A música de hoje é "I Need A Miracle" (Fragma). Mas do que eu preciso mesmo é largar de ser chata, sempre a queixar-me da má sorte, do erro de pontaria, da incompetência emocional. Chega dessa conversa mole. Estou a ser demasiado portuguesa nos últimos tempos. Se calhar é do Inverno que se arrasta, da minha idade que avança, dos projectos que continuam pendurados em fios de aranha nas paredes do meu quarto. Ou talvez não seja nada a não ser uma tendência natural para a descrença e uma propensão crónica para pretender aquilo que está além.
Mas já dizia o outro: se renunciares ao que está perto, ganharás o que está longe. Apesar de não haver necessidade que eu tome qualquer decisão, eu vou apostar de uma vez. Decidi que quero, e hei-de lutar por isso até me esfarrapar toda.
E nunca ninguém me há-de ouvir queixar por isso. It's my call now, and I'm over being such a cry baby.
P.S. Pela primeira vez na vida não sei se vou votar Bloco de Esquerda, como é de minha convicção, ou Partido-Sócrates-Socialista, para ajudar a evitar que a Direita volte a sentar o real cú no Governo. Dispenso lições de política económica ou post-its relacionados com as duas legislaturas PS. Derivando do meu trabalho como jornalista de economia, será muito difícil que alguém mude a minha posição quanto à avaliação da coligação que impingiu o nosso destino de 2002 para cá.
A minha única dúvida é: a vitória do PS está assegurada ou vou ter de fazer campanha por um partido que não é o meu só para evitar que nos aconteça um mal maior?
Não perderei os próximos episódios da pré-campanha.
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