À procura do sítio onde posso ir existir como mim-própria. Tornei-me crescida no dia em que bati com a porta de casa dos meus pais, em fúria, em lágrimas, com roupa e cremes e maquilhagem em sacos de plástico. Durante três dias não consegui dormir. Levantava-me às seis da manhã, inquieta, estava no trabalho às oito. As cinco ia-me embora, pelo trânsito da N117. Parava nas bombas da BP e comprava pão-chapata e maços vários de cigarros de mentol.
O tabaco era o meu pretexto, a minha desculpa e o meu amigo. Tudo ia sempre ficar bem, enquanto tivesse cigarros para fumar.
Agora que não tenho. Que se acabaram os 'leit-motiv' para fugir de mim. Tenho de ir ser crescida para mais perto do meu sonho.
Sem comentários:
Enviar um comentário