6.28.2005

Não me mintas

Mas finge que não sabes. Enquanto for possível, fecharei os olhos para que alguma paz repouse sobre os meus cabelos.

6.27.2005

White & Green

Por vezes, a melhor maneira de sair de uma tempestade é simplesmente fechar as portas e as janelas. Foi o que fiz. E sobre isto nem mais uma palavra.
Entretanto, estou inquieta com o início da pré-época. Ainda há muitas incertezas quanto ao plantél do Sporting 2005-2006 e menos nada começam os jogos oficiais. Se bem que me parece acertada a decisão do Peseiro em manter o silêncio: as andanças do nosso clube não interessam a quem está de fora e de especulação estamos todos fartos.
De lamentar a perda do campeonato nacional de Futsal para os lamps, de saudar a vitória no campeonato de júniores (as nossas escolinhas são um espectáculo!). E entretanto, muito me transtorna a saída do Enakarhire - se não melhorarmos a defesa este ano, voltamos a arriscar-nos a levar banhos de golos injustificados, já que o Ricardinho não anda nos melhores dias...
Também ando um bocado farta do Dias da Cunha mais as suas teses e teorias da conspiração. Ok, todos sabemos o que se vai passando, mas não é a disparar baboseiras em tudo o que é comunicação social que vamos melhorar alguma coisa. Empenhem-se mas é em construir um balneário que demonstre dentro de campo a sua superioridade. Se marcam um penalty contra nós, temos de marcar dois golos para o inutilizar. E se nos anulam um golo, não vamos bradar durante dois meses, antes cagar neles e trabalhar para nós.
Isto foi o que aprendi com a malfadada recta final do campeonato passado.
Saudações agora e sempre LEONINAS.

6.24.2005

Fotograma

Se ontem pudesse ter ordenado ao tempo que corresse em meia velocidade, ser-me-ia dado em fotogramas lentos e absurdos o espectáculo de uma decepção. Poderia ouvir em sons distorcidos palavras de ódio, que foram parar ao buraco negro das memórias que eu escolho não ter. Desprezo toda e cada palavra que me foi atirada como uma cuspidela de raiva, mas compreendo que a inimizade profunda, absoluta e irreversível que nos desune descende da incompreensão. Os motivos desvanecem-se pelo meio da nuvens de confusão que terceiras partes lançaram sobre nós. Diz-que-disse, leva-e-trás: nada poderia ter sido diferente.
Cresce em mim um sentimento de ódio muito pouco saudável, cresce em mim a vontade de bater, esmagar, pontapear, estrangular o pescoço daquela maldita que eu espero que se lixe imperialmente em todos os aspectos da sua vida - mas que lhes sobreviva, para assistir de pé ao meu triunfo. Eu quero pisá-la quando ela estiver no chão, quero que sinta o peso do meu calcanhar na sua cabeça, e que saiba, em todos os momentos, que vai pagar para o resto da vida por aquilo que me fez.

6.22.2005

The Fat Lady Sang

Mas ainda falta a cereja para colocar fim a esta novela. A Jo tem razão, é preciso esgotar este assunto e organizar-lhe o epílogo, algo que só pode ser feito com aquela conversa final em que não me apetece nada meter-me. Só de pensar que tenho de olhar para a sua cara sem a partir de pancada já me dá uma canseira... É o tal "sapo" de que falávamos ontem, nem que seja o último que eu engula daquela ordinária. Só quando eu souber as razões que a levaram a comportar-se como uma velhaca é que vou poder deixar isto tudo para trás das costas e seguir a minha vida sem pensar mais.
Já nem tenho paciência para relembrar como ela foi minha amiga e como eu pensava que era para sempre. Nunca esperei, na minha existência, que alguém me puxasse o tapete desta maneira, me traísse, me pisasse, e no final ainda saísse dizendo que eu me estou a fazer de vítima. Incrível! Uma suposta amiga que se afasta sem explicação alguma, deixa de falar comigo sem mais nem porquê, depois diz que eu lhe fiz algo mas não diz o quê, no final conta os pormenores mais íntimos da minha vida a uma gaja qualquer: o que é que merece senão um belo pontapé nos dentes?
Vai berdamerda.

6.20.2005

Unforgiven

Sem regresso. A Ângela morreu para mim e nada nem ninguém me poderá demover desta inflexibilidade, jamais a perdoarei, seja qual fôr a explicação que ela arranje.
Pois não há explicação possível para a TRAIÇÃO.
Vai morrer longe de mim. Vai para o Brasil e não voltes.

6.14.2005

De volta à realidade... e sem Cunhal

Depois de quatro dias num limbo de liberdade e "just me". Acho que foi a primeira vez que senti realmente a minha independência, os grandes benefícios de viver sozinha, mas não em solidão. O que me espera para a frente neste Verão que começa tímido eu não faço a menor ideia.
Algo de muito importante conheceu o início da sua resolução (Ângela), embora o cristal continue partido dentro de mim.
E alguém do mais importante que houve no nosso século XX conheceu o seu fim. A morte de Álvaro Cunhal tocou-me de forma profunda, mesmo tendo eu deixado de me identificar com o Partido Comunista. Se aqui estou fresca e alegre a escrever no meu computador pessoal, muito o devo a ele. Pois como mulher de 24 anos, em vivendo n'A ditadura JAMAIS teria a vida que tenho hoje.
Agradeço profundamente a este lutador por ter contribuido decisivamente para a queda do fascismo. Nem me venham gentes de Direita mandar bitaites, porque PSDs e mesmo PSs nem existiam quando o PCP começou a lutar pela nossa liberdade.
Obrigada Cunhal, e até sempre, camarada.

De volta à realidade... e sem Cunhal

Depois de quatro dias num limbo de liberdade e "just me". Acho que foi a primeira vez que senti realmente a minha independência, os grandes benefícios de viver sozinha, mas não em solidão. O que me espera para a frente neste Verão que começa tímido eu não faço a menor ideia.
Algo de muito importante conheceu o início da sua resolução (Ângela), embora o cristal continue partido dentro de mim.
E alguém do mais importante que houve no nosso século XX conheceu o seu fim. A morte de Álvaro Cunhal tocou-me de forma profunda, mesmo tendo eu deixado de me identificar com o Partido Comunista. Se aqui estou fresca e alegre a escrever no meu computador pessoal, muito o devo a ele. Pois como mulher de 24 anos, em vivendo n'A ditadura JAMAIS teria a vida que tenho hoje.
Agradeço profundamente a este lutador por ter contribuido decisivamente para a queda do fascismo. Nem me venham gentes de Direita mandar bitaites, porque PSDs e mesmo PSs nem existiam quando o PCP começou a lutar pela nossa liberdade.
Obrigada Cunhal, e até sempre, camarada.

6.06.2005

To IVA or not to IVA

Nova (e estreante) sondagem no lado direito do Teri, para saber o que pensam os ilustres leitores acerca das recentes medidas anunciadas por Sócrates para combater o défice. Ou seja, o aumento de vários impostos e a passagem do IVA para os 21%. Hoje foi também anunciado o corte dos subsídios de "reinserção" dos ex-deputados (que lata!) e a redução das "reformas", com pacotes à escolha para os ministros visados - ou reduzem um trço do salário e recebem reforma integral, ou continuam com o mesmo salário e receberão um terço da reforma.
May I pitty them? Rsrsrsrsrsrsrs.

É assim que regresso do belo principado do Mónaco, onde me instalei por 4 dias num hotel com praia privada para um press briefing da Dell. A quantidade de Ferraris e carros a-bem-sonhados que ocupa as ruas de Monte Carlos, bem como as fantásticas mobílias e esculturas que embelezam os iates estacionados no porto, deixaram-me uma sensação horrorosa de "sou pobre!" que preciso de combater rapidamente...