5.20.2005

A vingança dos Sith

Dos Sportinguistas, pelo menos. Só ouvindo a Bancada Central é possível ter contacto com adeptos de outros clubes que não sejam azeiteiros e se escusem a pisar-nos. A restante turba, visto que tem matéria suficiente para fazer piadas até ao próximo campeonato, lambuza-se de forma aberrante naquilo que pensa ser "uma humilhação".
Nós, Sportinguistas, de alma e coração, somos a nata das massas associativas. É que deixei de ter problemas em dizer isto alto e bom som! Depois de tudo o que vi e ouvi nos últimos anos, não posso manter mais a ideia de que cada um ama o seu clube à sua maneira. Não é verdade. Nós temos uma mística inexplicável, uma abnegação face a este valor mais alto que tudo que é o SPORTING, um amor sem limites que nos faz comparecer em peso em Alvalade, mesmo depois de tudo perdido.
Os pavões sacodem as penas de forma ridícula, gritam que são mais que os outros todos juntos, que têm mais títulos e o Eusébio. Pois. Se quantidade fosse coisa boa, a China era um espectáculo.
Os portistas confundem o clube com a cidade e o bairrismo e cultivam um ódio a Lisboa que não é compreensível. Refiro-me, é claro, à maioria de entre os que conheci.
Nem sequer discuto se somos melhores ou piores, porque isso normalmente é uma questão de estado: este ano não ganhámos nada, para o próximo podemos ganhar tudo.
Somos inigualáveis.

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