Quantas lágrimas são precisas para refrescar a pele massacrada pelo fogo? Estou no inferno, esta noite. Tenho os olhos tão inchados que pareço uma velha, e não uma miúda de 24 anos. Tu não entendes, meu amor, como me destróis minuto a minuto. Não entendes o sacríficio voluntário que faço para te amar como no início. Não entendes como eu amo até essa dor, simplesmente porque o ferro da tortura grava o teu nome. Não gostas que eu seja tão dramática. E é por isso que me calo, e engulo. Será que um dia haverá um homem que se aperceba da grandiosidade do amor de uma mulher? Será que um dia haverá alguém que me ame assim?
O Sporting perdeu, foi uma noite demasiado triste para ser verdade. Estou esmagada. Cubro de verde o meu coração, este amor genuíno tem a cor de Alvalade. O meu coração, pequenino, encolhido, retém-te no seu colo, meu Sporting. Penso em ti, meu anjo, meu demónio, meu Peter Pan que há-de ser a minha vida e a minha perdição na Terra do Nunca, meu amor quase possível (como estás certo, R.!). E hoje, quero apenas dormir sem saber se irei acordar.
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