1.17.2006

Al olvido invito yo

Ao reler o que escrevi neste blogue há cerca de um ano, invadiu-me um cansaço mental, uma náusea moribunda, um arrepio na espinha só de recordar o que era a minha vida nessa altura. Estava a cair no buraco, e não sabia; a cometer o erro de assumir uma relação indesejada, sem amor, sem futuro, sem sentido. A minha vida era, de facto, uma rotunda, um caminhar para o nada, porque não existias tu. Penso em ti e no momento em que surgiste na minha consicência, e tenho uma visão estranha: cores. Cores por todo o lado, luzes, arco-íris. Queria fugir ao lugar comum, mas a verdade é que iluminaste a minha vida, tornaste-a interessante - ou melhor, deste-me uma razão para a tornar interessante.
Tento ser compreensiva, cautelosa, bom feitio, mas o que eu queria mesmo era mandar isso às favas e gritar contigo porque hoje vais jogar futebol. E eu não jogo futebol, eu não sou a bola, eu não estou no campo. Não estás comigo, e era isso que eu queria, tanto tanto, para acalmares a vontade infernal que tive de ti ontem, quando me queimaste a garganta de tanto pronunciar o teu nome. O nome emprestado. Para mim, o teu nome passou a ser, apenas, amor.

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