Este meu Agosto está estranho e incaracterístico, sem aquele calor abrasador que tem sempre. E eu estou em território desconhecido, sem os mesmos desejos e ânsias. Não me interessa se me cumpro desta vez, porque tenho algo a esperar que me consome os sonhos. Este fanatismo transfigura-me. Tenho outras coisas para fazer, além de mim.
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8.08.2011
7.13.2011
This is a call to arms
O meu nome espelha como me sinto. A vontade que tenho de lutar. O inconformismo. Tenho tanto para dar e os dias são tão curtos... Preciso de organizar a minha vida. Declutter.
What if I wanted to break? Laugh it all off in your face? What would you do?
I am finished with you.
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What if I wanted to break? Laugh it all off in your face? What would you do?
I am finished with you.
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7.07.2011
The other side of the galaxy
August girl. Tenho o sangue a fugir para trás enquanto a outra voz de mim repete que tudo é bom e tudo é belo. Sento-me sem vontade de articular uma palavra, como se tivesse gasto já todas as frases bonitas do mundo. Estou em paz, e era isso que queria. Portanto, não tenho nada para dizer ao mundo. Pior que isso, o mundo aborrece-me vigorosamente. Chego à minha sala e descubro que sou a única pessoa interessante. A respirar e a cheirar a morangos. A existir sabendo coisas que não inquietam as almas contentes. Ocorre-me que não sei viver de outra maneira: livre. Sei o que me limita. Hence my freedom.
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6.06.2011
Sweetness
O meu relógio interno está estragado. Quero que dure, mas quero que páre, quero que chegue, mas quero que demore. Sinto-me a repetir dias, e no entanto só se repetem os dias mornos que não me fazem falta. De um dia para o outro o cenário teve outro significado. Era trivial e tornou-se mágico; era dispensável e tornou-se inesquecível. A minha idade consome-me. Tenho urgência de me acontecer, de largar tudo e ir à procura de concretizar o futuro, de me ser antes do tempo. Tenho rompantes de destruição, quero dar cabo de tudo o que me rodeia largando este mundo em que vivo. Ir viver-me para outro sítio, ir ser eu para longe de mim. Na verdade, quero ser cruél para com a doçura em que me instalei. Quero ser cruél e despedaçar todos estes frágeis sentimentos. Estou apaixonada e isso não interessa; quero ter-te perto para sempre, e ainda assim sou capaz de me mandar daqui para fora durante tempo indeterminado, correr o risco de não te poder ver, correr o risco de que me esqueças.
Não te quero esquecer. Mas, eventualmente, fá-lo-ei. Não me dás razões para fazer a conta de outra maneira.
(mas eu seria para sempre).
Não te quero esquecer. Mas, eventualmente, fá-lo-ei. Não me dás razões para fazer a conta de outra maneira.
(mas eu seria para sempre).
4.25.2011
Ar
Ouço canções de Abril na televisão com má recepção, enquanto as brasas morrem na lareira e o meu cão dorme debaixo da mesa, em cima dos tapetes velhos que vieram da casa antiga. Tenho as luzes acesas dentro da cabeça; escrevo sobre o mundo, e no entanto o pensamento escapa-se continuamente e procura o teu nome. Nunca gostei de ninguém com o teu nome. És único de tantas formas que me atordoas o espírito, recuso-te e procuro-te com a mesma intensidade. Todos estes dias confundem o que acho ser a minha vida. Caíste-me do nada, mas não és livre; os beijos que me dás não são só meus; vens ao meu encontro, mas não sou o único destino. Deixas-me consumida pela culpa e apetece-me rejeitar tudo num rompante, gritar que não sou segunda escolha de ninguém, mandar-te de volta para onde vieste.
Depois tropeço no que sinto por ti.
Não sei o que quero de ti, na verdade. Quero que a deixes por mim? E depois, deixas-me por outra? Duvido que sejas diferente para mim, diferente do que estás a ser para ela. Duvido que me ames como eu quero ser amada. Duvido que aceites a chuva torrencial que eu tenho para trazer à tua vida, em vez dos chuviscos que tens tido.
A única coisa que sei é que me ocupas o coração, e me fizeste despojar das peles que me rodeavam antes de te conhecer.
Eu sei que não sou única para ti. Mas os beijos que tenho para dar, só dou a ti.
Depois tropeço no que sinto por ti.
Não sei o que quero de ti, na verdade. Quero que a deixes por mim? E depois, deixas-me por outra? Duvido que sejas diferente para mim, diferente do que estás a ser para ela. Duvido que me ames como eu quero ser amada. Duvido que aceites a chuva torrencial que eu tenho para trazer à tua vida, em vez dos chuviscos que tens tido.
A única coisa que sei é que me ocupas o coração, e me fizeste despojar das peles que me rodeavam antes de te conhecer.
Eu sei que não sou única para ti. Mas os beijos que tenho para dar, só dou a ti.
4.07.2011
Release me
As cores deixam-me tonta e confusa. Passeia-se um mundo inteiro à minha frente e, todavia, parece-me que não estou aqui. Finjo-me a existir, porque a natural função biológica se mantém. Olham para mim e vêem-me respirar; mas é como se fosse um tronco de madeira oco, sem nada por dentro. I don't know why I want you so. 'Cause I don't need a heartbreak. Às vezes, de manhã, já estou farta de existir. Quero que os dias se encurtem porque não tenho nada a esperar deles.
É mentira. Eu tenho. Mas não agora.
Agora, já, neste momento, tenho as vontades e as delícias todas suspensas; a vida está em stand by enquanto eu não te resolver. Afasto-me de ti, mas continuas a atrair-me.
Continuo a cair nas mesmas situações, a culpa só pode ser minha.
(mas tu serias eterno)
É mentira. Eu tenho. Mas não agora.
Agora, já, neste momento, tenho as vontades e as delícias todas suspensas; a vida está em stand by enquanto eu não te resolver. Afasto-me de ti, mas continuas a atrair-me.
Continuo a cair nas mesmas situações, a culpa só pode ser minha.
(mas tu serias eterno)
4.03.2011
Buraco negro
É como se houvesse um fosso invisível para onde foi sugada a minha capacidade de deslumbramento. Sinto-me noutro planeta. A minha memória raramente escorrega para o passado, para esses dias em que eu amava tão violentamente que parecia viver em permanentes convulsões. Um dia, o dia depois de perceber que não voltarias, foi-se. Não consigo amar. Não consigo achar a perfeição – suspendendo a experiência e caindo nesse erro infantil de acreditar que alguma pessoa pode ser perfeita. Eu queria voltar a acreditar nesse erro. Eu queria voltar a sentir o estômago às voltas, o coração a sair pelos olhos, as noites a cair-me nas mãos como sons inquietantes que me impedem de dormir, mas me obrigam a sonhar. Tornei-me límpida aos meus olhos; já não me consigo enganar. Já não consigo forçar. Não sei amar, é tão simples e tão trágico quanto isto.
Deixei de exigir, deixei de querer tudo ou nada, deixei de pensar nisso. Perdi o decoro e chutei as convenções sociais para longe. Sou uma cougar; ou sou uma cabra; ou sou uma princesa; ou sou tudo ao mesmo tempo e nada, na verdade, não sou nada para ninguém.
Tenho de ter cuidado com o amor que as pessoas me têm.
Porque eu, na verdade, não consigo amar de volta.
Deixei de exigir, deixei de querer tudo ou nada, deixei de pensar nisso. Perdi o decoro e chutei as convenções sociais para longe. Sou uma cougar; ou sou uma cabra; ou sou uma princesa; ou sou tudo ao mesmo tempo e nada, na verdade, não sou nada para ninguém.
Tenho de ter cuidado com o amor que as pessoas me têm.
Porque eu, na verdade, não consigo amar de volta.
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