6.14.2005

De volta à realidade... e sem Cunhal

Depois de quatro dias num limbo de liberdade e "just me". Acho que foi a primeira vez que senti realmente a minha independência, os grandes benefícios de viver sozinha, mas não em solidão. O que me espera para a frente neste Verão que começa tímido eu não faço a menor ideia.
Algo de muito importante conheceu o início da sua resolução (Ângela), embora o cristal continue partido dentro de mim.
E alguém do mais importante que houve no nosso século XX conheceu o seu fim. A morte de Álvaro Cunhal tocou-me de forma profunda, mesmo tendo eu deixado de me identificar com o Partido Comunista. Se aqui estou fresca e alegre a escrever no meu computador pessoal, muito o devo a ele. Pois como mulher de 24 anos, em vivendo n'A ditadura JAMAIS teria a vida que tenho hoje.
Agradeço profundamente a este lutador por ter contribuido decisivamente para a queda do fascismo. Nem me venham gentes de Direita mandar bitaites, porque PSDs e mesmo PSs nem existiam quando o PCP começou a lutar pela nossa liberdade.
Obrigada Cunhal, e até sempre, camarada.

Sem comentários: