2.27.2006

Você é luz...

...é raio, estrela e luar, manhã de sol... Todas as letras passaram a fazer sentido a partir do momento em que descobri que te amava, assim, sem mais nada. Perco-me a pensar nos nossos corpos juntos, recordando sensações que só a tua boca me pode trazer. Olho para ti e parece-me inacreditável que ali estejas, colado a mim, a tua boca, o teu cheiro, o teu toque, a tua pele que é o meu território. Mais incrível ainda, tu dizes o que eu penso. Dizes que me amas demais, e eu é que sinto que te amo demais. Dizes que me amas eternamente, e eu é que sinto que te vou amar eternamente. Dizes que tens medo de me perder no futuro, e eu é que tenho medo de te ver desaparecer.
Dizes que não queres pensar nesse futuro que está aqui e tão longe de nós, tão fora do controlo. Dizes que querias parar o tempo para que estivessemos sempre juntos, dizes que queres ter filhos meus, dizes que queres envelhecer ao meu lado. E eu é que sinto tudo isso, antes que te pudesse dizer já tu soltavas essas palavras que me espantam. Como pode haver assim uma união de facto tão perfeita? Como pode haver uma confluência tão paradisíaca de sentimentos? Só me ocorre levantar os olhos ao Céu e agradecer a Deus pelo amor que me foi revelado.

- Mas eu sei, que um dia fiz esse gesto e não foi suficiente para que outro amor se desvanecesse como se nunca tivesse existido. O que fazer, Deus, para deixar intacto este sentimento? Dou em louca nalguns momentos, pensando na histeria que me atormentará se algum dia nos afastarmos. Mas depois voltas à minha mente em todo o esplendor da tua existência na minha vida, e tudo perde importância. Só existes tu, tu, tu. E não existirá mais ninguém.

2.23.2006

Regresso de Paris

A cidade da luz estava fria e tristemente linda. Oca, sem o meu amor, mas ainda assim romântica e sedutora. A vista que tinha do meu quarto era algo de cortar a respiração, principalmente de madrugada.

Mas enfim tornei à minha Lisboa querida e só volto a partir daqui a duas semanas, rumo à Califórnia. Essa viagem que antecede a Primavera será um ponto de viragem, tenho a certeza. Here come (r)evolution days.

2.17.2006

O que eu não sabia....

...é que existisse alguém mais ciumento que eu, que controlasse os olhares pousados sobre mim, que não suportasse que alguém respire no meu espaço.
Além de um adorável instinto protector, ele tem um incompreensível sentimento de dor quando não é exclusivamente o centro da minha atenção.

And I love him more.

2.14.2006

Be my Valentine!

Um Dia dos Namorados cheio de trabalho, sono e dores nos olhos, mas completamente preenchido da única coisa que importa hoje: Amor, em estado puro, perfurado de paixão e sentimento de pertença. Tudo o que me violenta nestas horas de perturbados cansaços se perde apenas pelo assomo dessa imagem na minha mente. Ele, ele, em toda a hora e todo o momento na minha cabeça. Como sempre foi, é certo, mas não com esta violência, não com esta permissão.
Até uma certa altura, a minha torre não me permitiu abrir-lhe as portas, e portanto contive tudo o que pudesse vir a sentir. Agora, neste dia 14 de Fevereiro de 2006, estou completamente desprotegida, à mercê dos seus devaneios. A minha felicidade ou a minha dor dependem apenas dele.

E não me importo.

AMO-TE

2.13.2006

Monstro

Com o perfume do Amor, sinto também a náusea dos ciúmes. Contorcem-me o estômago como se eu tivesse um monstro dentro de mim e ele me torturasse as entranhas sorrindo. A minha imaginação viaja para onde não quero, tento parar, voltar para trás, não pensar no que passou, mas é inútil. O anjo mau dentro de mim obriga-me a ver na minha cabeça tudo aquilo que me faz vomitar, e só depois de me ter nauseada, abandonada a uma convulsão extrema e com o coração em farrapos, desaparecem essas imagens absurdas que eu nunca vi, mas imagino sem cessar.
Não suporto pensar que alguma outra epiderme possa jamais voltar a tocar-lhe. Na verdade, não suporto que lhe tenham tocado, que lhe toquem ainda, mesmo que de forma inocente. Ele não pode existir para mais ninguém. Eu sei que é injusto, é irracional, é infantil e condenável, mas tudo o que o rodeia desencadeia turbilhões de ciúmes dentro de mim, e eu arranho as paredes, esvazio o meu olhar, recuso o seu abraço, enojada. Penso em desistir, afasto-o de mim, fecho as pernas com força.

Mas desisto no momento em que os seus olhos verdes sobem ao meu castanho mirar. É que eles traduzem uma verdade que os seus lábios jamais poderão indiciar. Vou confiar nele de forma cega e despudorada. Porque eu prefiro que ele me engane, a desconfiar da sua fidelidade.

AMOR

Este fim-de-semana foi o primeiro do resto da minha vida. Ontem, de madrugada, dei por mim a perceber que estava enganada, que o meu passado finalmente me deixou. Não haverá restos de coisas dentro de mim. Ontem de madrugada percebi que se esvaiu de mim o aborto de uma relação que teimava em perseguir-me; ontem, de madrugada, percebi que ELE mudou o rumo do meu coração. Nada nele é igual a qualquer história que eu recorde. Nada em nós se assemelha ao que passou.

Aquilo que estou a viver agora é indescritível. É mágico, é transparente, parece que fui sugada para um reino de fantasia onde nada mais existe a não ser ele e o amor que sinto por ele. Afinal, tudo o que aconteceu nos últimos dois anos tinha um sentido: sem esse desastre eu não O teria conhecido. E choraria sangue se preciso fosse, só para garantir que este dia chegaria. O dia em que não tenho outra palavra para te descrever: AMOR.

2.10.2006

Made for each other

Relendo coisas do passado, num reino far, far away, temo reavivar sentimentos e memórias de sentimentos que não me fazem bem. Há coisas que terei de reconhecer para sempre na minha vida, and I'm Ok with that. Mas porque teimo em remexer volta e meia no que não devo? Não posso recordar uma faixa de meses em 2004, porque me regressam as lágrimas aos olhos e não pode ser.
Ontem vibrei de alto abaixo porque o meu amor lindoooo me fez uma surpresa inimaginável. Antes de adormecer demorei a mente na sua face, e assim que acordei foi nele que pensei com imensa paixão.
Yesterday is gone. Põe isso na tua cabeça.

2.09.2006

Unbearable

Há várias coisas que não suporto. Uma delas é «espera aí só um bocadinho». De repente, meio segundo de silêncio, um som electrónico e uma voz feminina informando «Your call is on hold. Please hold the line». O quê? What is wrong with you people??? Nunca se faz isso a alguém que supostamente está no topo das preferências.
Desliguei o telefone de imediato, contrariando o pedido da senhora. E não adianta dar toques, porque tão cedo não volto a ligar.

Parole

«As minhas palavras são a minha arma e fazem frente a muita gente. Ainda agora comecei e já te sentes deprimente». Deixo progressivamente de ter paciência para fretes e individuos que não me interessam. Esta tipa à minha frente é o mais parecido com uma solha que eu conheço. Uma seeeeeecaaaaaaaa, um cansaaaaaaçooooo, uma tristeeeeeeezaaaaaa. Gosto de pessoas confiantes e até ligeiramente arrogantes, mas há uma condição para que tal não pareça ridículo: terem, de facto, alguma característica admirável. Eu remeto-me ao meu pequeno lugar quando o cenário não é algo que eu domine. É preciso ter humildade suficiente numas alturas, para que a sobranceria se possa assomar nas outras... and yes, I do practice what I preach!

Entretanto, continuo a afundar-me de paixão.