12.25.2008

Feliz Navidad!

Oh Chistmas tree, oh Christmas tree, how lovely are your branches... Nunca mais me esqueci desta canção que aprendi no Natal de 1992, quando andava no sexto ano, cortesia da professora de inglês. Adoro árvores de Natal. Adoro o Natal. O simbolismo que tem, a importância da família, a alegria que tenho quando saio de casa para ir ter com eles. E sim, eu lembro-me disto todos os dias do ano. Não preciso do Natal para dizer aos meus pais como são importantes e para apreciar tantos os almoços de Domingo. Mas no Natal, tudo isso é ainda mais especial.

Hoje é dia de Natal, sha la la la la la la la la :)

12.24.2008

So this is Christmas...

...and what have you done? Um ano em que a maior parte das vezes fui feliz. Apesar das contrariedades, dos sacrifícios, dos dias de trabalho de 14 horas, das noites em que não fui sair. Provei a mim mesma que sou capaz de me superar fisicamente, capaz de ir ao ginásio às sete da manhã e de seguir um regime exclusivamente proteico. Que tenho capacidade para coordenar e escrever ao mesmo tempo, e manter a calma quando me atropelam com mais trabalho, e gerir os egos de dez pessoas diferentes. Que sou capaz de ser chefe. Que nunca se tem um posto como garantido, que às vezes as mudanças são mesmo para pior e nos dão cabo dos planos. Decidi dar uma guinada no destino e mudar de emprego. Fui a Madrid a um jantar de 'gruppies'. Espetei comigo em Tenerife. Descobri que adoro cubanos. Investi pela primeira vez em produtos financeiros. Aceitei a minha idade tal como ela é: 28, bem medidos. Fui ao Japão e fiquei apaixonada por Tóquio. Passei todos os Domingos a mimar os meus pais, porque descobri que não há amor mais incomensurável que este.

Decidi, em 2008, que consigo ser feliz sem ter tudo o que desejo.

12.23.2008

Feliz Natal...! :)

Desejo um óptimo Natal a toda a gente... porque adoro esta época e derreto-me com as luzes maravilhosas da cidade!



Sapatinhos com coisas boas!

12.17.2008

Happy feet

Há dois dias que não faço outra coisa senão receber "parabéns, pá, caramba, fogo!", "nem acredito que vais embora" e "vê lá se não me arranjam lá um espacinho também". :) Várias pessoas diziam que "já sabiam" que eles me vinham buscar. Eu é que não sabia se aceitava, aparentemente era a única com dúvidas... depois de tudo o que vi e vivi aqui, não pensei que este seria o rumo das coisas. Mas foi. E saio sem caras tortas, palavras azedas ou ressentimentos. Porque as más condutas ficam com quem as tem...

12.16.2008

Finito

Cinco anos e oito meses depois, bato com a porta. Anunciei ontem a minha demissão. Saio no final de Janeiro (espero), porque quero ter férias antes do meu novo "desafio profissional". Que é o que vou escrever nos e-mails que enviarei aos meus contactos no dia em que tornar público que me vou embora.

It's been a pleasure.

12.12.2008

En Madrid nos movemos de noche

Em Madrid para o fim-de-semana. Amanhã, jantar com a comunidade internacíonal de fãs de Alejandro Sanz (!) Expectante, com frio, quase-feliz.

11.25.2008

"Manda f#%er"

Era o que me dizia um ex-namorado de há vários anos quando me via triste. É o que me apetece fazer agora, claramente. Mandar tudo e todos comer merda ao pequeno-almoço. Nãop me lixem, não me peçam ajuda, porque eu estou capaz de desfazer um boi à estalada.

11.20.2008

Orelhas de burro

Contra a parede, a cismar no vazio. olhando em frente como se o cimento fosse transparente, indecisa sobre as lâminas com que gostava de cortar este sentimento de destruição.
É tão simples quanto isto: acabaram comigo.

11.17.2008

Ponto de fuga

Sento-me aqui a desperdiçar tempo, como se fosse novamente sexta-feira. É um luxo chegar a casa antes das 22h00, poder jantar, sentar no portátil a vaguear pela net que não tenho durante o dia. Estou cansada. Aborrecida. Com vontade de desistir, ainda que discuta comigo por essa tentação. Já passei bem pior. Enfim, ninguém descobriu até hoje como acabar com as cavalgaduras, e seria sorte demais estar rodeada só de pessoas competentes, humanas e agradáveis ao contacto. Na verdade, essa é a excepção; passa-se que a regra é o mal-estar, a piada humilhante, o jogo de quem é mais bruto com quem. Passa-se que a todo o momento são postas em causa as capacidades que se julgam ter, passa-se que a todo o momento tenho de recordar-me que nem toda a gente pode gostar de mim e do meu trabalho, e isso não diz mal dele. São feitios, tento dizer-me, recordando-me que até o Einsten era um gajo considerado burro na adolescência. Tento relativizar, pensar em como a vida é curta e a Rute morreu com a minha idade. Repito várias vezes impropérios mentais, e tenho na minha cabeça essa vitória: o poder de lhes chamar filhos da puta, cabrões e rabetas quantas vezes quiser. Nas aulas de Body Combat, imagino as suas fuças ridículas a serem castigadas pelos meus punhos ferozes, e alivia-me. Tenho esperança que aquela máxima de que a justiça tarda mas não falha se aplique um dias àquelas bestas. Não há melhor remédio para um canalha que provar do próprio remédio, e eu só espero que um dia alguém lho esfregue bem naquela cara parola.

10.23.2008

The time has come

Finalmente. Posso voltar a respirar. Jantar a hyoras decentes. E deixar o carro em casa.

10.21.2008

Dos tiros e das culatras

É assim que me acontecem as ironias. Berrei, dei murros, exigi, critiquei... e agora que lhe acendi a chama da ambição. Agora que ele finalmente encontrou o rumo da sua vida... descobriu que eu não sou prioritária nela.

I created a monster.

9.24.2008

Mamma Mia...

Here we go again. Cheios de medo de fazer asneira outra vez, de estragar novamente o cristal que reconstruímos, depois de ter partido tudo em Fevereiro. Não pensei que poderia acontecer este regresso. Não pensei que podia voltar a apaixonar-me por ti assim, sem mais nem menos, modificada que está a imagem terrível que tinha sobrado dos restos da nossa relação falhada. Olho para ti hoje com uma adoração nova, fresca, entusiasmada. Quero-te. E tenho de reconhecer que foste perfeito, absolutamente perfeito na forma como lidaste com a nossa separação. Fizeste tudo como devias ter feito. Só graças à tua maturidade emocional, que nunca cessa de me surpreender, foi possível que hoje estejamos em condições de recomeçar.

Tu és o único responsável pela sobrevivência deste amor.

9.12.2008

I've got Candy Galore

A tremer. Ela vem aí. Tenho os ouvidos cheios de Borderline, Ray of Light, Rain e Like a Prayer (a minha música favorita desde os nove anos). Sei que não há preparação que me valha para o que será este concerto. Irei cedo. Com farnél e cobertor, o MP3 nos ouvidos, a câmara no bolso. Desta vez vou tirar as fotos que não me deixaram captar no Pavilhão... E vou tentar não chorar tanto, não borrar a pintura toda. Ser apenas feliz perante a mulher que amo e sempre amarei na vida.

Madonna.

8.29.2008

Está a chegar...

Vem de mansinho e toma-me na sua imensidão. Sou feliz quando chega, este Agosto de mar e sal, que me adoça a boca e escurece a pele. Preciso que me acarinhem neste dia perfeito; preciso que sejam meus, e sejam puros.

Os amigos: a melhor coisa do mundo.

8.08.2008

The nine

Hoje, ao ver os directos longuíssimos que a SIC e a RTP fizeram no espantoso caso dos brasileiros que se enganaram no país, pensei sobretudo em como a vida daqueles reféns nunca mais será a mesma. Partilhar uma situação destas, mesmo que por apenas algumas horas, mudou-os para sempre. Ter uma arma apontada à cabeça é daquelas coisas de que não se recupera.

Tal como a série que em tempos passou no AXN. Que também era num banco. E que também teve um desfecho assim, aos tiros à maluca.

Um dos brasileiros já está a prestar contas a Deus, e que merda de maneira de morrer. O outro está a ver se se agarra à vida. Aposto que nenhum deles alguma vez pensou que chegasse a este ponto. Ou teria sido uma espécie de suicídio? Convenhamos, três da tarde não é a melhor hora para assaltar um banco no centro de Lisboa.

Uma coisa é certa: a polícia portuguesa fez o que tinha a fazer. Entrar a matar. E é uma infelicidade que tenha sido necessário.

8.06.2008

I'm going through changes

Não sei bem o que pensar da mudança. Ainda não a senti na pele. Mas desconfio que, quando voltar de férias, muitas cadeiras terão mudado de sítio.

8.01.2008

Desastroso

É assim, para mim, hoje. Um desastre. Não quero ficar aqui nestas condições.

Acho que vou começar a enviar currículos, novamente.

7.25.2008

Incredible

Julho na recta final. Cultivo a alegria em cima do corpo. Canto ao volante do meu carro. Sei que o trabalho dá cabo de mim, mas quero ser sempre o contrário do "cá estamos".

7.20.2008

Domingo aqui

Para me consolar, o bom S.Pedro decidiu que ninguém ia à praia hoje. Custa menos vir trabalhar ao Domingo, depois de deixar o almoço em casa dos papás com sabor a pouco, quando o tempo está "esquisito" lá fora. Aqui pouco se fala. Ouve-se a broca de um infeliz que passou o dia a fazer obras. E o resto é o toque dos dedos no teclado, o som curto dos cliques de rato. Respira-se um silêncio confortável. E eu faço arrumações no estaminé. Estou possuída pela vontade de mandar tralha fora. Aqui e em casa. Quanto menos coisas tiver a atravancar o caminho, mais claramente a minha cabeça funciona.

No clutter!

7.15.2008

Não há paciência

Mesmo que eu tente. Que cerre os lábios. Que me convença de que toda a gente tem o seu lado bom. Que ignore a falta de vista. A grosseirice. Mesmo que eu repita para mim própria que devo ser tolerante.

Não os suporto. A sério que não.

7.10.2008

Dores de cadeira

Horas seguidas sentada nesta cadeira, com a parede por trás a proteger-me as ideias. Resulta que chego ao carro, no final destes dias insanos, cheia de dores nas pernas. Com os músculos entravados. Admira-me que esta gente não vá ao ginásio, e passe aqui o dia inteiro reduzida a cinco metros quadrados. Deve ser isto que sente o meu cão, durante o dia, quando fica metido na varanda. Não sei se lhe apetece correr, se gosta de ficar esparramado ao lado do banquinho que usa para auto-satisfação. Mas se quiser correr, não pode. E só isso chega para afligir. Quero sair daqui, respirar ar puro, e estou sempre metida entre pilhas de jornais, calendários, canetas e cadernos de apontamentos.
Dói-me o rabo, e é aí que percebo que estou sentada no computador a dar cabo da vista há demasiado tempo.

7.08.2008

Cola e Malibu

Regresso à minha secretária depois de dez dias idílicos de férias. Um regime exaustivo de praia e ginásio, que me deixou com o tom dourado das delícias-do-mar. Rádio e telejornais bem longe de mim. Fora do mundo. Coconuts no fim-de-semana. Estado de Sítio na quarta-feira. Camparis bem gelados na noite quente de Nápoles. E a promessa de que Agosto será ainda melhor.
Relaxada, por enquanto, preparo-me para uma nova guerra. Mais duas semanas, durinhas, sem a chefe-maior por perto. Olho para o mapa e suspiro: pode ser que não seja assim tão mau...

6.12.2008

Recuperar

Água salgada. Protector solar. Areia nos cabelos. Amigos e risos. Cheiro a grelhados no Carmo. Pessoas que pensava perdidas na cornucópia dos enganos que cometi nos últimos anos. Pessoas que julgava impossíveis à minha volta. A doçura no espalho. O orgulho do sacrifício.

Recupero a vida exactamente nas semanas em que quase não tenho uma, de tanto trabalhar.

4.26.2008

Telúrico


Levantar com a alegria de saber que estou na terra. A terra. A minha terra. Cheira-me a chaminés. A lareira. A grelhados na brasa. Muitas estrelas à noite e um silêncio estupendo de dia. "Não ligues a televisão. Quero ouvir os pássaros". Encontrei a minha figueira despida, quase tive pudor em ver-lhe as entranhas. Desta vez não trazemos nozes. Trago amor e a certeza de que a vida é fácil.

Basta-me vivê-la como se estivesse sempre aqui.

4.16.2008

Sinos

Não sou o tipo de pessoa que arranja desculpas. Não quero que tenham pena de mim. Não pretendo lixar ninguém, em nenhum ângulo da vida. Não tenho qualquer ambição de pisar as tranças alheias para chegar a algum lado.

Por que raio me chateiam a cabeça é que eu gostava de saber. Canela, água e fruta. É quanto peço. Não me imputem comportamentos que eu não sou capaz de ter.

As aparências iludem tanto (!)

4.14.2008

This was not an accident

...it was a therapeutical chain of events.

Quanto mais galgo meses em direcção aos 28, mais me convenço de que nada acontece por acaso. E esta é a maneira mais simples de explicar como é possível que coisas aparentemente tão negativas tenham resultado numa situação melhor.

Bem sei que há pessoas que hão-de ser sempre uma mágoa tremenda.
Mas cheguei a um ponto em que não me quero lembrar. É assim tão simples. Não me digam que esteve, que fez, que disse. Não quero saber. Deixem-me viver sem fantasmas. Gosto do meu sofá só para mim.

3.28.2008

Farandulera

A ilusão faz parte do meu modo de operação. Sou, de certo modo, um prestidigitador. Mas não com o sentido de enganar. É mais a tentação de colorir. De viver dentro do Sítio do Picapau Amarelo, cumprir-me: quando tinha sete ou oito anos, achava que era possível viver nesse mundo de fantasia, e invejava tanto a narizinho! eu também queria piratas.

Agora, entendo que tenho de os criar, ao invés de ficar à espera que o Sparrow me salte ao caminho.

3.25.2008

La Frontera

Às vezes, às vezes há pessoas a quem se devia partir a boca toda. Caramba. Não podemos estar todos ao mesmo nível. Cada um tem a sua cena. E é muito bonito conhecer os limites.

3.24.2008

Se eu pudesse tossir o que me incomoda. Se eu pudesse, a força de pulmões e peito, mandar cá para fora as merdas que o meu cérebro hiperactivo tem a mania de racionalizar. Se pudesse expulsar, como expectoração indesejada, todas as frustrações que se acumularam por ter já 27 anos sem ter feito o que queria ter feito quando chegasse a esta idade. A proximidade dos 28 não me incomodaria tanto, nesse caso.

3.19.2008

3.12.2008

Mi querer no es de alquiler

Tem piada, tudo isto. As coisas que mudam do dia para a noite. As pessoas que desaparecem e reaparecem vários anos depois.

E querem que esteja tudo na mesma? Não me parece.

3.07.2008

Don't look back in anger

À procura do sítio onde posso ir existir como mim-própria. Tornei-me crescida no dia em que bati com a porta de casa dos meus pais, em fúria, em lágrimas, com roupa e cremes e maquilhagem em sacos de plástico. Durante três dias não consegui dormir. Levantava-me às seis da manhã, inquieta, estava no trabalho às oito. As cinco ia-me embora, pelo trânsito da N117. Parava nas bombas da BP e comprava pão-chapata e maços vários de cigarros de mentol.

O tabaco era o meu pretexto, a minha desculpa e o meu amigo. Tudo ia sempre ficar bem, enquanto tivesse cigarros para fumar.

Agora que não tenho. Que se acabaram os 'leit-motiv' para fugir de mim. Tenho de ir ser crescida para mais perto do meu sonho.

2.28.2008

Tira a teima

Sou obrigada a operar uma redescoberta. Quando se perde alguém, vai-se metade da vida. Sítios que se abandonam. Músicas que não se conseguem ouvir. Cafés que se evitam. Roupas que voltam ao armário.

Como deixar de fumar. A mesma violência. A mesma teimosia.

2.18.2008

Obsessão

Teria o cheiro de pó-de-talco. Aquele cheiro de banho, de ser-feliz, de creme que se passa nos cabelos antes de entrar em cena. Teria 36-razões-para-sorrir, várias garrafas de água no camarim, aquele piscar de olhos silencioso, saber que é isto. A vida seria simples e carnal.

Inveja. Boa inveja. Querer subtrair-me à infelicidade de pensar.

1.29.2008

Dóis-me

Dóis-me quando o despertador toca demasiado cedo, e é pouco o creme de cenoura para barrar. Dóis-me quando o sofá não tem cigarros. Dóis-me quando a música se eleva e não ouço a voz acompanhar. Dóis-me quanto os saltos me magoam sem proveito.

Mas principalmente, sem que eu veja cura possível.

Dóis-me quando as cortinas se cerram, quando a máscara cai - e eu já não tenho de fingir que sou quem digo que sou.