3.09.2009

Branco e preto

Mesas brancas, imaculadas, com monitores pretos gigantes a perder de vista. Está um frio de rachar dentro da nova redacção, e eu descubro que os trópicos ficaram para trás. Preciso de ir repescar a roupa de Inverno ao armário do escritório, e considero até a hipótese de vir trabalhar de luvas; os dedos enregelam-se e fazem-me escrever mais devagar.

Não que tenha grandes obras para fazer.

Ideias. Pedem-me ideias. Sobre tudo e sobre nada. O que me vier à cabeça, mas com um ângulo único e peculiar. Começa a tortura da inovação, do olhar diferente sobre as coisas. Tenho de me retreinar. Porque eu gosto mesmo, e a sério, é das hard news. Notícias puras e duras, disparadas em português bem articulado e desempoeirado. Esta exigência constante de ver a notícia por ângulos diferentes cansa-me o cérebro. Nada nunca é bom o suficiente. Quero ver quanto tempo aguentamos em estado de graça. E quanto tempo vai demorar até que eu não consiga adormecer.

Bem-vindos ao resto da minha vida...

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