2.28.2005

What happens in Vegas, stays in Vegas!

Las Vegas outra vez, agora no Mandalay Bay Casino & Resort e nao no Luxor. Mas este ano nao me esta a saber tao bem. Nao posso gastar muito dinheiro em SPAs e solarios, roupas e acessorios, o que so por si e uma lastima. O pior sao as saudades que sinto dele, assim uma sensacao esquisita de uncompleteness, caso a palavra exista. Fazes-me falta, como diria a Ines Pedrosa. Ontem assisti aos Oscares pela primeira vez a horas decentes, antes do jantar, e tenho-me 'refrescado' numa das banheiras mais requintadas que ja vi nesta minha senda de viagens a volta do mundo. Alias, tirando o Adlon em Berlim, este e o melhor quarto de hotel onde ja fiquei instalada.
E agora sao horas de ir para a sessao de abertura.

2.22.2005

Suspension without suspense...again

Estive a reler alguns textos do Verão passado. Apercebo-me que a mágoa não desapareceu completamente, embora o sentimento se tenha desvanecido. Eu lembro-me do que sentia. E é muito triste a forma como esse mundo se precipitou para o fim.
A minha realidade é tão diferente, agora. Hoje acordei com uma sensação de falta que não era suposto ter. Faltavas-me tu, o teu corpo quente, do outro lado da cama. Por vezes quero soltar-me de tudo e pensar-me sempre sozinha, achando que isso me tornará mais forte. Mas na maior parte das vezes, agradeço em silêncio a todos os anjos pela tua presença e em todas as horas do meu dia desenho o teu sorriso na minha cabeça para que tudo me pareça mais fácil.

2.16.2005

Além do firmamento

De um lado, a parte de mim que se quer manter orgulhosamente só. Do outro, a parte de mim que quer enrolar-se nos teus braços e adormecer embalada pelo amor que sinto por ti. A minha juventude faz-me tropeçar. É uma armadilha mental, e no fim do dia terei de descobrir o que realmente importa e o que quero para a definição dos meus dias. Mas o teu sorriso é esmagador e eu subo às paredes quando não o vejo.

2.10.2005

Sorte grande, sorte nula, sorte cega

Bem regressada de Paris, assisto-me a entrar noutra dimensão, e não sei se sou eu ou se é a ideia de mim. O que quero da vida não mudou quase nada em vários anos, sofreu apenas uns acrescentos: viajar, escrever, dançar, ir à praia no verão e fazer compras todos os fins-de-semanas. Claro que estes enunciados vagos se traduzem em coisas concretas em cada momento da minha vida. Tenho viajado muito, e é lindo, mas ainda mantenho a ideia de viver no estrangeiro. Escrever é o meu trabalho, mas também quero ser autora de um livro. Quero continuar a dançar por largos anos, Deus o permita. E neste momento não posso fazer grandes compras porque o dinheiro não estica.
O problema é que me vejo sempre demasiado independente na persecução destes sonhos, e agora as coisas estão a mudar, porque me apaixonei novamente. Até que ponto posso recear ou confiar no Destino? Até que ponto devo tomar decisões ou esperar para ver?
Tudo se dirige, mais uma vez, para as vontades da Sorte.

2.03.2005

Get along with you

Engraçado como eu flutuo inesperadamente de momento para momento. Passo de momentos de dúvida e receio para ataques de ciúmes incompreensíveis, depois começo a derreter e entretanto regressa o medo de não saber o que fazer. Preciso de parar de pensar, por algum tempo, e apenas deixar-me sentir, porque o meu grande problema é analisar tudo até à obsessão.
O pensamento tem algo de irreversível.