3.13.2012
Heartbreak warfare
O dia chega em que três ou quatro palavras destroem anos. Fiquei ali sentada, no sofá creme, a olhar para o visor cinza, que se fundiu por momentos com os meus dedos sem reacção. Olhei em frente. Engoli em seco. Pensei em chorar, mas não consegui. Estou oficialmente incapaz de chorar. Tenho como que um mecanismo físico que engole, processa e devolve os sentimentos sem que nada mais aconteça. My heart is missing. Levantei-me, pensei vagamente em tomar decisões. Depois abandonei essa vontade. Não há nada a decidir. I'm subjected, expected to know what I feel. But I don't feel nothing. Não há sequer revoluções a fazer, não há palavras a dizer, nada a explicar. Nada que interesse. É como se tivessem desaparecido os contornos do mundo específico onde vivi nos últimos anos, é como se eu estivesse pronta para escorregar para fora da minha vida – sem ter pena nenhuma disso. It's all right, no big deal. É como se não me importasse qual o rumo que tomo. Porque, na verdade, não interessa. Qualquer que seja o caminho, eu já passei por lá. La prospettiva di me.
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