11.22.2004

When the pawn hits the conflicts

Está um frio reconfortante nesta noite de Domingo. Um frio seco, e as decorações de Natal fazem-me lembrar Berlim no Natal do ano passado. Sinto uma pequena nostalgia, hoje, pelo último inverno. Ainda não o conhecia, ainda não tinha este peso em cima das costas. Mas não quero falar mais dele, nem do que se passou. Há um limite do razoável que eu estou prestes a ultrapassar. Quero ir dormir sabendo que nem tudo é mau, que consigo sorrir, que tenho planos bons para o futuro próximo, que a minha vida continua soberana e à espera do Sol.
(Além de que o Benfica afinal também fez asneira da grossa e portanto este fim-de-semana ninguém ri de ninguém).
Sobretudo, tenho novamente vontade de conhecer outras pessoas. Vontade de novo, de desconhecido, de colorido, vontade de procurar sítios onde as esquinas não falem comigo. E portanto, onde antes eu via um túnel às escuras, agora vejo uma porta por onde quero esgueirar-me, safar-me disto tudo, sair porta fora. Descubro agora que é preciso mais coragem para deixar o carrasco que aguentar a tortura.
E há uma frase que não me sai da cabeça, não sai e não quero que saia. Prestem atenção, porque só vou dizer isto uma vez: YOU WILL GET YOURS.

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