Sempre que chega o Natal eu não sou atacada de melancolia, mas sim da sensação que algo me está a escapar. Está difícil, isto. Obrigo-me a concentrar no inexplicável regresso do D., mas o R. continua a viver na minha cabeça noite e dia, noite e dia, até à exaustão de princípios.
Tal como me avisou o meu anjo H., é preciso ter inteligência emocional. E eu tomei a decisão certa, mas quem diz que isso arranca de uma vez aquilo que já estava enraízado dentro de mim? Diz o H. que não percebe, porque ele é tão diferente de mim, precisa de alguém do nível dele. Não sei o que é isso do nível. Eu sei que gosto e sofro, é só.
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