10.14.2004

Demasiado tempo para pensar

A consciência é um veneno, um instrumento de auto-intoxicação, quando aplicada a nós mesmos. A consciência é um foco dirigido para fora; a consciência ilumina o caminho que se estende à nossa frente para nos evitar as quedas. Dirigida para fora, é um farol aceso no topo de uma locomotiva; para dentro, é a catástrofe. (Pasternak)

Estou há demasiado tempo metida comigo mesma. As paredes do meu quarto diminuem de dia para dia, e eu já não posso com o sufoco da minha voz, da minha omnipresença, da ausência do odor e do frio nocturno que eu não posso tocar porque estou presa. Sozinha, comigo.

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