Não tive neve, mas chuva. Tive família. Bacalhau na ceia e peru ao almoço. A famosa delícia de ananás da mãe. Os risos com a minha irmã na casa-de-banho. As fotos mal enjorcadas que o meu pai tira. O meu irmão que em três dias de festa nunca vi fora do roupão cinzento mascarrado. Prendas que me puseram a bater os pés de alegria. Mensagens que me foram chegando, e eu não enviei nenhumas (este ano quis testar quantas pessoas se lembram de mim sem eu me lembrar delas). As azevias que a mãe comprou na mercearia do bairro. O dia de Natal que às cinco da tarde passou a quase noite de tão escuro que o cêu estava.
E o rosto lindo do meu namorado que hoje parecia iluminado por Deus. Ou pelo Amor. Pelo meu Amor. Pelo nosso.
Tive um feliz Natal... e como agradeço!
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