5.22.2007
Deutsch
Presa em Frankfurt, à espera de um comboio que ninguém sabe quando vem, aspiro o cheiro do Verão e volto atrás na memória. Se houve uma coisa boa naquele tempo, cuja efémeride me passou ao lado, foi o quão magra consegui ficar. A dor impedia-me de comer,e a imagem que guardo desse ano é de uma elegância extrema. A felicidade engorda, devo dizer. É entediante. Deixa-me seca. O medo é a melhor receita para uma vida cheia de aventura. Quando não se sabe o amanhã, tudo se vive com mais intensidade. Infelizmente, eu estou emperrada na monotonia. Parece-me: não sei amar.
5.09.2007
China girl
I'll never have that much hope for the future again. A minha primeira viagem a Las Vegas está marcada por essa sensação de alvorada que eu tinha. O futuro parecia-me um presente dos deuses, cheio de esperança e visões futuras de delícias amorosas. Toda eu era um estado de graça de amor e paixão. Escrevia como se estivesse possuída pela inspiração em estado puro e respirava amor a cada segundo. Lembro-me de mim nessa altura como raramente voltarei a ser. Porque a idade não regressa e a decepção deixa marcas, torna-me incapaz de voltar à euforia sem medida.
Quero acreditar que tudo passa, até essa marca dolorosa. Tal como o Sean Penn passou à Madonna e chegou o Guy Ritchie. Que esta viagem a Xangai seja um novo ponto de viragem é o que desejo. Que a partir daqui a minha vida seja mais brilhante. Que eu saiba absorver cada raio de sol como se fosse o último.
Quero acreditar que tudo passa, até essa marca dolorosa. Tal como o Sean Penn passou à Madonna e chegou o Guy Ritchie. Que esta viagem a Xangai seja um novo ponto de viragem é o que desejo. Que a partir daqui a minha vida seja mais brilhante. Que eu saiba absorver cada raio de sol como se fosse o último.
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