo mal. E quando se pensa que se está no fundo, vem mais uma estalada para descer um pouco mais... que merda de vida. Mais vale sentar nas escadas do metro à espera que a morte chegue.

Quase na cave

Agora sim, estou mesmo em crise. Rés-do-chão máximo, quase a resvalar para a cave. Uma pessoa pensa «ai vou de férias vai ser fixe e quê». Mas nãaaaooooooooooooo!!! Tem de correr sempre tudo mal. E quando se pensa que se está no fundo, vem mais uma estalada para descer um pouco mais... que merda de vida. Mais vale sentar nas escadas do metro à espera que a morte chegue.