12.28.2004

Voltar a zero, num planeta distante

Chama-se em mim esse planeta Janeiro, para já, nesta almejada libertação. Devo confessar que, apesar do esforço que fiz nos últimos meses para me manter no caminho certo, deixei que Dezsembro corrompesse a minha rectidão. Levanto-me da cama de manhã e ponho os pés nas nuvens, peço desculpa aos anjos por lhes pisar os caracóis e sigo em direcção à loucura emocional.
Por uma vez, gostava de não pensar em nada disto, e simplesmente deixar que o tempo se encarregue de colocar tudo no seu lugar. Poder ficar a olhar para o state of affairs apenas contemplando (e admirando) o meu poder para lançar a confusão no meu mundo.
Acima de tudo, observando a suprema ironia que é recusar com desprezo aquilo que se quis com todas as forças durante um significativo conjunto de tempos. Agora, nem que pinte o meu coração de ouro: esses sentimentos, não há maneira de voltar.

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