Há pouco chovia na Baixa lisboeta, e eu sem o apoio de um chapéu tapei os caracóis com o capuz peludo do casaco e continuei a caminhar pela calçada escorregadia. Infeliz, um pouco. Mas foi ele quem não me saíu do pensamento enquanto andei à chuva. Ele: a promessa. O paraíso de cabelos loiros em desalinho, de ideias fixas e cheio de lições para me dar, cheio de correcções, cheio de tudo o que me faz perder a paciência. Tudo bem, eu aceito, ou não ligo, porque adoro o que ele é e a forma como me trata. Porque tropeço constantemente de tornura por ele, porque o desejo a toda a hora, porque apenas um toque me faz arrepiar até à alma.
Hoje tenho-o no pensamento, e é tão doce.
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