11.16.2004

Live to tell

Ainda com o frio da Invicta na garganta, cheguei a casa pouco preparada para a desilusão. Mas que cansaço. Não suporto mais esta litania, este pesar, este olhar baixo e fatal como o destino. Pois ele foi sair com outra gaja, ou outras gajas, ou com o burro do Schrek, é assim a vida. Não recebi uma mensagem a perguntar se a viagem tinha corrido bem; não recebi um único sinal de que o meu bem-estar lhe interessa para alguma coisa. Então que sentido faz ficar com um nó na garganta de cada vez que sei alguma história desagradável? Pelo amor da Santa, já nem eu posso com isto! Não há pachorra.
Tens razão R, tenho de começar a gostar MESMO de mim, não apenas pela fachada. Tenho de cumprir o egocentrismo que apregoo. Já dizia o outro 'só interessam os que cá estão...'.
Preciso de Madonna e largar de ser tonta.

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