Jamais te esquecerei, e no entanto tu puseste-me de lado como um livro que enfeita a cabeceira e não voltará a ser lido. Não vale a pena olhar para trás nem prender na garganta esse soluço pelo que não regressa. Mas dentro de mim há um canto que ninguém conhece onde tu reinas eternamente, onde o teu nome me faz chorar, em que o tempo parou num momento exacto de feliz coincidência de vontades.
Olho em frente para a doçura que me arrasa em outro corpo... sabendo sempre e em todos os dias frios deste Outono melancólico que serás ad eternum o único homem da minha vida.
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