Expressão idiomática utilizada em noites de borga entre mim e a Bela. Hoje mais do que nunca gostava de poder dizê-la, assim alto e bom som, mas não me é em verdade permitido. Porque não sei o que quero, e não sei se o que me parece que quero está certo ou é asneirada. Acordei de madrugada e não consegui adormecer mais, a pensar em tudo o que se passou nos últimos meses, em como a minha vida acabou mesmo por mudar e como é estranho o estado de coisas em que me lancei. A única âncora que me mantém serena é a ideia de que mais cedo ou mais tarde tudo se compõe, porque o que tem de ser tem muita força e eventualmente produzir-se-á.
Curioso, não? Como é que depois de tanta relação falhada na minha vida, tanta experiência acumulada e tanta maturidade ganha eu resolvo as minhas indecisões confiando no destino, na sorte, uma qualquer entidade intangível que supostamente força ou impede os acontecimentos.
Só que neste momento, é mais seguro confiar no desconhecido que na minha capacidade de decidir, tal é a desarrumação que impera na minha cabeça.
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