Anseio por dias de calor e bronze no corpo. A teu lado. A meu lado. Anseio pelos dias em que possa derramar sobre ti todo o amor que sinto, sem pressas, nem responsabilidades, nem "somewhere to go". Ontem senti demasiado a tua falta, doeu-me tanto não te ter visto, não saber qual era a cor da tua doçura, a expressão dos teus olhos doces, não sentir a tua voz sobre mim.
Fez na quarta-feira 25 dois anos que o Fehér morreu e que eu conheci o PP, e tão-pouco me lembrei disso. Não fora ontem uma colega de bar lá no In Seven a falar nisso, e ter-me-ia escapado completamente.
Triste: o Fehér merecia mais uma homenagem silenciosa na minha cabeça. Pensei nisso por uns segundos, mas ontem a casa esteve ao barrote e não houve tempo para respirar. Toda eu era malibu, whiskey, resquícios de café e cuba libre. But I do love it.
1.27.2006
1.26.2006
Confusion
Estou metida no meio de uma tempestade, entre os meus dois melhores amigos. De um lado, o AC que estará sempre dentro do meu coração e que eu defendo até explodir; do outro, a minha girl, não importa quantas psicoses nos atravessem o caminho: eu gosto dela, sem explicação e sem porquês. Gosto e pronto. O que fazer para me libertar deste desastre que é a relação entre eles os dois e a de nós os três quando estamos juntos? Não quero que me peçam para ser mais leal a um e ao outro. De ambas as formas eu sinto-me a falhar, e estou a dar em doida, dói-me a cabeça, dói-me o coração, só peço que as vozes se calem e não me torturem mais.
Please God, make it go away.
Please God, make it go away.
1.24.2006
Barco do Amor
Que cliché. Estou assim, feita de lugares-comuns e ideias pouco originais... porque nunca sei o que dizer quando estou pateticamente eufórica, atarantada de paixão. É perigoso que eu esteja a desejar a sua presença e o seu rosto 24 sobre 24. I freakin' love ya.
1.20.2006
Floating
Às vezes parece-me demais, quase perfeito até, e noutras não tenho paciência. Cansa-me o sistema pensar em todos os sacrifícios, cedências, bom feitio que devo ter para que as coisas corram bem. Dormi apenas duas horas hoje, porque estive a trabalhar no bar até às cinco e levantei-me às 7h30 para comparecer na reunião magna semestral do jornal. Portanto, estou de rastos e tudo o que queria era ligar e ouvir uma voz meiga dizer que me ia dar colo e deixar-me adormecer assim, quente e adocicada pelo calor dos seus beijos. Não queria ouvir que amanhã vais para ali cedo, e à noite vais sair com o pessoal não sei para onde também. Vai, não me chateio. Mas também não avanço. Fazes-me recuar.
1.19.2006
My humps
Há músicas que vêm na altura exacta, outras chegam depois do tempo. "Since U been gone" da Kelly Clarkson teria sido perfeita a meio do Verão passado, quando me livrei das duas relações mais empecilhas e ridículas em que me podia ter metido.
A My Humps dos Black Eyed Peas chega na altura certa, aquela em que preciso de fortalecer o meu instinto sexual, adormecido perante o 'boring', primeiro, e o 'expecting you', depois.
Estou cheia de amor, tão cheia que não aguento. Mal consigo conter a excitação a cada mensagem tua. Dedicas-me o teu ser, assim, sem mais nada. Só tu. E eu, ao contrário do que pensava há uns meses, não quero de facto mais nada, mais ninguém, nenhuma outra boca para beijar.
There's no love like the future love.
A My Humps dos Black Eyed Peas chega na altura certa, aquela em que preciso de fortalecer o meu instinto sexual, adormecido perante o 'boring', primeiro, e o 'expecting you', depois.
Estou cheia de amor, tão cheia que não aguento. Mal consigo conter a excitação a cada mensagem tua. Dedicas-me o teu ser, assim, sem mais nada. Só tu. E eu, ao contrário do que pensava há uns meses, não quero de facto mais nada, mais ninguém, nenhuma outra boca para beijar.
There's no love like the future love.
1.18.2006
Easy Chic
Eyeliner. Dançar. Malibu-ananás. Warm vanilla sugar bath&shower cream. Folhado de espinafres. Leite de soja. Idiossincrasias que me compõem actualmente.
Acima de todas: te amo.
Acima de todas: te amo.
1.17.2006
Al olvido invito yo
Ao reler o que escrevi neste blogue há cerca de um ano, invadiu-me um cansaço mental, uma náusea moribunda, um arrepio na espinha só de recordar o que era a minha vida nessa altura. Estava a cair no buraco, e não sabia; a cometer o erro de assumir uma relação indesejada, sem amor, sem futuro, sem sentido. A minha vida era, de facto, uma rotunda, um caminhar para o nada, porque não existias tu. Penso em ti e no momento em que surgiste na minha consicência, e tenho uma visão estranha: cores. Cores por todo o lado, luzes, arco-íris. Queria fugir ao lugar comum, mas a verdade é que iluminaste a minha vida, tornaste-a interessante - ou melhor, deste-me uma razão para a tornar interessante.
Tento ser compreensiva, cautelosa, bom feitio, mas o que eu queria mesmo era mandar isso às favas e gritar contigo porque hoje vais jogar futebol. E eu não jogo futebol, eu não sou a bola, eu não estou no campo. Não estás comigo, e era isso que eu queria, tanto tanto, para acalmares a vontade infernal que tive de ti ontem, quando me queimaste a garganta de tanto pronunciar o teu nome. O nome emprestado. Para mim, o teu nome passou a ser, apenas, amor.
Tento ser compreensiva, cautelosa, bom feitio, mas o que eu queria mesmo era mandar isso às favas e gritar contigo porque hoje vais jogar futebol. E eu não jogo futebol, eu não sou a bola, eu não estou no campo. Não estás comigo, e era isso que eu queria, tanto tanto, para acalmares a vontade infernal que tive de ti ontem, quando me queimaste a garganta de tanto pronunciar o teu nome. O nome emprestado. Para mim, o teu nome passou a ser, apenas, amor.
Sex and Candy
Foi preciso que te sentisses posto de parte para eu perceber como é maior o que nos une. Desfiz-me em lágrimas com as tuas palavras duras, e no entanto ambos quebrámos com palavras doces e perante a evidência de uma paixão maior que o previsto. Tropecei a noite toda de amor por ti, e o meu coração espumou sem cessar a cada mensagem tua, cheia de acusações e de paixão e de futuro. Ontem foi a primeira vez que me senti totalmente oprimida pelas saudades que tive de ti enquanto não estiveste ao meu lado. E essa corrente que durou horas, entre a tristeza de uma zanga fútil e a vontade infantil de "make up", enrolou-me com mel e rosas no perfume do teu nome. Não tenho palavras para ti. A perfeição coraria de vergonha perante a tua assombração.
1.13.2006
Skin
Várias vezes a minha imagem se tem assomado em lugares inesperados e surpreende-me. Num retrovisor embaciado, em montras que fazem esquina, nos olhos de quem me apaixona. E gosto, inesperadamente, daquilo que vejo. Não é tanto por esta ou aquela roupa, nem por este ou aquele baton, mas porque pela primeira vez aquela sou eu. Perdi a conta aos anos que andei a lutar contra mim, odiando-me baixinho por não ser como "all the pretty people". Nunca deixei o cabelo encaracolar, nunca saí à rua sem maquilhagem, nunca suportei que me tocassem, e nunca consegui decalcar-me daquilo que pretendia. Nos últimos meses, isso mudou. Talvez porque cheguei aos 25 anos, e de repente sou completamente adulta. Algo muda de facto com a idade? Continuo a ser viciada no artificial: brilhos, mates, colorações, eyeliner, gloss, verniz, saltos, correntes, e tudo o que me possa cobrir para caracterizar por fora o que sou por dentro. A diferença é que eu agora gosto, e olho para mim como se fosse genuína. Ainda não tinha materializado este sentimento por palavras, vinha-o só sentindo nos últimos tempos. E eis senão quando entro por acaso no site da Alex, que eu gosto tanto de ler, e vejo espetada no post do dia exactamente esta percepção. Pasmada. Não consegui fugir à necessidade de o escrever, até porque me senti plagiada, como se a Alex tivesse percebido o que eu senti e se antecipasse a escrevê-lo.
Somos todas iguais, no fundo, e odeio a ideia de que os meus sentimentos não são únicos, originais e intransmissíveis.
Por mais injusto que pareça, eu quero ser mais EU, e mais que qualquer outro eu.
Somos todas iguais, no fundo, e odeio a ideia de que os meus sentimentos não são únicos, originais e intransmissíveis.
Por mais injusto que pareça, eu quero ser mais EU, e mais que qualquer outro eu.
1.12.2006
History Repeating
Já vi este filme. Been there, saw that, done that. É por isso que me arrepia o medo. É a história a repetir-se, e não me adianta repetir vezes sem conta que as pessoas não são iguais, que é impossível decãlcar o passado, que não será a mesma coisa. Demasiadas coincidências, demasiado receio, e ele não merece nada disto mas eu continuo a reter o futuro. Forgive me. Mesmo que não o demonstre como devia, a minha devoção é imensa e por isso é que me assusta. Porque antevejo o fim, e não quero que acabe, não quero, não pode.
(Stay with me)
(Stay with me)
1.10.2006
Love is on your list of things to do
Good is good, and bad is bad. But you don't know which one you had. Dias mistos, estes, entre o bom que acontece e os problemas inesperados. Ontem esperava pelo meu melhor amigo, Rangel, para um café antes do trabalho nocturno, e ele não apareceu. Acidente de mota, todo partido no hospital, e eu a caminho das docas para trabalhar. Eu não estive lá, eu não estive lá, e isso deixou-me furiosa comigo. Por não ter podido largar tudo para ir onde ele estivesse, mesmo que não pudesse fazer nada. A única coisa que posso prometer é que vou estar lá onde for preciso para ele, a que horas for e em que situação for. I love you my friend, hopelessly devoted to you.
1.09.2006
Cama
É o horizonte mais desejado. A minha cama enorme de lençóis rosa, a cheirar a fresco, cheia do teu corpo grande, palco de uma atracção insuportável. A proximidade. Necessito do toque, do quente, do contacto, da intimidade mais profunda que me possas oferecer com a tua alma. Preciso de ti, inteiro, como se fosses o primeiro e pudesses ser o último.
1.08.2006
Lolita
Sinto-me como se tivesse apenas metade da minha idade. Apetece-me o fresco na cara de manhã, o doçamargo do sumo de laranja natural, abrir a persiana para ver o sol enquanto me espreguiço às três da tarde, e é como se não tivesse uma Estória para trás. Tudo novo, tudo inédito, tudo virgem. A paixão que ele me desperta arrasa o passado de forma tsunâmica, e eu sou como uma lolita endiabrada à espera de saber amar.
Ética é estar à altura do que nos acontece. E ele, a mim, está a acontecer-me. Não sei se estou à altura. É por isso que finjo que não me abala o coração, é por isso que não tremo quando ele me abraça e me beija.
Está perto, demasiado perto, tão perto que o precipício olha para dentro dos meus olhos.
Ética é estar à altura do que nos acontece. E ele, a mim, está a acontecer-me. Não sei se estou à altura. É por isso que finjo que não me abala o coração, é por isso que não tremo quando ele me abraça e me beija.
Está perto, demasiado perto, tão perto que o precipício olha para dentro dos meus olhos.
1.06.2006
I love to love
A minha postura exterior é a mesma, mas por dentro sinto um alvoroço contínuo que me põe o sangue a fervilhar. Não poder demonstrar, não poder dizer mais que a superfície para não estragar o que está para trás! Contado ninguém acredita, mas sentido é outra história. Eu sinto e não digo, ou melhor, digo apenas aquilo que me é permitido pela lei dos equilíbrios relacionais... Nada pode, no entanto, impedir que eu olhe para ti com uma paixão imensa, e seja inacreditável a forma como estás além da perfeição.
1.03.2006
CrossOver
Um novo ano. Fresquinho, pronto a dar-me de beber aos devoradores de sonhos. Se chega Janeiro, é porque o Verão já está perto. What's not to like?
Subscrever:
Mensagens (Atom)