1.29.2008

Dóis-me

Dóis-me quando o despertador toca demasiado cedo, e é pouco o creme de cenoura para barrar. Dóis-me quando o sofá não tem cigarros. Dóis-me quando a música se eleva e não ouço a voz acompanhar. Dóis-me quanto os saltos me magoam sem proveito.

Mas principalmente, sem que eu veja cura possível.

Dóis-me quando as cortinas se cerram, quando a máscara cai - e eu já não tenho de fingir que sou quem digo que sou.

1 comentário:

Ganso disse...

A mim doi-me muito, quando chego à tasca e não há minis frescas ;)

É só para enviar um beijinho e dizer "Há quanto tempo"...

Hasta,
Ganso